26 abril 2012

manchetes

dia fechado com cara de poucos amigos, se veio chuva não vi, a única distração do dia foi a interrupção da luz no meio da tarde, queda de energia e do computador, um não vive sem o outro, já relatei em algum lugar as perdas acumuladas do dia em número de frases ou esboço de texto, contudo, o pior não veio com o clima, esse outono também não chove, é fato, mas sim com as manchetes, e não foram poucas, abordo duas em muitas.
  1. supremo aprova cotas raciais nas universidades: em anos de atrasos, somos campeões, o que torna a cena professoral dos supremistas uma galhofa, discursos eivados e desdatados, apenas para o leigo ver, não, não é uma solução afirmativa se apropriar do direito para fazer tribuna...universidades não foram consultadas e o ensino público continua na última posição no ranking de prioridades, os dois aspectos, tornam a decisão do stf mais um oportunismo desfocado, bem típico das nossas leniências e mazelas, triste tribuna. 
  2. o código florestal foi aprovado, um pavor, mais uma peça de puro oportunismo, o governo não fez força para negociar, a oposição fez-se surda e cega ao bom senso e não percebeu que perder muitas vezes significa ganhar no que importa, no caso em apreço preservar a nossa maior riqueza e não se aliar a grileiros e safanões, mas voltemos ao governo: sabedor do preço da conversa e das regras que regem o sistema, poderia, afinal, transferir e colocar na caneta da presidente os holofotes de vetar as partes vistas como politicamente incorretas, deixou-se, então, perder, com isso, perdemos todos, aprovamos um monstro que será fatiado e vetado em partes, e, portanto, não se fará cumprir e, monstro que é, continuará incentivando a destruição. Sabe-se bem, que, se tens a possibilidade de vetar apenas o que não te agrada, os teus ouvidos serão pouco sensíveis ao bom senso e deixarão passar o absurdo. eis que, isso, a possibilidade do veto parcial, muda o comportamento estratégico dos envolvidos que jogam para a torcida e não para fazer o que tem que ser feito, perdemos todos. O ideal seria o executivo amarrar suas mãos e recriar a norma para o bem dos equilíbrios, preservar o veta tudo e uma negociação em outras bases, sem o deixa dissismo bem afeito aos de fisiológica tradição.
 triste dia nublado e pesado de manchetes carregadas do que bem somos ou sabemos ser.

19 abril 2012

o teu passado não tem futuro

antes que o chão se apague, vamos tentar, diria o intransigente auscultador geral da ex-nação, entender. Em tempo, nacionalismos perigosamente voltam, ou voltarão, à moda, frases bem ditas são impossíveis no dia-a-dia da terra do fogo, perdemos o eixo. Em pouco tempo, se nada muda, voltaremos ao desarranjo dos 1900, algo que havíamos, tolos que fomos, imaginado superar. Agora a vizinha Argentina tenta recompor um erro com outro ainda maior, para desviar a atenção de uma inflação que aponta para corte de zeros na moeda já desvalida, expropriam o petróleo, um gesto de desespero que ainda encontra eco nas nossas mazelas locais, como somos pobres e sem destino, seguimos o rumor dos ventos, qualquer um, embicamos a nau para um mar sem nortes, vale o aforismo, a patagônia é o fim do mundo, morremos a morte da falta de luz e de ideias, copiamos o passado canhestro e torpe com soberba e inteligência de ocasião, somos o fim do fim, bem antes do amanhecer, obscurecemos o de por vir...o eco no Brasil é de euforia, baixamos os juros de forma artificial, forjamos o crédito, gastamos à lambança, recrudescemos os favores para o setor têxtil e automobilístico, a grande contribuição brasileira, pasmem, para contornar a crise mundial, de os nossos dirigentes, vemos apenas o governar por macetes ideológicas, via discursos lidos e sem nenhum contato com a realidade, essa, então,  virou alegoria...

25 março 2012

amanhã vão desvalorizar o câmbio depois vão reabrir o maracanã

o palpite sugerido pelo título é linear e reporta ao passado, ao debate do passado, aquele no qual  sempre perdemos porque fizemos escolhas equivocadas, atalhos só fazem sentido na diagonal e para quem tem uma visão geral das possibilidades, não é o nosso caso. Temos um governo fraco, sem uma interpretação razoável do que está acontecendo, e mais, um governo ambicioso por poder e por votos, disposto a tudo para jogar para a torcida. Os primeiros convidados para uma reunião improvisada, foram os empresários, depois virão os sindicalistas, a tal da base aliada, as igrejas, (quase escrevi a igreja no singular, para ser fiel ao ambiente nostálgico, talvez) e por ai vamos, de reunião em reunião. Nada de concretou ou importante é definido ou discutido nessas reuniões, gasta-se uma fortuna em passagens, diárias, deslocamentos e uma fábula em custo de oportunidade, tudo para construir o consenso burro, que no Brasil de hoje tem nome e até um refrão, se quisermos: "contra desindustrialização, desvalorização, o real é o que importa". No fundo, a estratégia já está definida, o governo vai intervir no câmbio e usará como escudo para as consequências as tais reuniões onde foram tecidos os nós que nos prendem ao passado e, o que é pior, à mesma trajetória que nos trouxe até aqui. Estado e setor privado, lentos, atrasados, pesados, siameses na corrupção e no privilégio, um país de excluídos, sem mobilidade efetiva e que flerta com o autoritarismo e com o populismo. Todas as expressões e adjetivações são passadistas, como a política econômica do governo que ainda não começou e que talvez nunca acabe. Triste sina!

29 fevereiro 2012

economia da ficha limpa

nunca vamos esquecer a ficha limpa, o nosso passaporte para modernidade, algo tão simples, como não pensamos nisso antes??? é só definir uma clausula de barreira e faremos a mudança que precisávamos, o mundo agora respira aliviado, afinal, não aceitaremos mais os calhordas, os aventureiros e os que, por sorte, passarem na primeira avaliação serão obrigados a manter o bom decoro, a boa ficha limpa para preservar o cargo, agora está feito, não mudamos a cultura do vale tudo e do jeitinho, continuamos a não respeitar filas, não gostamos de regras ou de derrubar ministros corruptos do partido no poder, não somos sensatos com os gastos públicos com a saúde ou com a educação, mas temos, o ficha limpa, candidato agora só precisa corromper os que sujam as suas fichas limpas, e pronto, serão candidatos ou recandidatáveis, resolvemos de uma vez só todos os problemas, a ideia é tão genial que virou meme, ficha limpa para o serviço público, para ministro, para casamento, para recarga de bateria, para atravessar a rua, para médico de plantão, para presidente da confederação brasileira de futebol e o escambau, nesse ritmo em menos de vinte anos alcançaremos o padrão de vida dos europeus antes da crise do euro.  sincera e honestamente, desconfio dessas fórmulas fáceis, receio mesmo que o enredo será bem outro, de mais corrupção alimentado por um mercado de fichas limpas na casa dos bilhões, além disso, os incentivos para usar a máquina pública em proveito próprio ou do grupo no poder, continuam todos lá, indeléveis e intocáveis, repito-me eu sei, mas sinceramente, não é serio limpar a ficha no meio de tanta sujeira e impunidade, é um tampão e atalho que só atende ao status quo e à economia da limpeza da ficha, que, além de informal, e, portanto, de não pagar imposto, vai gerar supressões acusatórias de caráter oportunístico, ideológico e eleitoreiro...mudar os valores e não as fichas, eis o verdadeiro desafio, não atentar para isso é uma forma paliativa de preservar a mesma m....

11 fevereiro 2012

conselhos, empatia e simpatia....

nunca funcionam, os conselhos, ou só servem a posteriori, o que vem a ser o mesmo, como dizer ao amigo para seguir uma dada linha de decisão e correr todos os riscos da empresa se o que vai no intimo dele atende por outro apelo? em dias nublados ouso cometer essas inquietudes ou indelicadezas, olhe, digo eu, faça isso e não faça aquilo, mas a empatia no sentido binmoriano não é tão simples de resolver ou de exercer, significaria sermos capazes de olhar o problema da perspectiva do outro e assim entender as suas estratégias e opções, teoricamente possível, mas irreal de todo, somos limitados para entender, apesar de sabermos que a complexidade dos humanos normais ou não gera um conjunto de tipos que cabe na palma da mão, mesmo assim, ao acrescermos ganhos, perdas, crenças e circunstâncias, dificilmente acertaríamos, mais fácil usa-la, [a empatia] no esporte ou na política ou na tomada de decisão do ministro da fazenda ou do presidente do bacen, porque ai a ideologia e a formação básica, a escola, já antecipam metade do trabalho outro tanto é só entender a conjuntura ou a estrutura, o para onde caminha aquela visão de mundo, etc. 
Desvio-me, aliás, afinal falava do amigo e da minha incapacidade humana de orienta-lo ou de oferecer honestamente uma saída que seja boa para ele e para sua felicidade ou algo do gênero, grave e grande lição, dela pude aprender ou reaprender velhas frases, citadas fora de ordem , assim como vem a minha cabeça, mesmo estando todas lá registradas:

  • "assim como a vida é sub ótima! Como diria um amigo, o arapiraca é para mim, no final! Heróis, só em quadrinhos e filmes!" (WB)
  •  "não resolva o problema errado".(engenheiro anonimo)
  •  "só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder!" (Torquato Neto)
  • como diriam os americanos, "never mind"!(WB)

entendida a desdita, sigo com mais essa lição, amigo ouve, entende, apoia, acude e no mais se faz presente, mas não emite conselhos, bem, esses [os conselhos com aspas] vão da confirmação ou não com o aceno, positivo ou negativo, e não do ato deliberado de proferi-los ou emiti-los, quem sabe o que vai nos sapatos dos outros, no máximo refere-se a boa ciência econômica ou aos desatinos das ideologias ou utopias, essas sim, são previsíveis no sentido probabilístico, precárias, limitadas e efémeras, amigos, não, esses nos ensinam todos os dias o que não sabemos e nos ajudam a entender e a ampliar a nossa humanidade e limites, por eles, pelos amigos, nutro a simpatia no sentido moral e pleno de Smith...



06 janeiro 2012

a malandragem nacional

o ministro da integração nacional liberou mais verbas de combate a desastres naturais para o seu próprio estado natal, algo assim, por si só, já justificaria uma demissão sumária e um pedido de desculpas, mas o malandro, não satisfeito com a sua estupenda canalhice, arremeteu contra a opinião pública, algo tosco e absolutamente descabido, gritando, aos berros, só faltou o tapa na mesa, (cabra macho, esse um faz escola no governo), disse, com os olhos esbugalhados, o Estado do ministro não pode ser discriminado na distribuição das verbas, não fizemos nada errado e tudo que o que liberamos foi ao claro do dia e do conhecimento da presidente. Três peças de defesa capazes de afundar qualquer tentativa extraordinária. Atenta contra Pernambuco, contra a instituição da presidência e contra qualquer aspecto moral razoável, uma peça de horror que, infelizmente, é lugar comum nas praticas de Brasilia, que atende apenas aos currais e aos projetos de poder dos partidos e de seus comparsas. Tudo ao contrário, deveria ser o arrazoado, se é do meu estado, alto lá, não posso gritar com jornalistas, não devo levianamente supor que o suposto aval do presidente a tudo e a todos redime. Mais um infeliz que já vai tarde, se for....

31 dezembro 2011

uma lupa desnecessária

nada foi tão dramático, afinal, mesmo não mudando o rumo das letras, e a forma hiperbólica e adjetivada da escrita, posso adiantar que foram muitos os bons momentos, uma lupa seria desnecessária para percebe-los, segue então uma lista mínima:
  1. as publicações e os novos co-autores, o primeiro artigo no idioma universal, a forma direta e objetiva de alguns artigos, as inúmeras submissões, oito ao total, se não me engano, as descobertas tardias e as surpresas com o impacto dos mais recentes, novos projetos de pesquisa e as medidas de gini e polarização...
  2. as leituras mereceriam também um post especifico, falarei dos que lembro, binmore, amartya sen, dworkin, harford e todos os técnicos de jogos, econometria não paramétrica e microeconometria, o melhor entendimento dos modelos para finanças e, até que enfim, os modelos estruturais, foram muitas as folhas de resumo e muitas horas nos pacotes, o R continua sendo um desafio, principalmente na leitura dos dados, mas tá tudo lá, em cima da mesa, a obra em aberto,
  3. os encontros na casa Ethos, filosofia, Kant e Nicodemus, os indicadores de justiça e civilidade, os programas sociais, a minha crítica forte ao bolsa família, o dialogo inteligente com os jovens filósofos e advogados, num ambiente de chá, chocolates e inteligência, devo agradecer a paciência de todos e os belos debates
  4. as festas todas e os novos amigos, nomeá-los seria uma armadilha, mas todos sabem dos churras, dos ensaios da banda Los os, das cantorias e cantatas e das visitas, sempre alegres à cidade baixa, muito mais do que poderia esperar, afinal, trabalha-se muito, uma bela farra louca. Para completar o dvd do super brega, um achado antropológico musical, poético e sentimental...
  5. a timeline e a escrita no twitter e facebook, algo divertido, forte, as vezes implicante, muito politizado, muito engraçado, mas sempre humanamente divertido, mesmo perdendo o apelo, vale o mesmo para o msn e a conversa com velhos amigos de santa cruz, pelotas, brasilia, teresina, até belo horizonte...Ah, a visita de volta dos amigos que foram para brasília, sao paulo, minas, rio de janeiro e o escambau, sempre um momento de felicidade, tem também os amigos novos que não conheço, mas que me divertiram muito com as suas frases sempre humanas e divertidas
  6. os seminários, deles o interno, de pesquisa, pelas etapas todas de preparação, convite e arranjo dos detalhes, mas ai cabem também floripa, brasilia, rio, curitiba, foz do iguaçu e tantos outros, todos importantes e significativos a sua maneira...
  7. no futebol, Damião...gols, caráter, valores, dribles mágicos e objetivos, como tem que ser, e uma maturidade surpreendente para alguém tão jovem, foi o melhor do colorado tão instável e tão mal administrado
  8. a accuradio, que estou ouvindo agora, a minha companhia de todos os dias do ano, sempre uma peça que alimenta minha vontade de terminar todas as tarefas que procrastino
  9. na política foram poucos os momentos realmente valiosos, posso citar os oitenta anos do fhc, a luta da calmaon para preservar o cnj, a queda de governos totalitários pelo mundo (certamente lembrarei de mais episódios, não gosto do berlusconi e acho que a esquerda na Espanha não fez o dever de casa, mas deixarei em aberto,,,)
  10. na saúde uma contra-prova de exame de sangue fez toda a diferença e mostrou que planos de saúde podem fornecer serviços de péssima qualidade e que a regulação é muito importante...o fim da restrição ao uso do bafômetro foi uma conquista institucional importante....
  11. por fim, o aniversário de setenta anos do hildeberto, a visita do tio ennio, e a festa na fazendinha em Brasilia, certamente, esqueço aqui também algum registro importante, mas para todos eles, as olas na casa do mauro e mônica, conseguem ajustar o sentimomentro para um equilíbrio bem razoável, obrigado.
  12. certamente, não foram poucos os momentos literários, a nova biografia do joyce, roth e seu zuckerman, rabujento e absolutamente lúcido, proust em dois volumes, austen e toda uma saga, a tradição ética britânica, as palavras do spivelt e a sua genialidade de dez anos, as viagens a antunes e seu jacaré meia boca, a ilustrada novamente impressa...
enfim ou por fim, um ano rico em grandes momentos, e da família não falo, porque diz muito da vida inteira, é contínuo, aqui só o que o ano que já acabou trouxe de conquistas e de amigos, os novos e os de toda a vida. Obrigado.

24 dezembro 2011

a lista, ou, quem sabe, um desabafo...

o ano da graça de 2011 não deixará uma saudade entusiasmada, serei breve, então, nessa copiosa lista, que de resto, encerra do verbo virar a página, um ciclo de vida do bardo, que, já não é o mesmo, começarei pelos piores, a ordem não segue um propósito e apenas vem da memória:]
1. as lambanças do tombini e do mantega, de ministros e poderosos chefes de banco central pode-se esperar tudo, mas o arroubo de platitudes, lugares comuns e baboseiras ditas com ar de sabedoria e empáfia, com certeza foram o pior do pior nesses tempos de crise. Torço para que os dois comecem a ler discursos escritos por verdadeiros economistas ou para que sejam substituídos por alguém com inteligência mediana ou moderada noção de auto-crítica. Nesse item, caberia um subitem ao valor econõmico e seus articulistas, mas estão todos lá, na lista dos piores dos piores...
2. participar de bancas acadêmicas e observar injustiças visíveis porque um dos doutos da banca não conhecia a literatura, os termos, conceitos e desdobramentos da teoria em questão. Nesse item, a falta de objetividade na avaliação da produtividade também sempre me deprime...
3. a queda do falcão, não necessariamente pelo seu bom desempenho a frente do colorado, mas pela forma como foi conduzida, sinceramente, um ídolo merece respeito e ao não faze-lo a instituição mostra as suas leniências e incapacidades...
4 a corrupção, qualquer uma delas, a mais venal, a ideológica, assegura ao criminoso que rouba dinheiro público o escudo do partido e da agenda de um populista, no Brasil de 2011, vimos que a camada do pre sal não é tão profunda e que o que lá graça não é petróleo, mas sim a densa camada de lodaçal  e lama dos corruptos e seus padrinhos, todos desprezíveis, de consultores a palestrantes, de membros do supremo a juízes, vimos e acompanhamos, um festival de canastreiros e canalhices...
5. a formula 1, melhor seria dizer, a ex-formula 1 que virou algo inanimado, pitorescamente, estático, sem cor e malparado, um festival de falas nosense do galvão e uma piada pronta para com o rubinho, o idiota de plantão, quase nos acostumamos com os perdedores que ganham muito dinheiro, algo na linha perco porque sou inteligente e sei até onde não devo ir... O feio da coisa não é, por óbvio, perder, mas sim, fazer do não ganhar uma carreira..
6. programas de tv, sem comentários, faustão, pânico, fantástico, bem amigos, todos da ana braga, band esportes, abre o jogo, as repetições da globo news, esquenta, uma caricatura da classe média com cobertura de clichês deselegantes, aliás, todos são...novelas das sete e seis, o astro e todo o canal 3...
7. o rei zumbido, que além de não se manifestar como causa, trouxe uma falta eterna de paz e uma forma ou outra de variações indesejáveis, a surdez progressiva, as dores nas pernas e a vista cansada para variações longe e perto, completam o quadro das dores irreversíveis...
8. as interpretações da crise, o oportunismo e cinismo do krugman, o erro heterodoxo, a empafia ortodoxa, os movimentos contra o sistema financeiro, a ocupação e desocupação do iraque, dois erros e duas tragédias, o obama  e seu glamour retórico, os republicanos e suas diatribes anacrônicas, o design inteligente, a firula do neymar na porta do gol, os equívocos do muricy,  a Argentina dos kirchner e dos papeis surrupiados da livre imprensa livre, a greve do cpers, a petrobras e sua generosidade aliciadora, o bndes e suas escolhas, a venda do andrezinho para o botafogo, a saída do sobis, o celso roth e a conquista do corinthians, a queda do ceará, a falta de escrupulos do ronaldão, romário e juca kfhouri...
9. o excesso de atribuições a falta de tempo para jogar conversa fora e a eterna divisão do campo ideológico o mundo cada vez mais bipolar, um retrocesso sem sentido, a eterna falta de dinheiro para livros novos e a vida sem música no ouvido direito, minha declaração de imposto de renda, a vida sem esportes e o transito de porto alegre, a linha de passe do colorado...
10. por último o mec e seu haddad, erros, incompetência e descaso, enem e seus mistérios, a falta de critérios e o abandono do ensino básico, a falta de visão para além do orçamento...
por óbvio, não encerra, a lista uma verdade do dia, nem mesmo alude a tudo o que interessa, apenas descorre sobre o que veio à TONA, mas nada é inconsciente ou não sentido....

15 novembro 2011

frases e seus emblemas

"Devemos ter cuidado com ideólogos que aproveitam a crise européia para promover suas agendas" (Krugman, a essa altura sem auto-crítica) O imponderável deve rondar a cabeça de um Nobel, afinal o maior pregador e ideólogo dos tempos atuais, um insano anti-Wall street, mercados financeiros e qualquer coisa que não seja o novo keynesianismo messiânico, ousar vociferar algo nessa linha de raciocínio chega a soar falso ou é alguma espécie de narcisismo cego que impossibilita alguma vida inteligente ou alguma autocritica, Krugman realmente chegou ao fim do poço....

"Graças a Deus! quero distância dessa gente cultivada que promove bacanais com dinheiro de renuncia fiscal e frequenta os mesmos sarais da ilustríssima repórter. Não sou despachante, meu lance é literatura. (Marcelo Mirisola) Autor de livros em uma réplica a uma resenha desdenhosa cujo o foco é o suposto mal humor e destempero do autor e não a obra resenhada. Depois dessa resposta, passou a ser meu autor predileto do verão, lerei pelo menos um dos seus doze livros, obrigado!



vinte e quatro horas ou mais

vem de ser feriado na e para república dos progressos adiados e da ordem de força especial invadindo casas sem judicialização da cidadania, pois bem, que seja, feriado é, feriado não se discute, cumpre-se, mas, não satisfeitos, mudaram a data de outro feriado para engavetar ou colocar em data de conveniência, o dia 14/11/2011 como dia do funcionário público na república dos funcionários públicos, faz sentido, afinal. Só não precisávamos incluir na lista de atendidos por tamanha 'feriadança' as Universidades, que já nem sei se merecem o maiúsculo da forma, então, já fechamos às 22horas todos os santos dias, aos sábados, que não são santos, fechamos ao meio-dia, nos domingos, nunca fomos de funcionar...Assim, cuidamos da pesquisa, do conhecimento, da criação, das idéias, dos experimentos, dos laboratórios e dos computadores, desligamos vez por outra, todas os dias, desliga a sinapse, a conexão, fecha o livro, interrompe a gota do orvalho químico, o eletrodo no cerne do rato de laboratório, amanhã matamos outro, se tanto, afinal ninguém ou nada será salvo com nossas sabáticas dormidas ou descanso, não nos preocupemos, nada de muito criativo ou importante foi perdido com as nossas tabelas de horários para não funcionar, os nossos alunos já não estudam, nossos pesquisadores escrevem em seus laptop(s) e mandam tudo via internet, de suas casas na praia e de outras tantas casas, espalhadas por um raio de quilômetros de distância de quem paga os impostos, pouco importa, não vai faltar salários nas contas e festas nos finais de semanas e feriados,,,,

08 agosto 2011

leituras apressadas ou porque vamos sucumbir

o Merval leu algo, não sabe o que significa, não fez o dever de casa mínimo de consultar opiniões contrarias, sopesar, balancear, avaliar, assumir as consequências, algo normal, aliás para o jornalismo, afinal, informação, mesmo não revelando as fontes, nesse caso, a fonte é revelada e ainda é usada como aval de autoridade, teríam, se consigo retomar o fio, de se fiar na busca, olha ele, o fio, ai de novo, na verdade, na revelação da verdade. Não, o formador de opinião nao teve esse cuidado e vende como verdades de autoridades a tese da desindustrialização e da primarização, etc, no fundo, lá no fundo, é mais um nostálgico da guerra fria ou da  cepal, cujo os únicos manuais lidos foram as teses furtadistas ou de Inácio rangel, se tanto, sobre o brasil e a América Latina do prebisch, preso ao lugar comum, vocifera, e, ao repercutir mais um engodo, constrói castelos de engôdos que vão servir aos discursos da direita e da esquerda, ambas, todas, (mais um traço da nossa esquisitice), intervencionistas e estatizantes no que há de pior no ser humano, ditatoriais, repressivas e corruptas...

02 agosto 2011

a política industrial e a cobertura do JN, a intrigante trama.

o governo sem nome identificável e de uma triste senhora sem rumo, escolheu, a dedo, a melhor data para lançar a nova, novíssima seria mais original, afinal, convenhamos, politica industrial já é uma expressão velha e morta em ideias e originalidade, pois bem, com um discurso inflamado de defesa do emprego e de proteção da indústria nacional e de luta contra a guerra cambial (sic) o governo lançou mais um pacote intervencionista, protecionista e sem pé nem cabeça para, segundo lá eles, proteger o setor, etc. Não há o que dizer dessa peça e do triunfalismo primário do governo tampão que empurra com a barriga, enquanto aguarda a volta do messias, seria bater em tecla gasta apontar os equívocos, muitos e tantos que fazem corar a vida inteligente mais infame, não sei o que são e não vou tecer comentários sobre o que querem além de preservar o poder, deles próprios e dos comparsas, esses também nomináveis, assusta-me, contudo, a cobertura do jornal nacional sobre o episódio. A versão foi única e de salvação nacional e o único economista escutado foi  um desconhecido senhor, que, obviamente defende e aplaude como urgência, o rebu. Devo ser ignóbil e com baixa capacidade de entendimento, nem o Krugman lá dos democratas, aquele que só vocifera nos matutinos, seria tão crédulo e ingênuo com tamanho conjunto de platitudes, certamente, há algo de novo no jornalismo da nobre emissora, uma mudança pró intervenção no câmbio ou algo mais explicito e menos republicano que fez a globo editar tão viesadamente e sem ouvir um único sinal contrário, ou opinião diversa do lugar comum, a indústria, por sinal, em uníssono concorda, portanto, concordamos todos, parecer querer dizer o editorial do JN.   Oxalá seja só um erro de má formação jornalística aqueles 50 segundos, se tanto, de erros, frases tortas e de claudicantes subserviência a um política industrial em tudo e por tudo, absolutamente errada, desde o diagnóstico aos contornos do que propõe, até mesmo, na escolha da data do lançamento, a expectativa do calote dos eua é uma glória para governos intervencionistas e que a tudo e a todos querem engolir. Certamente a globo, nas suas entranhas deve ter pulado do muro, só nos resta falar na rede enquanto não sufocam a banda larga para todos.

19 junho 2011

hoje a mangueira, amanhã copacabana...

não consigo ficar animado com o uso do exército e com a inteligência estratégica das unidades pacificadoras, a coisa toda é meio estranha, uma invasão avisada com vistas grossas para a fuga em massa de traficantes, o silêncio obsequioso da imprensa, o medo da população local, e a fuga sem disparos dos bandidos, e o pior, o discurso do secretário de segurança que comemora o feito como histórico, vai mal a coisa toda, esses arranjos para inglês ver, melhor mesmo seria adotarmos o projeto monastério, mandaríamos a copa para os ingleses e tentaríamos resolver de fato nossos problemas, sem exércitos nas ruas, sem bandeiras nos mastros da caixa d´água, sem a sensação incomoda de jogar pra debaixo do tapete os erros todos, o país e a cidade do Rio de Janeiro atual não tem condições de arcar com as despesas de um evento esportivo dessas proporções, vamos lá, falta tudo e os caras ficam brincando de upps, como se a cena sem disparos do Beltrame fosse resolver a falta de saneamento básico ou a cruel realidade dos que tem que usar transporte ou saúde pública na ex-cidade maravilhosa.... Fico imaginando como será tratada a justa reivindicação salarial dos policiais quando eles perceberem que são o fiel da balança da possibilidade dos jogos...o Cabral não é sério o bastante para honestamente assumir a montanha de desafios que estão postos para o Brasil e que esses desafios dos jogos não são os nossos, melhor, não são os desafios que precisamos enfrentar e vencer, temos sim que fazer uma inclusão sem upp em todos os nossos morros e vilas, fazer valer o dinheiro público em obras e serviços de qualidade e eficientes o bastante para atender com qualidade a toda gente, copas e olimpíadas são projetos politiqueiros de oportunistas que invadem as casas alheias com migalhas e bolsa familias, para que fiquem quietos e pacificados, enquanto eles, os garbos politiquinhos,  autores da estupenda ideia olímpica, executam a sigilosa gastança... isso é fazer pilhéria das nossas humanas necessidades reais...não foi para isso que tentamos construir uma moeda, uma cidadania real, uma economia...

18 abril 2011

um recomeço...

 é um teste, mas o novo brinquedo da minha filha vai permitir ao velho bardo retomar seus achaques, poderia começar pela frustração com os exames de sangue, mas ai lembro-me ou apercebo-me do sus e do flagelo que é a saúde pública e resigno-me com a pequena incapacidade do meu plano de saúde para certos exames, outro tema, seria a renomada biografia do poeta pessoa e do cidadão pessoa, tomei uma aula com o meu filho mais velho que colocou por terra os poemas que tanto leio desde a adolescência, ninguém é normal, nem o meu portugûes, muito menos o poeta, uma filha me permite voltar a escrever o outro diz-me que nem os poetas são sublimes. Jarred e suas simetrias, ou seria melhor falar de assimetrias, desenvolve mais uma teoria canhestra para explicar, agora, o terceiro chimpanzé, que somos nós, se entendi direito o penis desproporcional dos humanos explicaria o sucesso da nossa empresa, algo bem questionável, a começar pela idéia de sucesso, bem, nao sei o que falo, melhor voltar os olhos para a matemática de jogos, essa sim, subiu muito em meu conceito, melhor diria, eu aumentei meu campo de visão e entendimento dos jogos ao decifrar alguns enigmas matemáticos e melhorar o  uso de notação mais rigora, extremamente recomendável, as sete-uplas de jogos dinâmicos ou as ameaças vazias de equilíbrios de nash por conta da não restrição dos conjuntos de informação (tenho que voltar a esse ponto) por exemplo. Matemática, alías, que é terapeutica para zumbidos no ouvido direito e que faz a festa dos prolongados fimdesemanas...

15 abril 2011

Bob Aumann

uma  entrevista instigante do velho para  o novo e vice versa.

13 abril 2011

Um exercício contra-factual (real ou do real)

Um belo texto, didático, inteligente e intelígivel sobre a  vale, mineradora privatizada, e, muito mais, sobre a construlção de uma linha de raciocinio impecável.

03 fevereiro 2011

Peço desculpas a minha mãe

Causas apontadas pelo vespertino:

1. Isonomia salarial nas Federais
2. Dedicação exclusiva
3. Burocracia
Eu acrscentaria:
4. Estabilidade irrestrita
5. Salário fixo
6. Produtividade não é avaliada
7. Doutrina estatizante e sem preocupação com eficiência alocativa
8. Minhas escolhas pessoais

29 janeiro 2011

Piauí no Estadão

Piauí, a última fronteira agrícola do Brasil

Autor(es): Renée Pereira
O Estado de S. Paulo - 23/01/2011
 
 
No comando de uma retroescavadeira recém-comprada, o fazendeiro Cornélio Sanders, dono de quase 50 mil hectares no sul do Piauí, brigava com a tecnologia da nova aquisição para remover uma pedra no meio de sua propriedade. Apesar de não conhecer bem os sistemas ultramodernos da máquina, o gaúcho, natural da cidade de Não-me-Toque, não quis perder tempo. Deixou o ambiente confortável do escritório para trás e partiu para o campo, naquela tarde quente e abafada de dezembro. Queria deixar tudo preparado para a chuva que prometia cair ainda naquela noite para, no dia seguinte, iniciar a plantação.
No Piauí, é assim. Bastam algumas nuvens escuras no céu para os agricultores começarem a correr na preparação de máquinas, sementes e terra. Com o calor intenso, a umidade do solo acaba rápido. Por isso, algumas horas após a chuva, eles precisam iniciar o plantio. Caso contrário, terão de esperar até a próxima tempestade e correr o risco de perder o tempo da safra. "Aqui o clima é peculiar. A janela para a operação é muito curta, comparada a outros locais", diz Gregory Sanders, de 31 anos, filho de Cornélio, que chegou a Uruçuí (maior produtor do Piauí) em 2001.
Ele conta que a ida do pai para o Piauí, depois de passar por Mato Grosso e Minas Gerais, foi uma decisão corajosa e arriscada. Afinal, o Estado vivia embalado pelo estigma de "terra pobre que nada produz". Hoje o mantra é outro. O Piauí virou a última fronteira agrícola do País, reduto de endinheirados adeptos da alta tecnologia, máquinas e aviões de última geração.
Um retrato disso foi mostrado em recente relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que pôs o Piauí na liderança dos Estados com maior crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008. A expansão foi de 8,8%, acima da média nacional de 5,2%. Boa parte do desempenho se deveu aos resultados positivos da agricultura, cuja participação na produção nacional quase dobrou - de 0,6% para 1,1%.
Ainda é pouco diante das grandes potências nacionais, como Mato Grosso e Goiás. Mas o agronegócio apenas começou a engatinhar no Piauí. Segundo cálculos dos produtores, só 12% do potencial do Estado - calculado em 3 milhões de hectares - foi explorado, a maioria com soja. Entre 2000 e 2009, a área plantada cresceu 593%, contra a média nacional de 59%. Detalhe: o preço da terra ainda é considerado uma pechincha na região, apesar da demanda elevada.
Enquanto no sul do País um hectare custa em torno de R$ 10 mil, no Piauí não passa de R$ 2 mil, comenta Ribamar Mateus, da empresa imobiliária JRM. "O pagamento pode ser dividido em três vezes num prazo de dois anos", diz o consultor, nascido em Uruçuí. Segundo ele, o preço da terra no sul do Piauí já foi bem mais barato, quase de graça. "Tem muita gente que comprou fazendas aqui pelo preço de uma carteira de cigarro (o hectare)", lembra.
De olho nesse potencial, vários investidores - muitos estrangeiros - estão desembarcando na região. Segundo dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), nos últimos três anos, a venda de terras no Piauí para estrangeiros cresceu 138% (de 24.619 para 58.700 hectares) - quinto maior vendedor do País. O grupo argentino Los Grobo foi um dos primeiros a chegar por lá. A americana Bunge também demarcou território e construiu uma unidade de processamento de soja em Uruçuí. Agora quem está de olho nas terras piauienses são os chineses, que andam sondando oportunidades.
Brasileiros. Mas, apesar do interesse estrangeiro, são os brasileiros que estão desbravando o Piauí. A maioria tentou a sorte no Centro-Oeste antes de se aventurar por terras nordestinas. Um deles é o paranaense Altair Fianco, filho de agricultor familiar, natural de Pato Branco. Depois de uma breve passagem por São Gabriel do Oeste (MS), onde plantou soja em área arrendada, ele partiu para o Piauí. Em 1989, desembarcou em Uruçuí com a mulher e dois filhos. Comprou 9 mil hectares e montou sua fazenda de soja e milho.
Hoje Fianco tem 1.700 hectares de área plantada, mas a intenção é atingir 5 mil hectares nos próximos anos. "Procuro não me endividar. Prefiro fazer tudo aos poucos, de acordo com as minhas condições." O fazendeiro garante que a produtividade das terras do Piauí já não perde em nada para as plantações de Mato Grosso e Paraná. "Hoje consigo tirar 60 sacas de soja por hectare. No caso do milho, consegue-se até 150 sacas", comemora ele, que recebeu, em 2010, o título de cidadão piauiense.
A família Sanders chegou a Uruçuí quase uma década mais tarde para ser pioneira na plantação de algodão, sem deixar de lado outras culturas. Dos quase 50 mil hectares da Fazenda Progresso, 22.900 estão ocupados com soja, milho, algodão e eucalipto. Embora a soja ocupe uma fatia maior da propriedade, é o algodão que rende mais, diz Gregory, que hoje praticamente comanda a Fazenda Progresso, enquanto o pai dirige os negócios em Minas. Em 2005, inaugurou uma usina de beneficiamento de algodão, que abastece a indústria têxtil do Nordeste. A expectativa para os próximos anos é elevar a área plantada para 27 ou 28 mil hectares.
Um dos últimos a apostarem no Piauí foi a família Ioschpe. Em 2004, depois de ouvir maravilhas sobre o Estado, o empresário Ivoncy Ioschpe comprou 14 mil hectares na região. Três anos mais tarde, decidiu criar fazendas e contratou a Insolo, uma consultoria que desenvolvia tecnologia de alta precisão para o Cerrado. A parceria deu tão certo que, em 2008, a Insolo foi comprada pelos Ioschpes e se tornou a Insolo Agroindustrial, a maior investidora do Piauí.
Hoje a empresa tem 41 mil hectares de área plantada e produz 130 mil toneladas de grãos (soja, milho, arroz e sorgo). O objetivo é alcançar 120 mil hectares em quatro anos - 20 mil a cada ano. Isso significará produzir 400 mil toneladas de grãos. Até lá, serão investidos US$ 400 milhões, boa parte em tecnologia de alta precisão, diz o presidente da empresa, Salomão Ioschpe. "Estamos produzindo numa região com vocação para a agricultura em grande escala com uso intensivo de tecnologia. O Piauí tem tudo para se tornar a maior região para desenvolvimento de grãos no País."
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Região sofre com serviços precários

O Estado de S. Paulo - 23/01/2011
 
 
Além das estradas ruins e da falta de transporte ferroviário, sul do Piauí tem rede elétrica frágil e telecomunicações instáveis
A alta tecnologia das fazendas do Piauí é um contraste com a precária infraestrutura da região. Apesar de as principais rodovias terem sido recapeadas recentemente, os acessos às fazendas ainda são de terra batida, estreitas e esburacadas. Sem nenhuma ligação ferroviária - como ocorre em quase todas as grandes áreas produtoras de grãos do Brasil -, as milhões de toneladas produzidas na região saem da lavoura de caminhão.
No pico da safra, os enormes congestionamentos mais lembram as filas que se formam nos portos do Sul, garantem os produtores. "O Piauí é uma região difícil do ponto de vista de infraestrutura", afirma o presidente da Insolo, Salomão Ioschpe, que tem 41 mil hectares de terra plantada no Estado.
A esperança dos produtores é a construção da Ferrovia Transnordestina, que ligará o sertão do Piauí aos portos de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no Ceará. A estrada de ferro sairá da cidade de Eliseu Martins.
Mas não é apenas a infraestrutura logística que castiga os moradores do sul do Piauí. A rede elétrica é extremamente frágil e limitada. Basta chover alguns minutos para as cidades ficarem às escuras. Nas fazendas, a situação é ainda mais complicada. A maioria tem de recorrer aos geradores movidos a óleo diesel para não ficar refém das redes de distribuição.
"A gente só paga imposto e não tem benefício nenhum", afirma Luiz Quirino Peteck, dono de uma propriedade em Baixa Grande do Ribeira, segundo maior região produtora do Estado. Ele conta que em algumas épocas do ano chega a consumir 2 mil litros de diesel por dia (ou R$ 4 mil).
O produtor - que esperava um dia inteiro para fazer duas ligações para o Sul do País na única linha da cidade - hoje tem telefone fixo, celular e internet na fazenda. Isso não significa, porém, que funcionam todo o tempo.
Na Fazenda Progresso, os serviços funcionam um pouco melhor por causa da proximidade com o município de Uruçuí. Mas, como a propriedade é muito grande, em algumas áreas nem os rádios funcionam. Nesse caso, vale tudo para tentar se comunicar com a sede, que fica às margens da rodovia PI-247, a 30 km de Uruçuí. A saída é subir no local mais alto - no caso, os tratores e plantadeiras.
Avanços e retrocessos. Apesar das dificuldades, os moradores de Uruçuí - cidade de 20 mil habitantes visitada pela reportagem do Estado por ser a maior produtora de grãos do Piauí - reconhecem as mudanças trazidas pelo agronegócio. "Melhorou 90%. A cidade era muito atrasada. Hoje temos trabalho e podemos continuar por aqui", afirma Valdina Barbosa da Silva, que morou dez anos em Brasília e retornou à cidade natal em 2007.
Hoje ela trabalha numa financeira, no centro de Uruçuí. Valdina conta que a busca por crédito na loja tem crescido todo mês. O dinheiro do empréstimo é usado para reformar casas ou para comprar o veículo preferido dos uruçuienses, a moto. "Todo mundo tem moto, mas quase ninguém tem carteira", diz.
Uruçuí tem hoje a maior renda per capita do Estado, superando até a da capital Teresina. Mas, apesar dos avanços, a maioria decorrente de investimentos privados, muitos moradores reclamam que a cidade poderia estar numa posição mais privilegiada e com melhores condições de lazer para a população. Além de ter a maior renda per capita, o município tem o quarto Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.
Mas, infelizmente, os anos de desmandos de políticos que comandaram a cidade não permitiram que a população fosse beneficiada. A prefeitura vive atolada em dívidas, já teve as contas bloqueadas pelo Ministério Público e não consegue fazer novos investimentos. Já o atual prefeito pouco conseguiu mudar a situação caótica das contas públicas. E na semana passada foi preso numa operação da Polícia Federal, ao lado de outros prefeitos do Piauí.

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Falta de qualificação obriga fazendeiros a ''importar'' mão de obra

O Estado de S. Paulo - 23/01/2011
 
 
Além da falta de infraestrutura, outro problema relatado pelos fazendeiros do sul do Piauí é a falta de mão de obra qualificada. Como as máquinas usadas na lavoura são equipadas com alta tecnologia, GPS, painéis eletrônicos e computador de bordo, os profissionais precisam ter algum conhecimento.
"Temos tido muita dificuldade para preencher as vagas, mesmo pagando 30% mais que a média do mercado", afirma Gregory Sanders, da Fazenda Progresso. Ele afirma que a falta de experiência dos operadores compromete a capacidade da máquina. "Um equipamento que poderia produzir 2x, acaba produzindo apenas 1x."
Uma das soluções tem sido "importar" profissionais de outras regiões. No Condomínio 2000, de Altair Fianco, há profissionais do Rio Grande do Sul, que têm alto conhecimento sobre o plantio de soja, com o é o caso de Clodovil Zimmerman, de 54 anos.
Antes de chegar ao Piauí, ele passou pelas fazendas de Mato Grosso do Sul e Goiás. Trabalha há quase 40 anos no agronegócio e é um exímio operador de uma máquina chamada uniport. Com o auxílio do GPS, ele percorre toda a lavoura, pulverizando as mudas de soja. A regra é ir e voltar com a máquina sem passar com as rodas em cima da plantação.
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15 janeiro 2011

oposição, sim!

não é fácil assumir que não se está a favor sempre, opor-se exige resignação e decoro, firmeza e paz, rumo e dúvidas, no mais das vezes, perde-se oportunidades, mas diante das circunstâncias, é grande e legitimo o papel que proponho assumir, sem rasgos verbais, estou contra a política fiscal e social, contra o desenvolvimentismo, o controle da mídia, as invasões, os desrespeitos aos direitos humanos nos países vizinhos apoiados que são pelos nossos apedeutas, vigiarei cada passo na política cambial e monentária e tudo que for feito para aumentar o nosso passivo que já assusta como tragédia, mas ao colocar-me na oposição sigo a trilha da sabedoria, nao a do revanhce ou vingança, oponho-me para que sabedores que ela, a oposição, existe, a situação reflita e reveja seu modelo inadequado e opressor, sem mais, calo-me, mas, atento, oponho-me.

14 dezembro 2010

derrotas....

o registro é desnecessãrio, mas a data não, perdemos feio, sem perdão ou desculpas, trememos, não jogamos o jogo, faltou liderança e convicção, e tudo o mais que sempre se diz nessas horas, foi algo mal planejado, algo sem sabor e sem coração, perdemos, não foi culpa de um ou de outro, foi nossa, se culpa é o que explica, o mais sensato mesmo é aplaudir os adversãrios, foram mai convicentes e lutaram a luta com mais querência, como deve ser, querendo ganhar, querendo a conquista, foram atrás de suas crenças e possibilidades, fizeram por merecer, essa é a realidade, nós não, nao foi a primeira vez na história, sempre que tememos ser diferentes e tentamos imitar o que precisamos superar, acabamos sendo a segunda melhor opçao, apenas, essa é a lição, perder é uma possibilidade real, perder sem sermos nós mesmos é uma certeza, uma inevitabilidade, se quisermos ganhar novamente teremos que assumir o que somos, fomos ou fizemos...

06 dezembro 2010

Fala, Pondé!

"Normalmente, os intelectuais das universidades ficam entre si, destruindo carreiras de colegas, fazendo política institucional comezinha, buscando cargos burocráticos na nomenclatura da universidade ou em partidos políticos afins, dizendo mentiras deslavadas a serviço da ideologia do partido (intelectuais orgânicos) ou de seu corporativismo." (Luiz Felipe Pondé, fsp, 06/12/2010)

04 dezembro 2010

como estourar bolhas de sabão

etéreas e ar-tificiais as bolhas são simples, dependem de água, sabão e sopro, produzem, no entanto, encanto e alegria e sempre são bem-vindas, querer furá-las ou evitá-las, quase sempre é coisa de gente mal humorada e sem graça, somente os chatos não gostam de bolhas, afinal, mesmo assim, para atender ao capricho dos chatos, vamos colocar em linhas a fórmula mais simples de eliminar ou estourar as bolhas, o primeiro e inequivoco passo, é abrir mão de qualquer vida criativa, deixe perecer a alegria e o sorriso, seja você mesmo, diria o presidente, ou vá se internar, esse sim, outro fura bolhas, mas nao vamos nos afastar do nosso foco, enfim, mesmo sendo tão fácil quanto invadir o complexo do alemao depois da fuga das armas e drogas pelos arquedutos institucionais, as bolhas, para serem furadas na medida certa, demandam método, como diria o outro bardo, é um ato insamo mas tem método, limpe a sua mente de toda felicidade, procure uma posição apropriada, posicione-se, é a outra dica fundamental, seja um burrocrata, é a melhor estratégia para o fulha bolhas, ou então governe um grande estado aliado do partido do tapume, o resto é (nunca sei se concordo com o resto ou com a soma da frente) destreza e alguma visão espacial dinâmica, em marcha lenta, muito lenta, é verdade, e alguma noção de ângulos, conveniências e linhas paralelas, a tal da visão geometrica, mais uma contribuição do ocidente, e aquelas forças que chamamos, erradamente, é verdade, de forças de atração, enfim, para estragar o prazer dos outros e o belo que há na fragilidade e sonhos que só bolhas possuem, basta o dedo indicador levemente apoiado pelo polegar e os demais comparsas do crime agachados, como a mídia, por exemplo, dai é só mirar e provocar o leve atrito, findo o ardil, falida a empresa, bolhas já não existem, outra alternativa, ainda mais cruel, é cortar o crédito para produção de água, sabão e sonhos. Sonhar alías é uma bolha, afinal sonhos são sempre bons, duram apenas alguns segundos e rompem-se com o abrir dos olhos e nos impulsionam para o céu.

27 novembro 2010

o morro, o estado e o cidadão comum

não, nao quero falar das balas, dos incêndios de ônibus, das upps, mesmo porque, prefiro ppps, não tenho a fé na inteligência policial e, na minha opinião, tropa de elite é apenas um bom filme tecnicamente bem construído, nao, nao sei o que fazer para conter a força das milicias ou dos traficantes, lamento por todas as vidas e suspeito que os aplausos para ação da polícia e do exército são precipitados ou uma reação constrangida movida pelo medo de aspirar uma paz sustentável, não, não sei o que pensar ou desenhar, as balas não são respostas  inócuas, reações sempre retornam em baldes de sangue, nesses e em outros casos, cabral falhou, é o que sei, mentiu e enganou, agora inventa um filminho linha b para mostrar o que desfaz, cenas cruas e não editadas mostram a fuga de supostos bandidos, deve ser isso que chamam de cidadania, somos todos culpados até prova em contrário, estado de direito em açao, dizem os juristas, enquanto isso, na avenida principal da vila a reporter de colete a prova de balas azul lê um bilhete que saiu de dentro de uma caixa de fósforos, (metafóra de um barril de polvporas?) apócrifos a letra morta e as balas perdidas, todos entoam palavras de paz, liberdade e civilidade, gritos de guerra contra o terror, e lá em cima, no mundo de verdade, gritos reais de dor e medo, o brasil continua tratando questoes de fundo com fogos de artificio, improviso e oportunismo, não há saude pública, escolas decentes para crianças do morro, saneamento, empregabilidade, opções de escolhas reais para individuos reais, em troca empurramos, de um morro para o outro, os filhos da pátria que não fazem parte das estatísticas oficiais e são tratados como párias, mas recebem bolsa familia e balas e as upps, ah, como esquece-las, tudo devidamente contabilizado na divida pública, o estado nao para de crescer, porém, emprego não há, apenas dividas, o rombo da previdência, a carga (mais bala, só bala resolve) tributária, morro abaixo, morro acima, não há saídas e se apertar, chamamos o bope, o exercíto e a mídia de colete azul a prova de balas, comparsas da mesma fraude...

19 novembro 2010

amanhã eu faço....

começaria assim a minha lista de coisas por fazer, sem receio de errar, a pilha cresceu e agora o melhor que posso fazer é adiar o adiável e tentar nao perder mais prazos, parece dividas, mas nao é, soa até desastroso assumir, mas ha uma pilha de coisas por ler, escrevinhar e arredondar....bem feito, resolver nao entendidos com excesso de trabalho e compromissos foi a minha opção , melhor, foi a minha escolha, dado o conjunto de opções, prometi que o fim do calendário político resolveria isso, agora, findo um, assola-me a lista do final do termo, bancas, pareceres, etc, é do hábito, diriam uns, mas essa prática já est[a virando lugar comum...

18 novembro 2010

Orientações

Ainda devo acrescentar outros nomes a essa lista, mas o que tenho em mãos é muito promissor:
  1. REFORMA ESTRUTURAL DA PREVIDÊNCIA: LIÇÕES BASEADAS EM EXPERIÊNCIAS LATINO-AMERICANAS - Caio Henrique Machado
  2. UNIFICAÇÃO MONETÁRIA NO MERCOSUL: UMA APLICAÇÃO DA TEORIA DAS ÁREAS MONETÁRIAS ÓTIMAS UTILIZANDO A METODOLOGIA VAR ESTRUTURAL - Camila Bondar
  3. PADROES ESPACIAIS NA CRIMINALIDADO DO RS - Chantós Mariani

02 novembro 2010

high definition

nada de novo no cenário brasileiro, o presidente, melhor assim, (pelo menos não inventamos uma palavra nova), continua, mesmo sendo uma mulher  com educação formal em economia, não entendendo nada de câmbio e reservas, a primeira entrevista que mereceu até bis, mostra muito bem o discurso oco e a fala sem relevância, "mesmo porque temos reservas para...." só isso, essa impropriedade, que recebeu um entusiasmado de acordo do jornalista global, já é reveladora em si mesmo, não precisamos de mais delongas. Não satisfeita, no dia seguinte afirma que não vamos precisar de "saco de maldades", o que em linguagem de-cifrada (ouse não entender e verás), significa mais ou menos o seguinte (sotaque carregado e em voz alterada) " vem cá, minha filha, voçê acha que nós vamos queimar o nosso líder com um choque de gestão, seriedade e bom senso, maldades cometerei euzinha, ao mito o que é de mito, ao povo a nossa política social de inclusão, e aos intelctuais e militantes do passadismo o estatismo corporativista,  essa fórmula acabou de mostrar a sua força e com ela seguiremos vencendo." Em suma, suprasuma, o brasil continua caminhando para o abismo, agora enganados pelos formadores de opinião e com uma dose extra de perversidade, porque se algo não sair como planejado, somos nós, os nordestinos, que teremos que arcar com uma dose a maior de preconceito e discriminação. Os caras conseguiram, e riem às nossas custas, se cometessem o sincericidio tão detestado pelos marqueteiros, diriam no discurso pós sulfragio, "olha aqui, compramos o voto dos miseráveis e dos mais pobres e isso não custou nem 1% do que recebemos de nossas aplicações no BB e na Petrobras, enfim, aperfeiçoamos, com a ajuda deles, o coronelismo de estado, é o neoestatismo. Aliás, pergunto a voces, coronelismo sempre não foi de Estado?"

27 outubro 2010

preciso ajustar o tino

amanhã rumo para pelotas, mais um curso, mini-curso, ainda não tenho todo o roteiro, mas as três horas da estrada são mais do que suficientes para ajustar o tino. No fundo será um bom momento para ausências, a minha liberdade vigiada jã não suporta a arrogância dos que agora se locupletam (não deve ser essa a palavra mais adequada aqui, mas em respeito a minha sexta seguidora, vai ela mesmo) dos que arrastam o país para um beco sem saída de ódio e miséria, tudo em nome de idéias mortas e inócuas, li em algum lugar que os motes religiosos são induzidos por ataques epilépticos num cortex frontal, eis o que passa na política nacional, não é atoa que igreja, aborto e casa civil comungam do mesmo orfranatório, do mesmo credo, da mesma linha de reaciocínio. Depois disso, desse vendaval de bestanças pretendo o sono dos justos. Doarei, entrementes, todos os cds do Chico, digo o mesmo para seus livros, que papelão, uma omissão completa em fuga no caso do mensalão e uma palavra de apoio para um embuste, francamente. Sem rumo a nau, procura a sua quilha, sem nortes ou sul, apenas a viagem a trabalho rumo ao meu chui de dentro, sem dores nas costas dos ferros da academia, com uma porção de livros novos e uma poesia retificadora na mente, de  Borges o meu poema de dormir, uma noite escura aproxima-se dos livros, dos meus livros, já nao enxergo uma luz que ponha tento em meus sonhos...

22 outubro 2010

ah, a frança e seus concursos públicos...

"The effect of network connections is important in the sense that a substantial improvement of the publication record is needed to compensate for not being linked to the jury".
Fico imaginando como seria a replicalção desse estudo no Brasil.

20 outubro 2010

das intransigências e uma declaração de voto

não há como demove-los de suas trincheiras, a candidata e seu presidente, conseguiram dividir o país e colocar o prisma de nossas escolhas sob o crivo simplista do bem contra o mal, essa metafora batida a la bush, alem de empobrecer o debate coloca uns contra os outros e constrói o espaço para tentações totalitárias. Definitivametne, nao votarei em Dilmas, a nossa sensação é a de que ela, ao contrário do que acreditam alguns, não é de esquerda, nem de direita, mas que apenas trabalha para uma certa esquerda, militante, ativiista e franciscanamente ultrapassada e autoritária. Veremos a sequência das irracionalidades, o rio grande bem sabe disso, lá estarão os processos contra os criticos, a caça as bruxas, as vilânias todas, o controle "social" da imprensa, a mitigação das liberdades e a demonização das diferenças, dos diferentes, melhor dizendo. Portanto, será um erro tremendo a eventual eleição de Dilmas e seus propósitos. Sem alarde, como sempre, cumprirei o papel que me cabe, votar e torcer, sem agressões ou tacapes, mas com os olhos aflitos.

13 outubro 2010

carta aberta

eu, na minha infeliz escolha, percorro o país e venho por meio desta, e daquelas, pois não, confessar a minha vitimização e a minha não capacidade, ética, moral e conceitual, [por que nao? diriam os mais afoitos], de assumir, do verbo passado a limpo, a minha real posiçao em relação ao que quer que seja, então, você que pensou em votar em mim, tenha certeza, nunca assumierei o que disse, fiz ou pensei, não serei dono do meu nariz e durante a minha gestão, se gestão houver não será da minha larva, serei inócuo, inodoro e sem cor, blefarei, dissimularei, mas, em momento algum, assumirei quem sou ou fui ou serei, em tempo algum, em lugar algum, então, nao privatizarei, não aparalherarei, tampouco estatizarei, nao farei intervenções no câmbio ou na casa de penhores, não viajarei, não entregarei, não invadirei e nem decretarei, se eleito for, sorrupiarei a minha autoconfessada biografia em nome dos votos que me atribuem, serei fiel a infidelidade e das minhas idéias de inclusão, liberdades e afins serei depositário fiel da não congruência, minha fé será sagrada e pagã, libertina e pudibunda, será  assim até o final dos meus dias, eleitores de todas as paroquias e versnissages, nao esqueçam, não serei, não sou e nunca fui....

06 outubro 2010

Nobel e outros concertos (texto não revisado)

minha aposta para o nobel não obedece a um cálcuco efetivo ou a um conhecimento prévio da fronteira, disto dessa, tanto quanto é possível enxergar no escuro, minhas apostas, aqui seguem outro caminho, vem de tanto ler ou falar e do recorrente uso dos modelos e de concorrência imperfeita em áreas distintas da nobre e precária ciência econômica, sigo então na torcida pelo reconhecimento de Avinash Dixit pela academia sueca, nao que ele precise disso ou que eu saiba o tamanho da impossibilidade, apenas torço como quem ao votar sente-se bem, principalmente com o ato em si, e não, necessariamente com o resultado, outro tanto apostei no Krugman, por conta da nova geografia econõmica e suas bifurcações que pensando bem são derivadas com t indexado que  bem poderiam se dizer estocásticas de ordem um, se eu entendi algo daquela aventura, pois bem, errei nesse prognóstico por exatos cinco anos, mas se adiardes, ou tu nobre comissão do acaso,  a escolha de Dixit, imporá ao meu o erro um epsolon a mais, afinal foi o modelo de concorrência monopolística que encontrou o Romer no doutorado o Krugman na MIT(?) e os meus olhos na nova teoria do comércio e nos axiomas da incerteza, utilidade esperada, jogos e minas, sempre ela, afinal começou na rua da Bahia o trem todo, portanto, nada mais justo que valorizar os que escrevem, criam e produzem chaves para problemas já antigos, como domar as não linearidades ou como evitar Euller e sua incapacidade de remunerar o progresso tecnológico, depois do que dixit nos ensinou, tudo ficou ao alcance das mãos e dos olhos do escrevinhador, nada mais, suponho que só sei o começo da história e, claro, consigo ficar na torcida, sempre!!!!

26 setembro 2010

Dicas para um jovem economista...

belo programa, simples, objetivo e com respostas francas e intelectualmente honestas.

25 setembro 2010

Baden

a música do retirante, na Alemanha, conduzida por um virtuose...

23 setembro 2010

primavera

22 setembro 2010

Manifesto em defesa da Democracia - eu assino!

Reproduzo aqui o manifesto publicado pelo jornal Estadão - link para manifesto

"Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.
Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.
Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.
É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.
É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.
É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.
É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.
É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há “depois do expediente” para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no “outro” um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.
É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.
É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.
É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.
Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.
Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.
Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos."

Escolha pública e social choice

o leonardo monastério, como sempre, acerta no alvo e alinha as quilhas, mesmo assim, o texto do Pereira, Paulo Trigo consegue sugerir um contraponto. Em aulas de micro costumo sugerir essa leitura, mesmo reconhecendo que o painel sobre social choice é bem mais complexo e impressivo. Sobre esse tema um painel prá lá de exaustivo é fornecido por Wulf Gaertner. Boa leitura!

17 setembro 2010

angeli e o efeito bolsa

ainda nao captou tudo, mas é um belo começo...

12 setembro 2010

Tres ou quatro links, angústias e muita chuva

nao vai bem o dia que ainda nao acabou, inter tropeça contra o lanterna, ameaça sair de vez do bloco da frente, chuva sem tréguas e um frio úmido, como sempre, atormentam as articulações, leituras são a única diversão a vista, navego entre noções de estacionariedade fraca e forte e a sempre rediscutica ergocidade, preparo-me, novamente para o mundo das séries de tempo, a saga...entre um modelo e outro um passeio na rede real, vida lá fora não tá fácil, tchê, diria o bardo, para começãr um texto objetivo do drauzio sobre pobreza, infecção e baixa capacidade cognitiva, ainda estramos no estágio pre latrinas e os cara acham que cuba ou o bolsa familia sao a saída para os desfavorecidos. Resolvo, então, mudar para boa prosa  do ubaldo, aqui o humor combina sangue e corrupção ´para delatar o brasil da falta de contratos e das grandes mazelas, mas um soco. Rouco e com angústria, típica das véspesas, segunda te aguarda, tchê, fujo do debate político e insisto com as leituras, "amenas" o meu piauí, depois de oitos anos de assistencialismo, é o pior no ranking do trabalho infantil no Brasil do século XXI, vergonha maior não hã, mesmo que quisesse não conseguria piorá o quadro, ledo engano, no último post, cláudio me informa de mais uma triste noticia, meu dileto professor de microeconomia I e II na graduação, falecerá...amanhã, quem sabe, o brasil dos meus sonhos propiciará um domingo de noticias melhores e de mais dignidade humana, capitulo por hoje, mas amanha continuarei....acreditar e lutar, ler e não esquecer..

07 setembro 2010

Sistemas dinâmicos

Um outro Brasil, para além dos campos de futebol, produz, trabalha e brilha.

03 setembro 2010

sertão de dentro

30 agosto 2010

Guaraná em pó

27 agosto 2010

lua e névoa

névoa e lua, censura prévia e quebra se sigilo, já não é possível ver a luz dos ministérios...já não dissimulam os que, supostamente eleitos, defendem a candidata oficial, tripudiam os pacóvios dos credulos eleitores, não há na santa paz da calma, razão para tamanho efeito, as vitórias tão aclamadas, não são da cartilha do partido oficial, e os resultados sociais positivos não são sustentáveis, mais uma vez, o país corre para o mesmo predicado, com os lenientes articulistas da folha e da gnt, para ficarmos nos pólos, mas toda a quadra graça na mesma linha reta, sem cobranças e críticas empurramos o Estado para uma incognita e para um ajuste de contas insustentável. Diante de tal desfecho torna-se inadiável uma reforma política para acabar com o voto obrigatório e introduzir fidelidade partidária e voto distrital e, por favor, nao esqueçamos do financiamento de campanhas. Em todo caso, que o líder desse processo venha da oposição...oxalá!!!

22 agosto 2010

Entrevista

Receio que temos que superar o assistencialismo das bolsas, ou o contrário...

16 agosto 2010

pedaladas

ainda não é uma volta, apenas um volteio, mas já se aproxima a hora das palavras que afirmam a contrariedade com o estado das coisas, com o lucro do bb e  com as bobagens ditas sobre o câmbio ou sobre a ex-classe média, em tempos de rapaduras a globo colocou teresina para fora do mapa e fez marketing político para o filho do homem, nas terras de cegos o comensal fez o seu pre sal, pedalando...

21 julho 2010

o social dos outros é burlesco

férias, afinal, poderia começar assim, mas é ledo o engano, como de resto a minha passagem por essa vida, no quarto úmido e sem persianas, relato ao museu das idéias o idéario de justiça, o pragmatismo libertário de resultados de sen versus o transcendentalismo institucionalista de rawls, entre um e outro a comparaçao dos quadros de justaposição, o que vale um critério universal do belo e justo se não consigo comparar quadros de pintores de escolas diferentes, ou se, existem muitos critérios igualmente justos e imparciais? Não há, como sempre, uma resposta fácil, apenas uma enxurrada de dúvidas e lamentos, o carro quebrado na oficiona o guarda-chuva que não funciona, a garganta fechada, o ônibus, como é bom sabe-lo e te-lo com campo de visão, que, mesmo assim, arrasta-se sem poesia concreta para ler ou ouvir, por uma cidade dos muros altos e prestes a confrontar mais uma de suas verdades, não somos assim tão educados ou civilizados, afinal. Tidas como elegantes e puras as verbas ´públicas que, supostamente tiraram o país da crise, foram transferidas na calada da noite para empresas privadas via bndes, social só no nome, como se pode ver pelos juros subsidiados de longo prazo incompatíveis com o outro, de dois digitos, real e que atinge no curto prazo o populacho, sem sombra de dúvidas, eis uma injustiça visível, seja qual for a teoria de justiçca que adotemos, impossível nao sentir o amargo na garganta depois de vômitos, involuntários, ou não...

11 julho 2010

pequenas rubricas e alguns pecados

nada de novo no apanágio local, os mesmos editoriais, alguma virtude privada ao descuidar com o que rubricas, a mesma boca torta quando fala em nome de uma mudança que não suportas ou da qual, nem mesmo sabes ao que veio, assim, a impostura e o palanque artificial da não candidata alega sinais dos tempos para uma patrulha que aos poucos começa toma a forma de uma ignóbil armadilha,  o discurso da velha esquerda com apelo populista e uma real mordaça na imprensa livre, eis o enredo velho da velha méricalatina, aquela das aventuras autoritárias e pseudorevolucionárias, a mesma que suplanta contratos, rasga leis, corrompe, prende e arrebenta, a continuar o que se desenha no ar e nos documentos de assinatura não lida, se omitir será um grande equivoco.

07 julho 2010

a tríade e a noite sem chuvas

o cabo de ligar nao funciona, a fonte de energia está plenamente adequada, mesmo assim, algo rompeu no cabo, internamente, isso é pressuposto, rompeu-se algo, há uma similaridade endógena nessa analogia morfológica, cabos e fios não conseguem transmitir a energia que faz a máquina funcionar. As palavras do inicio da semana são como esses cabos de alta tensão, ocas de consistência e, por isso mesmo, incapazes de fazer funcionar o que poderia impulsionar uma vida digna, por exemplo. O discurso está bonito, mas oco de significado e incapaz, novamente, de retransmitir os incentivos e a invectividade que cria riqueza, renda, emprego e prosperidade. Por um punhado de votos a mais ou para não perder um punhado de votos ameaçamos perpetuar o assistencialismo via transferência de rendas, melhor, ou pior, transferimos baixa auto-estima, armadilhas e incapacidade de mudar o status quo, enquanto isso os candidatos da situação apregoam, nas mãos atadas do populacho, o lugar comum da partilha injusta e circunstancialmente oportunista. O bolsa familia é um equivoco tremendo e não estamos nos apercebendo disso ao transformar em beco sem saída o debate sobre a tecnologia de combate a pobreza no Brasil, por comodismo e baixo nível de visão de futuro, amarramos nossos filhos e os pais de nossos filhos ao Estado de bem-estar social alicerçado em precários retornos sociais, baixa inclusão e muito discurso fácil. Não se trata do velho jargão do ensinar a pescar, ou de não assistir com renda os mais pobres,  ou do paterlismo que isso implica. Antes disso, perdemos a oportunidade de desenhar melhor nossos arranjos sociais para que o emprego e a renda se transformem numa realidade de vasto alcance social, negamos o direito de reformas amplas na previdência, no sistema político, na área tributária, no sistema público de educação, no sistema de saúde pública, etc por um conformismo de cunho populista, alicerçado em uma triade insustentável: endividamento público, juros altos e baixa produtividade geral da economia. Enquanto a burra guentar o tranco subiremos a lomba, mas quando a carga entortar veremos que perdemos tempo e que nossos indicadores sociais não são compatíveis com a dignidade e liberdades humanas reais. Desiludo-me da peça orçamentária e angustio-me com os ventos que levam a chuva para o mar....

27 junho 2010

o outro engano

além da pagar os elevados impostos, pagamos a outra conta, a conta dos não serviços, da péssima qualidade da saúde pública que chamam de sus, sigla usual para supera-te pois,  unicamente, sofrerás, sempre pensei em obedecer regras, adoro a palavra empenhada, os contratos seguidos a risca, sem maus tratos, sem o inesgotável desrespeito, na minha terra, contudo, de norte a sul, nada disso vale, sofremos nas filas, o descaso público e somos vitimas das grossas somas e glebas de recursos que, solenemente deixamos nas máquinas registradoras de todos os empórios, para tudo se traduzir em baixa qualidade de vida e de serviços, nossos postos de saúde não nos socorrem, nossas escolas não ensinam, morremos de viroses nas filas dos bancos públicos, sem dignidade e enfermos, vemos todos os recursos em edificios, em castelos de areia, mas o mínimo respeito aos recursos que tanto nos faz falta nao nos retornam em vida e dignidade, apenas morremos de doenças banais na fila dos descasos, assim, dessa forma, sem quebrar nossas espúrias relações com a coisa pública, que, alguns, descaradamente defendem como o lugar comum para preservar a dor, os mesmos que aprovaram o fim do fator previdenciário e que assinaram o cheque em branco empenhando recursos que nem sabemos se somos ou seremos capazes de amealhar, finda a fanfarra, ficarão as dividas e o assistencialismo e um orçamento de ficção, pena que o teatro da vida é real e os serviços que nos negam destroem nossas vidas em aparelhos ideológicos. A  vida melhor deveria ser uma lei, deveriamos criar a lei de responsabilidade da vida, aquela que manda para cadeia gestores negligentes e que obriga o estado que usa cartão corporativo, devolver, em dobro ou mais, a todo cidadão que paga icms, serviços de qualidade e respeito, sem discriminações ou exceções e a todo tempo, chega da mediocridade e da paz de ocasião que empurra para as margens a água suja e condena os indivíduos ao projeto estatizante dos que querem o poder para criar o partido único e a bomba antidemocrática.

16 junho 2010

ganhei o primeiro bolão da copa

 enquanto o brasil dos campos claudicava, o outro brasil, das contas públicas, nao consegue superar nem mesmo  o chilhe, ou o uruguai, para ficarmos apenas nos países que estão na copa, ontem, com a sensabedoria dos que nao estao nem um pouco preocupados com arranjos sustentaveis, o presidente sancionou o inaceitável e insustentável reajuste para os aposentados, em coro, os presidenciáveis, quase todos, é verdade, apoiaram a tal medida, como necessária e urgente, as nossas contas públicas estão no buraco, o próximo tropeço é a lona e, com medo de perder votos, jogamos o bom-senso para o espaço. Ao mesmo tempo, no outro brasil do futebol, percebemos, num misto de estranhamento, desonforto e constrangimento, que, além de não possuirmos elenco, não temos esquema tático ou visão de jogo, ao contrário do outro blogueiro, nao creio que teoria dos jogos resolveriam, afinal, a nossa estratégia ótima nao está em campo, melhor, nao foi nem mesmo convocada, renegamos o talento em nome dos resultados, da mesma forma que o presidente renegou o bom-senso e adotou uma estratégia de segurança eleitoral, os dois casos são emblemáticos da nossa mediocridade, um partido sem escrupulos que adota o pragmatismo de resultado para ganhar a qualquer custo, bem ao estilo dunga....

11 junho 2010

auto-referência

o primeiro veio duplo, tudo por obra e graça do rafael, amém.

08 junho 2010

Das impossibilidades

temo que já não há tempo pare ler e entender a prova de godel por ernest nagel ou as oito paginas sobre o sentido da vida do tomaz nagel, ainda assim, tentarei simular a distribuicao de renda dos agentes numa escala ampla com dez tipos de distribuicao, ou algo assim, mais para o final do ano, mas não há tempo, perdemos o bonde na esquina democrática, derrapamos na bento gonçalves, em todas as ocasiões, o tempo, escasso como ele só, descortinou a minha falta de jeito com as escolhas, o meu desalinhamento das prioridades, fiz um arremedo sem consistência, leituras foi o que mais refiz, leio, não sei o que é viver, desde então, não ouso entender, mil palavras por minuto ou a morte, soletro, em ritmo lento, muito lento, ouço a cantata número tres wve acordes, orgãos e agudos, sopranos, mas não tenho mais o tempo das urgências ou das querências, agora sou desnudo de tempo, vivo de sobras das horas, vivo porque leio...

03 junho 2010

anterioridade

antes, quando não existias, o que dizia, mesmo nao fazendo sentido, melhor, nunca mesmo, era lido e, por vezes, comentado, agora sou proprietário(exageros, a parte) único desse espaço, escrevo até mais, mas, como sabes, não propicio a imagem real dos que leem uma mínima e miséra palavra ou patacoada, essas ausências de, devo a esse espaço, minhas palavras sem sentido, agora jã não repercutem, podem sorrir da feiura exterior e interior da dublê de candidata, podem, as palavrasn, desembocar em achincalhe, em mil togos e ditongos, podem...não insistirei com essa lista, assim como jã não discuto mercado ou estado, impostos sim e não, pouco importa, quero outro uso para eles, mas não imaginamos um mundo sem eles, os impostos e seus arrecadadores e gastadores, transfiro sim essa pilha de recursos para que as mãos agéis, eu espero, de terceiros, consigam por fim a fila do SUS e lá nas suas espertezas, consigam outrossim, romper o vicioso circulo da educação de baixa qualidade que prende a todos nós, uns mais outros menos, numa armadilha de pobreza, diria, com o apoio das palavras, que chega da falsa polarização, melhor seria, outro estado e outro mercado um mais competitivo e outro mais eficiente e transparente, adoeço quando falo sobre essas idéias tão óbvias e puras em sua santidade casta, aqui as palavras retomariam o curso, morejas ser sem glórias, mas o mesmo não ouvirias, então falaria, das outras armadilhas das desigualdades de oportunidades, tema de minha eterna predileção...

aluamento sem sombras...

31 maio 2010

a solução

o jogo, somas o que não podes, afinal, as preferências agregadas nada dizem do que somas, nada significam do ponto de vista individual, coletivo ou de qualquer ponto de vista, serás sempre parcial ou ditador,abandonas as invectivas, melhor buscar outro critério de justiça distributiva, essa deusa tão pouco compreendida e tão, abusadamente, exposta ou defendida, todos querem, todos buscam, todos clamam, poucos tentaram enquadra-la numa solução objetiva e cristalina, os esquemas de barganha de nash, permitiram construir os quatro axiomas e uma solução única na fronteira de possibilidades, múltiplicas as utilidades e eis a justiça, diria o mote apressado, nada mais belo e pacificador, elegante e amplamente suscitado nas nossas vistas fatigadas e sobremaneira céticas, vistas de quem consegue perceber o poder de uma mente tão aguda e profunda, sem peias, enquadras o todo num cruzamento de linhas, poligonos e hiperboles, lá na quadratura do circulo a vestal resposta, não hã justiça sem o respeito ás diferenças estratégicas na barganha, então, melhor do que dividir rendas, melhor seria equilibrar o poder das barganhas, os ditos colaterais, na hora da negociação das partes na fazedura das políticas sociais...

23 maio 2010

das cores, o verbo fiat lux

a cor predominante nos mares do nordeste é o verde puro e sem adjetivações, as outras cores sao efêmeras como as pesquisas de opinião, minhas viagens já não possuem o mesmo ritmo, agora somos passageiros sem esporas, poesia sem rimas, luz sem vitrina, uma mera alusão de gente a confirmar a diaspóra da gente toda, mesmo assim, é inegável a felicidade de visitar amigos e conhecer novas praias e novos saberes, moido e retorcido por dentro, volto alegre para o meu ponto de partida, para minha estaca zero, sabidamente somos ignorantes das soluções mágicas e das possibilidades da cartilha ideológica, mas amamos a vida da forma mesma que ela sempre acontece, aleatória e sem tendência, misteriosa e, ao mesmo tempo, pacata e soturna, mas alegre em suas redescobertas, uma louca paisagem nos encanta na volta para casa, faróis dos carros, o gesto das pessoas e a ingênua vida dos idealistas, sem o rancor dos radicais e as falsas verdades dos ideológos, miseravelmente subimos a rampa, descemos a lomba e contemplamos o atlântico na paraiba...

17 maio 2010

O curso

Título do curso: Teorias da Justiça, Economia Moral e mobiliade social no Brasil
Local: Mestrado de Economia da UFPB
Período: 18/05 a 21/05/10
Programa
1. Pobreza Multidimensional e pobreza extrema em Porto Alegre
2. As abordagens dos Bens Primários e das Capacitações são alternativas ao utilitarismo?
3. Julgamentos de justiça distributiva em John Rawls e Robert Nozick: uma investigação experimental
4. Assimetria de informação e a formação de capital humano: uma análise teórica sobre o Programa Bolsa Família
5. Jogo da mediocridade – incentivos, esforço dos professores do ensino básico e a qualidade da escola pública no Brasil
6. Polarização da distribuição de renda no Brasil: uma analise empírica regional no período de 2001 – 2008.

15 maio 2010

eu nao sou feio...

se os economistas estão certos, consegui uma prova, por contradição, da minha beleza, ou algo assim, mesmo nao sendo um expert em economia antropométrica, isso é coisa do cláudio e do léo, (se não me falha a memória), fico feliz com o veredicto....mas eu já sabia.

10 maio 2010

elegia aos caprices

esperas na linha do trem, paraopebas fica logo ali, manaus saiu na frente, amanha na esfera federal os homens de branco vão discutir o reajuste do funcionalismo, no sul, faz frio, apesar da carta capital, a candidata oficial não decola, minas já tem crematório, surpresas na lista do dunga, só o bardo soletra as palavras do vacabulário razo, fino, extra-fino, na caixa-postal os predicados da tenente-coronel, nossos vizinhos sonham com o brilho da intifada em meio a crise, a gripe destoa, na minha idade não há vacinas, porém, suam os que sonham com viagens a bento, submundo vocal, periplo por mar de tintas vogais, noturnos não são caprices de paganini, minhas vertebras superaram o ciático, ainda alongo os dedos ao pensar nas listas de espera do meu calvário, milhares de passageiros na estação da luz, também eles a espera de um milagre, neymar ou ganso, eis o resumo do diário de noticias, enquanto isso, somos levados a crer no índice de popularidade do que não vemos e na honestidade do partido do presidente, inclementes os sujos não são tartáros...

08 maio 2010

torquatilhas para mamãe

07 maio 2010

poetono

“Como esses primitivos que carregam por toda parte o

maxilar inferior de seus mortos,

assim te levo comigo, tarde de maio,

quando, ao rubor dos incêndios que consumiam a terra,

outra chama, não perceptível, tão mais devastadora,

surdamente lavrava sob meus traços cômicos,

e uma a uma, disjecta membra, deixava ainda palpitantes

e condenadas, no solo ardente, porções de minh’alma

nunca antes nem nunca mais aferidas em sua nobreza

sem fruto.


Mas os primitivos imploram à relíquia saúde e chuva,

colheita, fim do inimigo, não sei que portentos.

Eu nada te peço a ti, tarde de maio,

senão que continues, no tempo e fora dele, irreversível,

sinal de derrota que se vai consumindo a ponto de

converter-se em sinal de beleza no rosto de alguém

que, precisamente, volve o rosto e passa...

Outono é a estação em que ocorrem tais crises,

e em maio, tantas vezes, morremos.

Para renascer, eu sei, numa fictícia primavera,

já então espectrais sob o aveludado da casca,

trazendo na sombra a aderência das resinas fúnebres

com que nos ungiram, e nas vestes a poeira do carro

fúnebre, tarde de maio, em que desaparecemos,

sem que ninguém, o amor inclusive, pusesse reparo.

E os que o vissem não saberiam dizer: se era um préstito

lutuoso, arrastado, poeirento, ou um desfile carnavalesco.

Nem houve testemunha.


Nunca há testemunhas. Há desatentos. Curiosos, muitos.

Quem reconhece o drama, quando se precipita, sem máscara?

Se morro de amor, todos o ignoram

e negam. O próprio amor se desconhece e maltrata.

O próprio amor se esconde, ao jeito dos bichos caçados;

não está certo de ser amor, há tanto lavou a memória

das impurezas de barro e folha em que repousava. E resta,

perdida no ar, por que melhor se conserve,

uma particular tristeza, a imprimir seu selo nas nuvens.”
Carlos Drummond de Andrade

05 maio 2010

livros e amigos


agradeço aos amigos por mimos tão importantes, Izete(jogos e nge) e Duilio(teoria do valor) que, por caminhos distintos, trouxeram lembranças de suas longas viagens, eua e italia, para o feliz escrivinhador, a leitura já abastece a imaginação e torna palatável os dias do sem glórias, o de jogos é uma referência, de forma simples e didática, temas complexos, barganha, jogos sequenciais e soma zero, no de teoria do valor e preços, uma ponte para novas abordagens de solow a neumann, se entendi algo, por fim, nova geografia econômica, com todos os detalhes, serve inclusive como hpe...Muito obrigado, aos amigos, eu não mereço...

Distimia e a sindrome do realismo não-mágico

particularmente vivo torcendo para que as minhas visões de catastrofes não sejam premonitórias ou confirmadas por alguma argumentação cabalística bem ao estilo biblico do livro das coisas findas, apocalipse não é o meu target, mas arrepio os cabelos quando leio jornais, lei de responsabilidade fiscal na berlinda, reajuste para aposentados acima do minimamente sensato, fim da do redutor previdenciário, gastos da petrobras, doações de empreiteiras para os amigos do presidente, revista time apontando o populismo como divisa a ser conquistada mundo a fora, classe c no paraiso tropical da gastança, estádios de futebol no descampado para atender ao capricho dos nefelibatas, enfim, assusta-me a insensatez dos tecnocratas e o silêncio passivo, ou seria, opressivo, das mídias todas, quem de fora olha com isenção ja percebeu o embuste e a trapalhada que estamos a nos meter, o Brasil está condenando o seu futuro em nome de um projeto de poder cuja as idéias estão mortas e sem sal. Como não sei rezar, olharei para os próximos anos com aflição torcendo para que a nossa sorte, mais uma vez  supere em muito o nosso destempero fiscal e a arrogância estatal que mata crianças em maternidades públicas e adultos nas filas do SUS. Oxalá, o juizo nos contemple com algum futuro e menos fanfarronices....

03 maio 2010

viagens

apenas mente o sujeito que assiste ao pastoreio das capivaras na estrada reta, obliquo tenor cantarola, mesmismos a parte, lá estás, horizonte sem sombras, pastagens no charco, lamas nos pantanos, porteiras abertas, ainda passarás por aqui com destino mais largo, voltarás para abrir o pneumotorax, serás a vertente de limas e patricias, surreais encostas na beira-mar, montevideus em teus postumos cartões de infância, o que esperas oh viajante sem peias, oh minotarau sem aridanes, misticas especimes atravessam a estrada, ratos do mato não são preás, são cachorras russas na casa do vizinho a te assustar, amigos a nos receber com costelas de borges, macias e prontas para preencher as costelas de teus filhos, a outra margem ainda não povoada por jacarés que só chegam no final da tarde...assim passas, domingo, segunda e nada, noutro tanto somos o leitor de beckett, esperando outra oportunidade para cotas que não são preenchidas por canetas, rádios e/ou a folha de imprensa livre, meus dias ainda viajam na infância.....