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23 abril 2010

daqueles que mordem vidros

serve o que vai ao desatino, mas fica o exemplo, menino de talento, possuidor de mastercard, plus & plus, jovem de futuro, repete em  coro as gentes  de seu rincão natal, do sertão para diretoria de elevadas posses em banco da capital, repete seu pai orgulhoso, mal sabe que o passadio dos de fama nem sempre é água benta, nesses dias, o que vai aqui relatado é de verdade apurada, livre pensada e lavrada em madeira de lei... em recente passagem pelo Rio Grande a candidata arranjada pelo presidente, exibiu todo o seu repertório de impropérios e achaques, quis o destino, esse ladino anfitrião das injustiças, juntar na mesma ante-sala de eventos, o nosso herói e a dublê de candidata em dia de rispidez e guspes. Em tom de euforia a candidata urrava no seu estilo de duvidosa sabedoria, BILHÕES, nós despejamos BILHÕES no Rio Grande, olhos esbugalhados, dedo em riste e boca entreaberta com protuberâncias labiais de outro tanto, assustado o nosso menino, tenta acompanhar o raciocinio, nesse momento, no segundo grito da candidata, assusta-se e uma dor nos intestinos ocupa toda a sua mente em bisonha e suada luta, consegue manter o lacrimoso canal a manter a guarda alta, o esficnter comprime-se até sobejar lágrimas nos olhos, atencto, entre um calafrio  e outro, ainda consegue articular um pensamento ´numa nítida tática de fuga da diarréia do ventre livre, mordisca os lábios, e rumina, agora essa uma vai querer cobrar cada centavo do dinheiro público por aqui investido para alargar as burras da sua campanha, rent-seeking mais nítido impossível, sem conseguir encarar os urros da candidata, mira ocopo d´agua na bandeja do garçom, também ele assustado, levanta-se em passos titubeantes e dirige-se ao centro da sala, sem encarar o nobre garçom, toma de um copo nas mãos e leva-o a boca, nesse exato momento, a dor agudiza, e um ensudercedor grito da candidata, BILHÕES, agora acompanhado de um tapa na mesa, desencadeia os próximos acontecimentos, o nosso herói morde o copo de cristal da boêmia, o tilintar dos dentes provocou notas agudas, som dos brejos, vidros escorrendo pelos cantos da boca e os cacos caindo no chão, um não disfarçado mal estar ecoou entre os convivas, coitado, tão novo e timido, ainda sonha....em seguida, a turma do banco e outros membros do conselho executivo, abafaram o caso e levaram o nosso herói para tomar uma fresca, insuficiente, eu sei, mas ajuda, repetia o mestre de cerimônias....

24 dezembro 2009

Boas festas...

em homenagem aos meus tres leitores, de duas bandeiras, é verdade, mas leitores, devo, de significado impreciso, desejar um bom fim-de-ano, boas festas, que bia consiga dormir o bom sono dos pais, que a monografia consiga sobreviver ao filtro do decon, que a cidade maravilhosa do asfalto consiga subir o morro, que o lemonde abra falência mais rapidamente que a sua decadência, que a anistia aos politicos corruptos, proposta pelo planeta da constelacao vizinha, seja uma lei morta, que os costumes consigam evoluir para a cordialidade, docilidade e o sorriso largo, que a generosidade seja mais do que um retrato na memória, que os axônios cresçam  bem mais do que seus 40 metros, que a politica social do governo seja completamente outra, que a virtude da prudencia e da eficiencia sejam as bandeiras da vitória, que aquele orgao de pesquisa consiga se livrar da sua noite de cristais, que a midia consiga mitigar o coitadismo, que a palavra escrita permaneça fiel a antiga  logica matemática, que as contratacoes do inter saiam da lateral direita, que o prosecco da ultima semana seja degustado na lima e silva, que o toldo amarelo mantenha-se aberto depois da doze badaladas, que o premio esso de bobagem economica volte ao seu blog, enfim, que o bom humor e o destino de alegria visite a todos, sem o pudor tipico das festas familiares, é claro, boas festas...

27 março 2009

28 janeiro 2009

portoalegre-se


a imagem é no mínimo insólita, um jornalista aboleta-se em sua suposta mesa de trabalho e retira da caixa mágica essa infeliz manchete, e pensar que esse mesmo jornalismo, percorre o lugar comum e defende ou articula idéias sobre economia, filosofia moral e o papel do estado na economia. Episódios como esse reanimam a idéia de um novo teste para desenvolvimento econômico, testar a relacao entre indicadores sociais e o numero de jornais importantes no ambiente local. Certamente, o rio grande e minas nao passariam facilmente no teste .

31 outubro 2008

o mote

minha terra tem lula-las a matrequear
as marolas que aqui marolam
nao marolam como lá
nosso bacen tem mais reservas
nossos bancos mais favores
nossos favores tem mais estado
nosso estado mau gestores
minha crise tem sabores que tais
nao encontro por lá
minha terra tem lulas a matrequear
tem campeao no quinto lugar
nao permita deus que o ministro volte a falar
que o belluzo seja vulgar nem que o mundo empac
sem medida provisória para imolar
nao permita deus que a crise venha a marolar.

18 setembro 2008

senso de oportunidade


As manchetes improváveis ou porque não trilhamos a prosperidade:
1. Afunda Brasil: presidente megalomano não percebe a crise e inaugura mais uma estatal
2. Estatal do petroleo adere a campanha e lança plataforma dos candidatos no sul do país.
3. A modernidade: 30 anos depois o Estado brasileiro retoma do rumo do desenvolvimento.
4. Estaleiro improvisado não sabe quanto gastou na nova plataforma da agência do petróleo
5. Gastança, transparência e comicio: a ilha do baile fiscal fica no Rio Grande.
6. Não aprendemos com os erros do passado: em dia melancólico governo brasileiro comete suicidio fiscal em nome de um modelo de estado ultrapassado.
7. Assim como durante a segunda crise do petróleo, o pac aposta no mesmo equivoco do II pnd.
8.Espumante da estatal do vinho celebra e batiza a novissima política econômica: sem mercado o barco está a deriva.