18 setembro 2008

senso de oportunidade


As manchetes improváveis ou porque não trilhamos a prosperidade:
1. Afunda Brasil: presidente megalomano não percebe a crise e inaugura mais uma estatal
2. Estatal do petroleo adere a campanha e lança plataforma dos candidatos no sul do país.
3. A modernidade: 30 anos depois o Estado brasileiro retoma do rumo do desenvolvimento.
4. Estaleiro improvisado não sabe quanto gastou na nova plataforma da agência do petróleo
5. Gastança, transparência e comicio: a ilha do baile fiscal fica no Rio Grande.
6. Não aprendemos com os erros do passado: em dia melancólico governo brasileiro comete suicidio fiscal em nome de um modelo de estado ultrapassado.
7. Assim como durante a segunda crise do petróleo, o pac aposta no mesmo equivoco do II pnd.
8.Espumante da estatal do vinho celebra e batiza a novissima política econômica: sem mercado o barco está a deriva.

12 setembro 2008

harmonia...amônia, quase anônima

o professor vai ao piquete, atravessa a poça d´agua em cima de uma estaca de madeira de lei, ruas sem numero, escuras e em lamas, uma certa dose ácida de urina animal no ar, frio e chuva no caminho, ao entrar na cabana de madeira é recebido com a reverência dos humildes, sem empafia, bebe-se cerveja enquanto a harmonia, (ou seria amônia?), do parque começa a tomar forma, lugar nenhum para calar, ouve-se relatos de violência urbana e da precariedade da assistência à mulher agredida que tem que voltar para casa com o mesmo talho na cabeça e com o alentado, porém ainda insatisfatório, boletim de ocorrências na mão, depois de alguns copos e muita carne no espeto corrido, mais um tema amargo com os membros da comunidade local, o professor, cidadão de muitas inequações, já não sabe responder o óbvio...o impressionante é que não consigo lembrar de ter ficado tão à vontade em uma primeira visita...

02 setembro 2008

cúpulas

caiu a cúpula, abin parece que ainda não, mas, fica claro, que não há limites para o destino do pais na mão dos aloprados, a receita, ou melhor, a lista de impropérios é quase infinita, porém sem criatividade alguma, seguem à risca a cartilha do bom burguês, do apedeuta sem costeletas, e da docha em tempo de guerra e paz, a minha sensação é de estupor e tristeza, os ratos nao boiam e o espelho d´agua reflete uma perigosa combinação de mediocridade com arrogância criminosa, uma especie a mais de colarinho branco com extorsão publicamente conduzida.

24 agosto 2008

hakai

no post, o novo criar
nao temes, mesmo que
na tela inteira sejas apenas
digitos sem sombras.
porfias....

21 agosto 2008

A palavra e o uso da palavra...

Não, senhor presidente, http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2132342.xml não é tão simples e pueril como supões, do verbo, achacar os achacados, com impropérios a toda a turba. A quem pensas que enganas???

18 agosto 2008

Adélia....

"Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso,com trovoada e clarões, exatamente como chove agora.Quando se pôde abrir as janelas,as poças tremiam com os últimos pingos.Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema,decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos. Fui buscar os chuchus e estou voltando agora,trinta anos depois. Não encontrei minha mãe. A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha,com sombrinha infantil e coxas à mostra. Meus filhos me repudiaram envergonhados,meu marido ficou triste até a morte,eu fiquei doida no encalço.Só melhoro quando chove." (Dona Doida, por Adelia Prado)

14 agosto 2008

pedregulhos

algumas pedras catadas na areia da praia, mar revolto, vento sul na encosta do alemão, ainda sonha o mesmo sonho, sem sermões, cem servos, uma bela encantada com a rotina na torre sul, vinhos nos cascais, belezas tropicais na ilha de meus nobres recuerdos, carregar pedras sem valor para atender ao meticuloso olhar...

12 agosto 2008

ferias

essa é uma palavra enigmática e que, talvez, nao faca o menor sentido, mas posso afirmar que, hoje é o último desse belo idilio, algo como uma abstração nao observável, assim como o meu mapa de preferências e a forma como eu costumo oderna-lo, essa abstração, mais uma, nao faz jus ao nome, apenas serviu para fazer prescriçõe sobre o que poderia ou não fazer, acabei mergulhando nessa idéia com o idealismo de sempre, com perdão do uso próximo de palavras próximas, como experiência ficou o cansaço profundo e quase peripatético, como uma longa caminhada no calçadão, para lugar nenhum e sempre solitário, apesar da multidão que sempre acompanha esses movimentos humanos sem sentido aparente.

10 agosto 2008

tempos novos

perdido na cidade com o taximentro ligado:
X: alô, oi, diz para o taxista onde é a minha casa, viu?
Y: eu nao estou entendendo, cê ta perdido?
X: eu nao sei onde eu moro, que cidade é essa mesmo? Diz pra ele onde fica a casa da minha mae...Eu sei onde fica o inicio, irgh, mas to achando essa quadra muito redonda, porque ja passamos por aqui umas 10 vezes...

Ligar o taximentro e fazer uma corrida, hoje em dia, é até engracado, se a chamada nao fosse a cobrar e interestadual, a piada seria irresistível, mesmo assim, é melhor ser acordado assim, aos risos, do que por uma voz lugubre de alguma emergência hospitalar...

28 julho 2008

os de Teresina são brancos...


27 julho 2008

cores sem fio, oleo e tela, no mesmo dia nublado sem densidade....

24 julho 2008

para terminar...

"sempre evitei falar de mim,
falar-me. Quis falar de coisas.
mas na seleção dessas coisas
não haverá um falar de mim? (JCMN)

afundação, em nível...

enquanto, o meu único leitor viaja pelo mundo, aproveito para retomar a lida, nesse momento, o frio ameaça voltar, a tenaz fuga de capitais humanos, mantém sua rotina, seletivamente contemplada, a esplanada nao esquece os seus, o desenho é tragicômico, mas é real, brincas com o impiedoso dragão, depois os eleitores de todas as querências, e do sertão e seu deserto calcário pré-sal, é sabido, perceberao que aumentaras, combustíveis e outras energias não renováveis. O mesmo leitor, pergunta-se porque nao escrever em linha com a politica-econômica, densa em adjetivos, vazia em conteúdo e monotonicamente repetitiva em modelos??? A mão que aumenta juros é a mesma que rasga cheques, ambas, escutam telefonemas alheios, mas nem tanto, deportam delegados e arrumam uma bouquinha para os de longa data. Nesse ritmo, mais uma fuga de capital humano se antecipa, meu leitor único, ficará por lá, lendo jornais sobre a eterna vigília, até quando????

13 julho 2008

I presume...

um som na varanda, alguma vigilia, uma leve sensacao de verao na ilha de sao joao, uma tipica e terna vizinhança, enquanto lamentas o empate fora de casa, o imponderável som, repercute nas cordas animicas, alguma nostagia do desamparo, uma dor suspensa na memória, particulas soltas no livro das citações, uma tácita vítima da angústia, pequenos acordes no violão recem encordado, a nota de prestação de contas no leito do rio, uma falta de ar na encosta do morro, a brisa atrasada, compassos densos de um blues clássico, a falta do espelho na sala de visitas, músicas de sempre com recordações sempre imprevisíveis, a casa da música de villa-lobos adora musica renascentista ou o livro de historias da música de otto maria carpeaux (carpô) como diria o dedilhador mágico da varanda, que agora anda pela casa dedilhando a fantasia número 3, bela forma de terminar o domingo ou de começar a semana da vida nova, férias, presume!

11 julho 2008

ainda os clusters...

uma pergunta sem resposta, como fazer para criá-los ou porque devemos colocá-los na agenda? Normalmente, a visão do senso comum tende a repudiar aglomeracões com palavras de ordem concentradoras, digo, conservadoras, do gênero, odeio tudo que nao entendo e que decorre da ação de mercados livres ou do acaso, como queiram, creio, porém, que além de inevitáveis eles são vitais para introduzir escala, ganhos de produtividade e a prosperidade com inclusão, que sempre a acompanha, mesmo nao entendendo ainda as suas forças auto-reforçadas, sabemos que as políticas públicas de caráter regional têm que ser aplicadas com cautela num ambiente de incerteza e de bifurcações, algo como a hecatombe sem modelos convergentes, o efeito catalisador de uma frase sem nexo, o debulhar da manada no meio do pasto, ou o amor incontido pelo internacional, nada que justifique a principio, mas real e de uma força tremenda, isso sem falar, nos outros arranjos inconclusos do humano, todos...

06 julho 2008

a cidade e o país vizinho

na cidade do livramento, santana do livramento, nao temos festas, elas ficam, pousam, existem, do outro lado do muro, que tambem nao existe, o olhar do economista nas feiras, aglomeracoes de bares mudam o eixo das compras, ou o eixo das compras forma um aglomerado de bares, comprei a ideia, literalmente e a dose extra paga em pesetas, nao quebrou o lacre, mas bem poderia servir como exemplo da nova geografia economica, o uruguai é um cluster de bares e o brasil uma cidade satelite e dormitório, enquanto alguns bebem, outros compram e outros, pior ainda, dormem, eu, como sempre nao compro nada...

02 julho 2008

homenagens

Em homenagem ao meu´único, e improvável, leitor, retomo o posto, digo o post, com perdão da palavra, estou cheio da lei seca, não porque ela nao seja eficaz e necessária, também acredito que ela já vem tarde, mas sim porque as críticas seguem o modelito - sou avesso a mudanças de hábito e nao quero pensar sobre o impacto de tais mudanças sobre o arranjo social que construímos. Particularmente, estou convencido, (os bordões do home!), que temos sim que avançar muito nas políticas de restrição efetiva de acesso ao alcool, principalmente, entre os jovens, e que nossa legislação e a nossa política de regulamentação de propagandas, envolvendo bebidas alcoolicas, precisam avançar muito. Quanto a dirigir e beber, não curto há muito tempo, apesar de beber satisfatoriamente.

16 junho 2008

Cronologia...

Impreciso e sem observar o passado, nao sabes a quem deve dirigir a palavra, apenas observas o observador observar, na paleta a origem da criação que, por nao ser única, depende do observador criativo, enfim um enigma quem gerou o que e quando, se ha um principio, que fique claro. uma alusão ao castelo e suas preciosidades, na roma antiga, as mulheres da tribo vizinha valiam ouro, e nesse reino visistas e festas, acalentam outras tantas historias da civilizacao, raptos, intrigas, a corte revisitada o amor sereno que nidifica ou a uniao pela força dos corpos.
num vazio descaido da estrada que une a europa antiga ao novo reino, paragens de descanso, enquanto a máquina de ostras, repulsa, sonoras loas para o bastião da moral alheia, sonora continuidade no descampado em meio ao cantar dos passaros no final da tarde, ergue-se, sonoramente, a noite dos descampados.

13 junho 2008

CDA

A bruxa
Nesta cidade do Rio,
de dois milhões de habitantes,
estou sozinho no quarto,
estou sozinho na América.

Estarei mesmo sozinho?
Ainda há pouco um ruído
anunciou vida ao meu lado.
Certo não é vida humana,
mas é vida. E sinto a bruxa
presa na zona de luz.

De dois milhões de habitantes!
E nem precisava tanto…
Precisava de um amigo,
desses calados, distantes,
que lêem verso de Horácio
mas secretamente influem
na vida, no amor, na carne.
Estou só, não tenho amigo,
e a essa hora tardia
como procurar amigo?

E nem precisava tanto.
Precisava de mulher
que entrasse neste minuto,
recebesse este carinho,
salvasse do aniquilamento
um minuto e um carinho loucos
que tenho para oferecer.

Em dois milhões de habitantes,
quantas mulheres prováveis
interrogam-se no espelho
medindo o tempo perdido
até que venha a manhã
trazer leite, jornal e clama.
Porém a essa hora vazia
como descobrir mulher?

Esta cidade do Rio!
Tenho tanta palavra meiga,
conheço vozes de bichos,
sei os beijos mais violentos,
viajei, briguei, aprendi.
Estou cercado de olhos,
de mãos, afetos, procuras.
Mas se tento comunicar-me
o que há é apenas a noite
e uma espantosa solidão.

Companheiros, escutai-me!
Essa presença agitada
querendo romper a noite
não é simplesmente a bruxa.
É antes a confidência
exalando-se de um homem.

treze é o dia...

nesse dia, exatamente na passagem do paralelo 33 haverá, no sentido de existir, os que nao querem sonhar, os que resignados aceitam as manifestações de desapreço pelo correto e pelo sentido de correção, esse mais importante do que aquele, e capitulam, erguer um sonoro não aos que planejam barricadas para atacar a instituição primária da liberdade e da conquista de direitos universais, é fundamental, como sempre, alinho-me aos moinhos e defendo um por um o desatino dos loucos que acreditam em instituições, regras, contratos e inclusão social plena sem desrespeitar a mãe de todas as conquistas: o estado democrático de direito. Não venham mercadores de ilusão, figuras torpes do poder a qualquer preço, ousar contra o que vai na carta magna ou na letra objetiva e sagrada da lei, precária é sabido, mas humana e consensuada institucionalmente e, portanto, inatacável.