27 outubro 2010

preciso ajustar o tino

amanhã rumo para pelotas, mais um curso, mini-curso, ainda não tenho todo o roteiro, mas as três horas da estrada são mais do que suficientes para ajustar o tino. No fundo será um bom momento para ausências, a minha liberdade vigiada jã não suporta a arrogância dos que agora se locupletam (não deve ser essa a palavra mais adequada aqui, mas em respeito a minha sexta seguidora, vai ela mesmo) dos que arrastam o país para um beco sem saída de ódio e miséria, tudo em nome de idéias mortas e inócuas, li em algum lugar que os motes religiosos são induzidos por ataques epilépticos num cortex frontal, eis o que passa na política nacional, não é atoa que igreja, aborto e casa civil comungam do mesmo orfranatório, do mesmo credo, da mesma linha de reaciocínio. Depois disso, desse vendaval de bestanças pretendo o sono dos justos. Doarei, entrementes, todos os cds do Chico, digo o mesmo para seus livros, que papelão, uma omissão completa em fuga no caso do mensalão e uma palavra de apoio para um embuste, francamente. Sem rumo a nau, procura a sua quilha, sem nortes ou sul, apenas a viagem a trabalho rumo ao meu chui de dentro, sem dores nas costas dos ferros da academia, com uma porção de livros novos e uma poesia retificadora na mente, de  Borges o meu poema de dormir, uma noite escura aproxima-se dos livros, dos meus livros, já nao enxergo uma luz que ponha tento em meus sonhos...

22 outubro 2010

ah, a frança e seus concursos públicos...

"The effect of network connections is important in the sense that a substantial improvement of the publication record is needed to compensate for not being linked to the jury".
Fico imaginando como seria a replicalção desse estudo no Brasil.

20 outubro 2010

das intransigências e uma declaração de voto

não há como demove-los de suas trincheiras, a candidata e seu presidente, conseguiram dividir o país e colocar o prisma de nossas escolhas sob o crivo simplista do bem contra o mal, essa metafora batida a la bush, alem de empobrecer o debate coloca uns contra os outros e constrói o espaço para tentações totalitárias. Definitivametne, nao votarei em Dilmas, a nossa sensação é a de que ela, ao contrário do que acreditam alguns, não é de esquerda, nem de direita, mas que apenas trabalha para uma certa esquerda, militante, ativiista e franciscanamente ultrapassada e autoritária. Veremos a sequência das irracionalidades, o rio grande bem sabe disso, lá estarão os processos contra os criticos, a caça as bruxas, as vilânias todas, o controle "social" da imprensa, a mitigação das liberdades e a demonização das diferenças, dos diferentes, melhor dizendo. Portanto, será um erro tremendo a eventual eleição de Dilmas e seus propósitos. Sem alarde, como sempre, cumprirei o papel que me cabe, votar e torcer, sem agressões ou tacapes, mas com os olhos aflitos.

13 outubro 2010

carta aberta

eu, na minha infeliz escolha, percorro o país e venho por meio desta, e daquelas, pois não, confessar a minha vitimização e a minha não capacidade, ética, moral e conceitual, [por que nao? diriam os mais afoitos], de assumir, do verbo passado a limpo, a minha real posiçao em relação ao que quer que seja, então, você que pensou em votar em mim, tenha certeza, nunca assumierei o que disse, fiz ou pensei, não serei dono do meu nariz e durante a minha gestão, se gestão houver não será da minha larva, serei inócuo, inodoro e sem cor, blefarei, dissimularei, mas, em momento algum, assumirei quem sou ou fui ou serei, em tempo algum, em lugar algum, então, nao privatizarei, não aparalherarei, tampouco estatizarei, nao farei intervenções no câmbio ou na casa de penhores, não viajarei, não entregarei, não invadirei e nem decretarei, se eleito for, sorrupiarei a minha autoconfessada biografia em nome dos votos que me atribuem, serei fiel a infidelidade e das minhas idéias de inclusão, liberdades e afins serei depositário fiel da não congruência, minha fé será sagrada e pagã, libertina e pudibunda, será  assim até o final dos meus dias, eleitores de todas as paroquias e versnissages, nao esqueçam, não serei, não sou e nunca fui....

06 outubro 2010

Nobel e outros concertos (texto não revisado)

minha aposta para o nobel não obedece a um cálcuco efetivo ou a um conhecimento prévio da fronteira, disto dessa, tanto quanto é possível enxergar no escuro, minhas apostas, aqui seguem outro caminho, vem de tanto ler ou falar e do recorrente uso dos modelos e de concorrência imperfeita em áreas distintas da nobre e precária ciência econômica, sigo então na torcida pelo reconhecimento de Avinash Dixit pela academia sueca, nao que ele precise disso ou que eu saiba o tamanho da impossibilidade, apenas torço como quem ao votar sente-se bem, principalmente com o ato em si, e não, necessariamente com o resultado, outro tanto apostei no Krugman, por conta da nova geografia econõmica e suas bifurcações que pensando bem são derivadas com t indexado que  bem poderiam se dizer estocásticas de ordem um, se eu entendi algo daquela aventura, pois bem, errei nesse prognóstico por exatos cinco anos, mas se adiardes, ou tu nobre comissão do acaso,  a escolha de Dixit, imporá ao meu o erro um epsolon a mais, afinal foi o modelo de concorrência monopolística que encontrou o Romer no doutorado o Krugman na MIT(?) e os meus olhos na nova teoria do comércio e nos axiomas da incerteza, utilidade esperada, jogos e minas, sempre ela, afinal começou na rua da Bahia o trem todo, portanto, nada mais justo que valorizar os que escrevem, criam e produzem chaves para problemas já antigos, como domar as não linearidades ou como evitar Euller e sua incapacidade de remunerar o progresso tecnológico, depois do que dixit nos ensinou, tudo ficou ao alcance das mãos e dos olhos do escrevinhador, nada mais, suponho que só sei o começo da história e, claro, consigo ficar na torcida, sempre!!!!