14 outubro 2009

poema metalúrgico em: saudade de minas

TREM DE FERRO



CAFÉ com pão

Café com pão

Café com pão


Virge Maria que foi isso maquinista?

Café com pão

Agora sim

Voa, fumaça

Corre, cerca

Ai seu foguista

Bota fogo

Na fornalha

Que eu preciso

Muita fôrça

Muita fôrça

Muita fôrça



Oô...

Foge, bicho

Foge, povo

Passa ponte

Passa poste

Passa pasto

Passa boi

Passa boiada

Passa galho

Debruçada

No riacho

Que vontade

De cantar!



Oô...

Quando me prendero

No canaviá

Cada pé de cana

Era um oficiá

Oô...

Menina bonita

Do vestido verde

Me dá tua boca

Pra matá minha sede

Oô...

Vou mimbora vou mimbora

Não gosto daqui

Nasci no sertão

Sou de Ouricuri

Oô...



Vou depressa

Vou correndo

Vou na toda

Que só levo

Pouca gente

Pouca gente

Pouca gente...

A bailarina que tomava morfina...

não tente repor seu doutor, em dias de sol, sinto a falta de ar dos asmáticos, as páginas sem números no talão de cheques de viagens, a angustia do feriado, o chá das senhoras na alfaiataria, os meus besuntados bifes cortados em fila no freezer, a visita dos amigos,  as incertezas de  horas no estacionamento lotado, e lá, naquele retumbante show, acusam-me de dor, quando o que precisamente significa nao sabemos, ela a dor, retorna. Mais um nobel sem resultados palpáveis na já surrada e douta ciência, senhora dos lugares comuns ganha prêmio inédito para mulheres, sem a intervençao do estado, divide a farra com o senhor das grandes corporações sem conflitos, mesmo antes dos primeiros sintomas, coça-me a epiglote, porque mesmo esperar a vitória da paz diante de um factóide? Divagações demais para apenas uma dor e uma dose, alergias me levaram a tamanha opção, mesmo sem os canhões das caixas de votos afegãs, em chamas vibram com o trofeu nas mãos, os eleitos. A bailarina, essa menina das noites fazendo arte, descansa enquanto a outra senhrôra alavanca as ongs, governança e símbolos, não soa bem essa droga, dores já nao sinto, mas o bailado tartumedeia a voz rouca, palmas espalham essse fervor pelas pontas dos dedos em zigzague entre as ampolas destampadas, sonolento, o nariz ouve a respiração dos senhores de fraque da soberba escola, instituições do medo zelam a esperança dos liberais do norte...danças hungaras na vitrola da bailarina.

07 outubro 2009

arma de fogo


chuvalhada

02 outubro 2009

Posto 6, voltando da glória



Tudo bem, tudo mal, vamos ouvir muita gente boa querendo faturar, levaremos umas pernadas, nada vai mudar afinal. Falaremos das verbas, dos desvios, da violência, dos desenganos, por que não? Falaremos até da segunda divisão e do flu, vasco não, dos morros que nunca subimos, da linha amarela, da serra e suas florestas, tijucas e olarias, petropólis e suas encostas, dos ônibus que nunca param na linha, dos carros na calçada, das praias na segunda a tarde, do largo, da lapa e suas canecas, do arrastão, da saida do túnel em balas perdidas, falaremos, e muito. Porém, ai porém, sem dá na vista, algo acontece nesse mundo que nao está nos manuais e nem obedece a qualquer lógica, apenas explode, como bolhas ou manivelas de barco a lenha. Nas trilhas do metrô, falaremos até das celulites no leblon, do botafogo e sua falta de jeito no engenho de dentro, da praça do lido, em copacabana, essa semana e nas próximas, mesmo sem querer, falaremos da fome, da miséria da bala perdida, mais uma, e de todos os achaques da vida na vila sem esgotos e na cidade dos deuses e dos políticos, e de suas façanhas, também querem uma medalha, pouco importa, e ainda nao fomos ao jardim botânico, ao fundão da praia vermelha, piscinão e suas pastelarias, os altos da glória, ipanema, que pena, nada mais...oxalá, saibam os deuses jogar os seus buzios em angra, e, se eles existissem,[os deuses], certamente, estariam na mesa de bar bebendo o dia dos cariocas e de todos nós... amém!!!

28 setembro 2009

niti and nyaya


"In constrast with most modern theories of justice, which concentrate on the 'just society', this book is an attempt to investigate realiztion-based comparisons that focus on the advancement or retreat of justice. It is, in this respect, not in line with the strong and more philosophically celebrated tradition of transcendental institutionalism that emerged in the Enlihtenment period (led by Hobbes and developed by Locke, Rousseau and Kant, among others), but more in the ' other' tradition that also took shape in about the same period or just after (pursued in various ways by Smith, Condorcet, Wollstonecraft, Bentham, Marx, Mill, among others). The fact that I share a point of departure with these diverse thinkers does not, of course, indicate that I agree with their substantive theories..." (Amartya Sen, 2009, p. 8)

22 setembro 2009

linóleo


Amor como em Casa

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
Amor como em casa.

(Manuel Antônio Pina)

19 setembro 2009

Mastruz com gengibre

16 setembro 2009

poemática

diz q assim virao os dias, em números, nao necessariamente primos, o dobro do múltiplo de dois, depois, no depois apenas uma trinca ou n-tupla na sequencia, descamba para o quarto, num quatro termina, eis o clérigo e a sua rima, o número, esse insolente deus das letras que tangecia os suportes, em redondilhas nas cercanias dos vales ou nos aproubos dos cumes, vai-se, aos que sonham, amanhecer noutra raiz, unitária, ou sem traço definido, os números...

13 setembro 2009

telúdio




estilo, obra do acaso, não denuncias quem te procura, mas revelas tudo aos que sabem e não procuram, apenas, conservo a impaciência dos números, a curiosa procura por novas palavras, no meio da livraria a lembrança do café do outro lado da calçada, a inclinada rampa do fio, a corda que estica a lamina d´agua, das nuvens o recado sombrio, tornas a especular com o tempo da espera, voltas os teus olhos para o passáro da angústia, mesmo que as cadeiras na, agora remota calçada, não saibam dizer dos amigos no bairro salvadorenho, da praça das casas coloridas, da harmonia da lama entre cavalos, o passáro, refém da chuva, espera na caixa postal, apoia-se no cano de recolher jornais que nao chegam, vítimados pelo tempo, partem sem cafés, sem livros, sem ouvir o último refrão dos bico de agulhas, mimetizados entre carros, silenciam...

12 setembro 2009

PBF - barganhas, nada mais.



“o homem rico pode se dar ao luxo de aceitar um fair gamble.” Brian Barry


O bolsa familia é isso, em essência, os que nao têm salário reserva aceitam qualquer caraminguá e em troca elegem o seu "salvador", enquanto isso, o neocoronelismo capricha no discurso e no orçamento*, todos somos cumplices e provedores da mesma armadilha que prende os de baixa renda numa área de aparente conforto para os beneficiados e de muito conforto para os re-eleitos, enquanto isso, nada muda,todos os dias milhões voltam para o bolsão da pobreza e os poucos que saem não são assistidos pelo estado assistencialista. E o herói da turba se diz pai dos pobres, lamentável se não fosse a crônica dos últimos oito anos no Brasil.

*Dados Bolsa-Família no Orçamento do Governo Federal - 2006-2010:
Número de famílias atendidas:
2006 a 2009: 11 milhões.
2010 – 12,7 milhões
O custeio
2008 - R$ 10,5 bilhões
2009 - R$ 11,4 bilhões
2010 - R$ 13,1 bilhões

08 setembro 2009

Ouricuri existe!!!

07 setembro 2009

em demasia


...feriado demais, dores nas costas demais, leituras demais, futebol e sal em demasia, corre à boca pequena, que o presidente vai levar o país para a segunda divisão, depois de passar boa parte do campeonato no G4, agora só quer saber do G20, caças demais, euros demais para a república das bastilhas, submarinos, o que não tens ainda, no fundo da lama, tiras, também em demasia, do armário dos esquecidos, exercícios estatizantes demais, citas sem escrupúlos os ganhos da era dunga, "desce o cacete que disso eu entendo", encantar e jogar o bom "dible" só agrada o povo e os europeus ricos, nada mais, portanto, vamos marcar demais, sopesar o marco regulatório e dividir todas com os companheiros do partido demais, trabalhadores sem sunga vão ao mercado, mais uma vez, para tanto ser, temos que eleger nossa subtenente na "capita federa" e nosso médico na esquina sao joão, nos demais, seremos todos aliados do centro corrupto em nome do conselho das nações, em desevolvimento...

04 setembro 2009

More to lose

"...that it is possible to say only two things about rational bargaining:first, that, if the parties are rational, neither will accept an agreement giving it less than it could obtain in the absence of agreement; and second, that the parties will not reach an agreement such that there is an alternative agreement available under which one would be able to do better without the other doing worse. (...) we can say that rational trading partners will reach the contract curve but we cannot say where in it they will finish up. Subject to those restictions, the outome could be anywhere: its locatin wass held to depend on the psychology of the parties." (Brian Barry, 1989, comentando um resultado enfático de Von Neumann e Morgenstern, 1944).
Algum tempo depois no artigo de 1950, Nash encontra não só uma solução, um ponto na fronteira, mas mostra que a desigualdade no poder de barganha entre as partes é fundamental nesse processo: "the actual form of the Nash solution is that rational bargainers will finish up at the point where the product of the utilities of the parties is maximized, when the nonagreement outcome is assigned zero utility tu each party"(Brian Barry, 89). Sendo ainda mais enfãtico: that rationale of the Nash solution is not that it is designe to maximize joint efficiency, except in the uncontroversial sense that it gets the parties to Pareto ftontier. "
Questões abertas para a primavera em Porto Alegre:
Como programas de transferência de renda são afetados por essa lógica?
Como definir um criterio de justiça distributiva aceitável? (essa é melhor esquecer...)
Se aumentar o bolo a solução pode ir para um ponto além da fronteira, o que isso significa do ponto de vista dos ganhos de bem-estar? Voltamos ao trickle-down?
Qual a saída proposta por Harsanyi?
por fim, mais uma citação: " the poor person tad less bargaining power the the rich one and should therefore be expected to get less than half the legacy."

30 agosto 2009

simples assim

agonia desidratada nos postais
palavras usadas com ardil para o ataque
defesas surpresas com a pistola na surdina
foices nas vestes empunham cartilhas
linguistas sao requisitados para o abate
mínimas e sem sal a lingua nua e presa
espia e escorre a salobra água
enquanto vomitas palavras demais,
vetos demais... parcas sao as manhas
em que duvidas de algo. Dormentes
postos na estrada, em posição de escuta,
apodrecem...

28 agosto 2009

Em sibemol

sabe-se pouco, muito pouco, sempternamente, prejuga-se o desafio, oh! pequena igreja, tuas palavras nao fazem sentido, ecoas uma grande farsa, em nome do que mesmo? O caseiro foi vitima, mas o culpado nao existe, afinal, as zelites nao sabem perder, todos cremos na hipotese suprema, e a exploracao, como mantra da situaçao, a todos perdoa, filiados ou nao, justifica, beatifica... em momentos assim, calo-me, recolho-me ao cd popular, ao absurdo sopesar das palavras na boca dormente de uma mente em desalinho com a eternidade, contemporaneos meus sucubem ao virus local e ao reinado das sondas do pré sal, dá dó, ouvi-los, sabe-los, então...

26 agosto 2009

25 agosto 2009

Uma resposta aos gibões, monoblocos e gatunos.

"Even though such rhetoric (e.g. ' all men are born equal' ) is typically taken to be part and parcel of egalitarianism, the effect of ignoring the interpersonal variations can, in fact, be deeply inegalitarian, in hiding the fact that equal consideration for all may deamand very unequal trreatment in favour of the disadvantaged."
(Amartya Sen, 1992)

23 agosto 2009

A crise acabou, será???

"Ao comemorar o final da crise as autoridades públicas deveriam colocar os parâmetros corretos para uma analise mais sensata, afinal, a que preço está incentivando a economia em setores específicos? Novamente, pegamos o atalho e revigoramos uma visão de expansão dos gastos correntes e com pessoal, negligenciando investimentos de mais longo prazo, (ou alguém acredita na efetividade do PAC?) um estilo bem típico de uma conhecida visão de desenvolvimentismo tão em voga na América Latina. Certamente, o exemplo do Rio Grande tem um fôlego maior no longo prazo e, apesar da crise política enfrentada pelo governo, o ajuste fiscal com retomada de investimentos é uma resposta mais efetiva a crise econômica mundial e sobreviverá como modelo a ser seguido."

21 agosto 2009

A trinca...







Em ordem inversa, eis o roteiro da primavera em Porto Alegre, duas releituras, uma leitura nova e a volta ao equilibrio geral. dinâmico, estocástico e em contração, microfundamentos contra a alegoria estática e fantasiosa. Abertura econômica, choques, expectativas, pois sim, e arbitragem em derivativos, todos...

16 agosto 2009

Taperebá

o balde de jabuicabas do deputado, pode ser amplificado se uma análise sistemática da forma de ocupação do território nacional fosse incluída no cardápio. Com o obetivo de prepar o Estado de Roraima para proteger a fronteira, o governo, via constituição de 1988, cruz credo, implantou:

  • legalização de terras indigenas sem possibilidade de exploração econômica
  • todo o aparato estatal,
  • tribunais, ministério público, e procuradoria,
  • economia centrada nos salários dos ricos funcionários públicos,
  • avenidas largas e casas nobres, do estado,
  • artesanato indigena, do estado,
  • casas de espetáculos no coreto da praça e do estado,
  • exercito e escolas, do estado,
  • universidade federal e estadual,
  • radio e televisao, do estado,
  • transporte público,
  • igrejas e suas vertentes do e para o estado.
Apenas os postos de gasolina ainda nao sao do estado, mas os carros que sao abastecidos pertencem a frota pública ou aos funcionários públicos...enquanto isso, as terras devolutas sao vitimas de assentamento, do mst, melhor, do estado, produção nenhuma e uma população dos sep(s) (sem emprego público), na periferia dançando forró ou trabalhando nos hoteis da cidade para receber os agentes do estado, sim senhor...Melhor nao continuar, porque "mais com pouca",na forma pura e simples do dizer da gente do lugar, vem de ser estado a palavra que ousas sussurrar...

13 agosto 2009

livros


12 agosto 2009

Os sintomas,,,

Os nescios nao sabem o que recomendar, esperam o quadro piorar, mesmo protocolo, segue a minha dor de garganta, dores nas costas, cansaço e uma tosse seca, recheada de uma leve suspeita de que é comum a gripe A, mas ainda na encosta, viajei para a terra dos ventos fortes, algo paradoxal, volta para terra da infancia sem nunca ter visitado a boa vista dos dias que correm, eu, mesmo nao sabendo o que significa, aponto os mesmos sintomas em outras ilhas:
zelaya visita o presidente da república e apoia o sarney
o ministério decifrou o dialogo da caixa preta, tudo com aval da filha do ministro
as contas públicas da uniao nao sobrevivem a uma leve queda na receita em pelo menos em um dos proximos 13 anos
o pré sal é da petrobras e da turma do gabrielli
vinhetas da record na ilha das laranjas
a estônia empata com o brasil em jogo complicado
a ministra da casa civil solicita a queda da bastilha na ilha dos bois
verdes olhos acenam para o vento leste, lágrimas sobejam nas tosses
em oito anos nao fomos capazes de construir a ponte de guaribas
a vacina ja nao funciona
a fila de espera do sus é maior do que a muralha da china em extensao de mal tratos
o pais dos magistrados, procuradores e ministros do supremo, sofre mais uma derrota na omc
a venezuela fica a 120 quilomentros do tamiflu
resistir ainda é uma possibilidade....

08 agosto 2009

poema da noite sem luz


Poema trágico: Ai de Mim

"é vão

e tudo é vão

da oca-luz do brilhante

ao escuro-vazio do carvão

(...) vão-se os anéis

os dedos

vão-se, também,

as mãos

tudo o que é

escorre-se à vanidade

extinta

só sobra o nada

o sem bordas

o incolor

o vão

mesmo ele

em vão

esvai-se."

r. ponts

06 agosto 2009

a coletiva em segredo ou a lua e seus deslevos

saturno ou marte alinham-se em angulo de quarenta e cinco graus com a lua cheia, chamamos de estrela dalva essa combinação, mesmo com dados imprecisos, pode-se entoar o canto e colocar rebento no mundo que eles, com ou sem coletiva do mpf, lá estarão, porém, encerra-se o ciculo e lá estaremos nós miguantes e orfãos da beleza daquela lua e daquela estrela... mídia, abusas da tua natureza e não tens nenhuma palavra pura, jogas ao sabor dos interesses e nao apresentas uma página limpa para manifestação sintese da justiça, procuradores é o que são, mas não podem pensar numa lua tão bela como ribalta, tuas mãos estão sujas desde aquela midiática celebração da falta de ética e de pudor, o pudor da dúvida, do direito de defesa, o pudor da verdade, da vontade popular não sabem dizer, sao doutores em roupa de doutores, voz de doutores, para incriminar basta o verbo, para o demais cabe o sigilo e o rigor formal das leis que criaram, protocolos e vozes unissonas, soberba e empáfia, jargão e acento na penúltima silaba, "não haverã moleza para esses reús", para esse que atende por contribuinte, que paga os salários generosos dos doutos, que generosa e ingenuamente fazem pender o fiel da balança para uma ideologia só e para um grupo só, sem discrição ou obsequiosa busca da verdade, condenam sem apresentar provas, oxalá as provas sejam cabais e definitivas, estaremos assim privados de uma injustiça coletiva, mas isso não inocenta a barbarie midiática dessa data, cincodeagostodedoismilenove, e dizer que estamos nas terras mais ricas e civilizados da zona temperada do meio gaucho, lua nao te escondas, alumia nossos sonhos, porque nossa justiça já não é cega mas corre em segredo de justiça as provas, não os condenados por doutores do ministério, santo, espirito, nem tanto.....

02 agosto 2009

economia agônica

Graças a elas, podemos quebrar a glicose e transformar respiração em energia...poderia começar assim uma nota de rodapé sobre o papel das mitocôndrias para os seres vivos, leio também, que elas seriam nossa referência ancestral, uma espécie de fóssil da vida que já postula todas as informações para definir nossos laços de parentescos e a nossa origem, etc. Não vai longe o destino de um só, afinal, somos, todos os seres vivos, parentes, primos em algum grau, mesmo distantes, primos, parentes, vale a metafóra, energia, uma função isolada que repõe a vida e ainda registra tudo, uma pequena consciência, desagregada que seja, da nossa casa das máquinas e de como somos capazes de extrair energia do ar para impulsionar o bólido, sem rumo é verdade, mas com uma impressionante química regular e evolutivamente eficiente, nada mais, os outros arranjos humanos deveriam contemplar a beleza desses 'organelos celulares' e sopesar a arrogãncia com uma dose generosa de simplicidade e objetividade. Vale o mesmo para o mercado dos jogadores, para a vida dispersa nos bairros afastados do centro econômico e no viaduto da joao pessoa??? Sempre os mesmos indivíduos há dezoito anos, entra governo e sai governo, entramos para governos e saímos de governos, e não sabemos como propiciar que mais gente tenha a sua função energética livre e em pleno funcinamento, a cidade se desculpa, faz propagandas, até metas são propostas, mas nada funciona porque não há uma livre expressão das nossas mitocôndrias...

Domingo sem futebol

01 agosto 2009

nao deveríamos, mas...

"Tem gente tão imbecil, tão ignorante que ainda fala: 'O bolsa-família deixa as pessoas preguiçosas porque quem recebe bolsa família não quer mais trabalhar'.”Lula (31/07/2009)


Nesses termos, assim colocado, fica dificil qualquer defesa sensata do uso dos argumentos e das, tão importantes para todos nós, evidências empíricas, honestamente, torço com todas as forças que me são próprias, para que chegue ao fim esse inusitado rosário de impropérios e que acabe, do verbo vai embora sem deixar saudades, esse governo e, com ele, a lógica populista e caudilhista (diz-se de quem governa com arroubos e cretinices e que faz do país o paraíso do coitadismos), resigno-me a esperar e rogar, para que nao caiamos novamente nesse triste e demagógico conto da bolsa perdida, no final apulpos e vaias, que é o que cabe fazer um cidadão comum que honra suas limitações e respeita instituições, por fim, uma outra frase da ex- folha de são paulo, antes tão combativa, hoje omissa e conservadora, "Em particular, se nenhum de nós é
especial, o bom exemplo de cada um conta muito mais do que a percepção ingênua nos sugere" (AHA)...

25 julho 2009

Em parceria com a Cristina ou o contrário...

RESUMO
A análise da realidade sócio-econômica se torna mais realista quando se considera a ordem de ocupação geográfica que o modo de vida da população impõe. Na primeira etapa deste trabalho a Nova Geografia Econômica (NGE) é apresentada como um modelo de compreensão desta ordem. Neste modelo, escala, proximidade e liberdade econômica são elementos fundamentais para explicar pujança ou estagnação econômica. Para verificar a validade dos pressupostos da NGE para a Região Sul são utilizados dados censitários dos municípios dos anos de 1980, 1991 e 2000. O modelo econométrico aplicado é baseando em Hanson (1999). Os dados estão agrupados e foram utilizadas técnicas para isolar efeitos fixos, ou seja, características de variáveis que não mudam com o passar do tempo. Os resultados dos testes econométricos não foram todos estatisticamente significativos para todas as variáveis, por isto recorreu-se à interpretação com valores exogenamente determinados. É possível afirmar com bom grau de significância que o fator “tamanho do mercado” é importante para explicar aglomerações na Região. Para avaliar outros pressupostos da teoria novos testes serão necessários.

Palaras-chave: aglomerações, mercado potencial, Nova Geografia Econômica.
JEL: R12, O15.

Em parceria com o Cassandro, ou o contrário...

Resumo:
A utilização da frequência escolar como variável proxy para determinação do sucesso do Programa Bolsa Familia, na eliminação do ciclo da pobreza nas regiões mais pobres pode levar a resultados equivocados. A melhor variável, para este caso, e que não é diretamente observável, é o esforço empregado pelo aluno. Assim, o incentivo fornecido pelo Governo, deve incentivar o esforço e não somente a frequencia escolar, dado que as duas podem não estar perfeitamente correlacionadas. Utilizando-se a modelagem do principal-agente, entre o Governo e o aluno (representativo), analisa-se como se comporta o agente no processo de escolha do esforço a ser empregado. Os resultados mostraram, que mesmo que a haja uma correlação perfeita entre a frequência escolar e o esforço do agente, o estímulo ao aluno, no presente sistema de incentivo, gera esforço mínimo. Existe assim, atualmente, um equilíbrio de Nash sub-ótimo. No ambiente, em que a correlação entre as duas variáveis é imperfeita, o esforço máximo a ser realizado, pelo aluno, depende da influência da natureza, assim como das transferencias realizadas. Segundo os resultados, o atual sistema de incentivo gera a permanencia do aluno num equilibrio de baixo nível de capital humano. Assim, outro sistema de incentivo deve ser proposto no qual as transferencias sejam condicionadas a variáveis observáveis.
Palavras-chave: Programa Bolsa Família; Incentivos; Condicionalidades; Equilibrio de Nash.

24 julho 2009

Economia regional



Meu amigo, orientador, professor Nali, fez hoje um pequeno gesto, mas de uma importância capital, ligou para minha casa, depois para o meu celular e em seguida foi a Faculdade de Economia com a intenção única de me presentear com o seu mais novo livro, a dedicatória cobriu-me de orgulho e renovou aquela convicção que temos e as vezes não sabemos se merecemos ou se estamos a altura. Muito obrigado Nali, permita-me usar o primeiro nome, tive uma semana dificil e fui testado ao limite na minha autoestima e convicções, assim, mesmo sem ter lido ainda, gostaria de saudar o professor, o gesto e o livro, todos, lá ao seu modo, foram muito importantes para que eu conseguisse entrar naquela sala de aula e cometer modelos de crescimento endógeno com a garra de sempre, mas, confesso, com feridas graves naquele tecido esgarçado que compõe a nossa imagem no espelho e define as nossas esperanças, vida longa ao livro e ao querido professor.

23 julho 2009

Livros, segunda edição

21 julho 2009

Brasil, 21 de Julho de 2009




o estado dos outros foi tomado pelos estudantes, agora sócios, cumplices e comparsas do bem público, afastam a lógica e apoiam as dúbias palavras do líder supremo, as afinidades da turba com o mal uso da mulher do gás, a filha prodiga que salvou o partido dos correios, digo, dos bancos de emprestimos em nome das dignas leviandades da revolucão cristalizada na luta de classes, meninos tolos vestidos de turbantes antiquados e tristes, mimetizam o slogan e retumbam o lugar-comum, nas ruas da capital sombrias desinteligencias fazem o jogo do crime organizado com o aval do mec, meninos nao estudam, apenas recebem sinecuras do partidão, e prebendas do estado das bolsas, mínimas castas empurram o país para intransigência, trasnfigurado o herário passa de mão em mão, em atos secretos, enquanto isso, a mídia, sorridente, procura uma brecha para receber o seu devido quinhão, nas sombrias nuvens a tempestade se forma e ameaças de temporais rondam a minha casa....

19 julho 2009

Tristes tópicos


raras, e, evidentemente, sujeitas a enganos solares, são nossas visões de marte, terra dos arados aleatórios de, também raros, extra-terrestres, diga-se, no que cabe, raros os extra-terrestres da ficção humana, não os que de fora são, porque assim serão, sempre, por pura lógica, senao, repare...mas outro veio traz-me a esse descampado, a motivação tolitária da oposição, o oportunismo do ministro e a galhofa cobertura da imprensa, tristes trópicos esse da zona temperada, vigia com olhos mocos o que atenta contra a liberdade e a condição civilizatória, acuados cederemos todos aos gritos da cega insanidade, viéses midiaticamente aceitos e incentivados pelos formadores da doxa, noutro mundo, no entanto, os montes do olimpo jorram amalgamas que quebram o protocolo e rechaçam a agressão e os dedos, em teclas, não estarão na praça aplaudindo os radicais, mas manterão a vigilia e o respeito à noção elementar de dignidade e respeito ao cidadão comum, por fim, torçem para que essas impropriedades nao realizem suas expectativas....

14 julho 2009

linha burra...

"Não tem coisa mais fácil do que cuidar de pobre, no Brasil. Com
dez reais, o pobre se contenta; rico não, por mais que você libere, quer sempre
mais, nunca se conforma." (Lula – 15/07/2009)
Uuma defesa parcial, mesmo que nao tenha ainda um fio condutor universal, seja lá o que isso significa, precisa de coragem e uma estratégia bem definida, no futebol, costuma-se chamar de burra a defesa em linha, sempre aparece um gaiato para desmonta-la colocando um adversário na cara do gol, no nosso caso, a defesa da crítica ao assistencialismo do bolsa família vai seguir um raciocinio parecido, nao temas, diria o técnico aos agentes da defesa, agentes no caso, são os beneficiários, principal é o governo que paga para ver, mas nao recebe o mesmo tratamento porque as informacoes são desequilibradas para o lado dos agentes, estranhos movimentos, subterrâneos, não conseguimos ajudar os que precisam, porque os incentivos estão errados, transferências de renda unilaterais não encontram agentes tolos e alinhados ao governo...nao ajudas a quem enganas, e, como no caso da linha, ao oferecer o "impedimento", acaba ensinando a nao fazer, a nao ser, a nao se libertar das privaçoes tuas, mas por que continuamos a jogar esperanças nessa farra? Nao me ocorre nem um novo incentivo e muito menos uma resposta sem óbvias dúvidas, mas sempre fica a sensação de que pegamos o atalho, fugimos ao embate, apenas tentando colocar o problema em impedimento, o caminho mais facil, porque nao temos uma consciencia clara das consequencias e porque o nivel de tolerancia a equivocos tamanhos é enorme, para ficar apenas no superlativo....

10 julho 2009

Malfeituras(sic)

mal feitas e desalinhadas, as linhas que escrevo compoem uma melancolica ilha na enseada, na grua de baixo do planalto central, respigam nas lenhadas costas da brasuca população da margem oposta, aquela que nas tardes quentes do sertão visitam a igreja pentecostal do reino de deus para ajustar a sua imagem com a do criador, enquanto os pastores leem aos gritos o mantra da nova ordem, já em pitombeiras do sul, meu cavalo manco nao pasta na grama rala do lugar, meninos descalços e desnutridos catam palitos de picolé na praça do adeus. Meus sonhos desfeitos nos atos secretos da petrobrás, minha esperança colocada em déficit que nao ajudei a criar ou a pensar, meninos do bolsa familia vendem mangas caidas a pouco na estrada sem acostamentos, mas com orçamentos no pac, diz que para o ano pavimentam, malfeitos os teus olhos que nao enxergam a vocação totalitária da nossa mérica, meninas sem bolsas vão a escolas sem livros, enquanto viajas na cia do gê oito, mitocondrias ancestrais tipificam a mudana malfeitura com dinheiro público, é estrutural, diz a ministra...

08 julho 2009

Verbo, a legenda dos gregos.




"Ainda bem que variamos, embora não muito." (Dawkins)


Ainda nao respondo plenamente ao meu comentador, afianço, porém, que talvez tenha um pouco da tradição oral dos gregos, versos lidos e relidos nunca são os mesmos na voz do ledor, algo como a criação da leitura, puramente transmito a imagem digital em forma e sentimento, mas nao me atenho, é verdade, aos detalhes do ao pé da letra, rigor formal e transcrição literal não são minhas formas mais usuais de transmissão de sensações, muito menos de poemas, na minha vocação literária sou um jogador de futebol da terceira divisão do campeonato estadual, qualquer um, mas ainda assim, as palavras remotas e guardadas em algum lugar provocam a releitura daquela página, mutável, é verdade, mas repleta de sincera emoção, ao tocar dos dias e divas, sirvo-me das impressões da linguagem escrita para, estoicamente, conviver com as impossibilidades da humana forma de viver, nao tomo acento no senado, nem compartilho com as idéias do partido no poder, percorro outra via sem peias e com alternâncias no poder, e, entre uma rodada e outra de chopp com os amigos, atribuo aos meus sonhos ou delírios uma forma escrita, não mais...

01 julho 2009

Leonildas

30 junho 2009

o homem americano

A Serra da Capivara em São Raimundo Nonato no Piauí, no sul do Piauí, guarda alguns segredos. Assim como a sétima cidade, não conheço suas façanhas, mas o que produz de belo e enigmático nas retinas tortas do bardo essa luz que ofusca e esses traços de registros temporais imprecisos, são absolutamente inequivócos e reais, como se um ancestral no lombo de um burrego nos morros do cerrado de dentro, percorresse uma memória irracional, que apenas sentimos quando fechamos os olhos de volta para o passado, por lá fui rei da fogueira, campeiro, era caçador coletador, pertencia a casta dos parias e perambulava livre e sem medos, apenas a luz daquela caverna ofuscava minha racionalidae prática e obrigava-me a desenhar na encosta daquele ermo o meu diário de caças, chorava a dor da ignorância, e da sensibillidade da luz nascia a beleza rude e a imaginação daquele chão ...

27 junho 2009

das dores

encanto nenhum ha nessa luz que queima quando ilumina, nessa rua sem acostamentos, nesse jornalismo financiado pelo dinheiro do contribuinte, nessa decisão sem novidades, nessa dor que agora assumo, nessa volta das dores do fevereiro...Engana-se, porém, meu amigo, não acabou ainda, e, suspeito, talvez resista, afinal essa brasilidade torta e mil vezes questionada, é uma marca, propriamente somos assim, gostamos do deixa prá lá e carregamos o pessimo hábito de contemporizar, antes com o poder econômico, agora com o poder político, mas, nas duas situações, colocamos para debaixo do tapete as mazelas, afinal, aquela gente que mobiliza tantos anseios nao pode ser questionada mesmo diante de tantas petrobras ou de tantos aloprados, melhor deixar passar, depois vemos como que fica, a coerência também nao nos agrada, afinal, porque questionar a politica macroeconomica na boca de quem tanto amaldiçoava o modelo neoliberal, e assim, dessa forma, acomodamos os estranhos atos do presidente, sem tocarmos na árida prática dos discursos seus, adoçamos, enfim, a nossa pátria e empurramos com a barriga, numa típica vertente dolorida, dor de dentes, dor de tiradentes, dor de muita gente, enfim...

25 junho 2009

A quadratura do círculo

Foto gentilmente retirada do facebook do PH.

23 junho 2009

O apedeuta

versado em mal uso do vernáculo e em mimetismos macunaimicos, o lenhador de dobras, repete-se na sua saga populista e lugar comum, sem esconder o poder que as pesquisas aglutinam sobre sua pose de líder mundial, nosso deus da glória, vangloria-se de um discurso apaziguador e progressista, num ultraje ao lugar comum, acoberta atos sigilosos, perdoa ou inocenta de inocêncios a reus confessos, lambe as botas da oligarquia da ilha do boi morto, sucumbe diante das evidencias de massacre de cidadaos iranianos, abona a retórica intransigente, fascista e antisemita de um ditador demiurgo, anda gabola a apoiar o desmatamento, ultrapassando o limite dos tres poderes, agora, temos um quarto, populista, sindicalista, de esquerda e pesquisado, pode tudo, açoita, sem vergonhas, a lingua materna, a lógica puritana e insolita, o bom senso, tudo porque soa deus nas suas traquinices e cretinices, a cada dia, uma frase uma vexatória falta de cerimonias com a sabedoria popular, impostos demais para distribuir aos pobres as migalhas, até o belo dia que a riqueza finda, misericordiosamente, aumenta a miséria daquele povo, nosso povo. Como ressoa bem o refrão daquela música nos ouvidos dos aflitos....

21 junho 2009

Jan Vermeer


filho de Delft, de significado pouco conhecido, nada sabes, se soubesses nao conseguirias traduzir em palavras sem nexo, mesmo assim, nessa cidade, naquele ancoradouro, naqueles vértices sobrepostos de sentido geométrico, na altura da mao que se dispoe sobre a mesa da oficina de costura ou da oficina de sabores, nessas tardes que se destinam a captar o rosto da mulher e sua peróla, nessa insurgente imagem nítida, reside um sentido e intensidade, cor e uma insuspeita quietitude tensa, mesmo sem saber reconhecer a técnica, o dia, e suas sinuosas angustias, revelam-se naquela gravura, naquele olhar fixo de mulher do povo, como nada mais sabemos, sentimos o que nao conseguimos por em palavras....

20 junho 2009

Noite sem graça



Resíduo (...)


"Um pouco fica oscilando

na embocadura dos rios

e os peixes não o evitam,

um pouco: não está nos livros.

De tudo fica um pouco.

Não muito: de uma torneira

pinga esta gota absurda,

meio sal e meio álcool,

salta esta perna de rã,

este vidro de relógio

partido em mil esperanças,

este pescoço de cisne,

este segredo infantil...


De tudo ficou um pouco:

de mim; de ti; de Abelardo.

Cabelo na minha manga,

de tudo ficou um pouco;

vento nas orelhas minhas,

simplório arroto, gemido

de víscera inconformada,

e minúsculos artefatos:

campânula, alvéolo, cápsula

de revólver... de aspirina.

De tudo ficou um pouco.

E de tudo fica um pouco.

Oh abre os vidros de loçãoe abafa

o insuportável mau cheiro da memória.




Mas de tudo, terrível, fica um pouco,

e sob as ondas ritmadas

e sob as nuvens e os ventos

e sob as pontes e sob os túneis

e sob as labaredas e sob o sarcasmo

e sob a gosma e sob o vômito

e sob o soluço, o cárcere, o esquecido

e sob os espetáculos e sob a morte escarlate

e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes

e sob tu mesmo e sob teus pés já duros

e sob os gonzos da família e da classe,

fica sempre um pouco de tudo.

Às vezes um botão. Às vezes um rato."


Carlos Drummond de Andrade.

19 junho 2009

Beatitudes...



"Inicio este livro de uma posição que acredito ser comum: a posição de quem não considera os problemas da ode de Píndaro senão como problemas peculiares, e que tem enorme dificuldade em entender como podem jamais deixar de ser problemas. Que sou um indivíduo que age, mas também uma planta; que muito do que não fiz, contribui para fazer com que eu seja tudo aquilo pelo qual eu deva ser louvdo ou culpado; que devo constantemente escolher entre bens concorrentes e aparentemente incomensuráveis e que as circunstâncias podem forçar-me a uma posição na qual não posso evitar ser falso com respeito a alguma coisa ou fazer algum mal; que um evento que simplesmente acontece a mim pode, sem meu consentimento, alterar minha vida; que é igulamente problemático confiar seu bem a amigos, amantes ou ao país e tentar ter uma boa vida sem eles - tudo isso considero não apenas como o material da tragédia, mas como fatos cotidianos da razão prática vivida." (Martha Nussbaum, 2009, p. 5)

18 junho 2009

Lautrecanas


A semana secreta do senado revelou a minha crise, assumo, que sou culpado, forjei, na minha insensata e turva nota, a crise que ora se agrava, minhas palavras nao alcançaram a sala da vizinha pátria minha e em virtude disso, como se virtude opusesse sala ao infeliz episódio, todos os nossos atos na noite obscura refletem o caráter reto, como a dizer que de reto tratasse, das nossas apostasias, mínimas palavras antepostas aos cifroes, dolares do pré sal na conta bancária dos correligionários que, em horas extras, souberam esculpir a desgraça dos parias da nação, minha, só minha, a culpa, se culpados nao querem a patente dessa engenhosa pilhagem, afinal o senhor das bestas, já liberou da mesma culpa o outro presidente da casa, mesmo porque, um cidadão comum nao sabe o que é um ser nao comum, afinal de esbulhar a turba nao vive esse perante aquele, só minha, nessa noite de bares da cidade das festas, ouso um dizimo absinto para expurgar a dor das cartas na mesa de bilhar, soletras ou pulha....

17 junho 2009

Cherubina, para




07 junho 2009

poelida

lenha na lareira, sem números para contar, apenas o trepidar dos gravetos diante do olhar, algo semimorto, do ser humano, nadinha na pasta de amassar pão, subimos por dublin, mas lá, nas esquinas de lá, não ficamos exatamente a vontade, a procura do bardo continua em trieste, na vestuta sam marino, em minhas recordacoes das letras, mímicos repetem a mesma tocada, sem refrão, minhas longas conversas eufóricas quando bebo, viver uma vida digna eis o que importa, o resto sao poemas nas folhas soltas e sem regras, que insistimos em acumular, essas, pelo menos, não correm risco de uma desvalorização intempestiva, tênue a luz do lugar afunda na escuridão que a tudo e a todos domina, minhas circunstâncias no plural, sabem o que querem, repúlica, simplicidade e uma vida sem luxos, nada mais....

05 junho 2009

O pluralismo de Berlin


"O pensamento utópico acredita e professa que, no passado ou no futuro, existiu ou existirá um estado onde as necessidades humanas se encontram resolvidas.
Um mundo perfeitto onde os seres humanos desejam necessariamnete os mesmos fins de vida e onde os valores caros à existência se encontram harmoniosamente reconciliados na sua expressão máxima.
Inflelizmente, o pensamento utópico falsifica a natureza dos homens e a própria natureza dos valores.
O século 20, com seu longo cortejo de horrores e atrocidades, não foi apenas um século de crimes vulgares. foi um século que cometeu esses crimes porque pretendeu iludir a natureza pluralista dos homens e dos valores sobre a capa da mais feroz uniformidade.
As utopias estâo condenadas ao fracasso, não porque os homens são fracos, ou ignorantes, ou insuficientemente sonhadores. Mas porque a própria idéia de utopia como um estado perfeito onde os homens desejam os mesmos valores e onde os valores podem ser harmonizados na sua expressão máxima assenta na mais pura falisidade existencial e filosófica." (João Pereira Coutinho, fsp, 31/05/2009)

04 junho 2009

crôniquitos



a significância do termo bravo, serve para realçar a ignorância
do notável evento, somos todos, ingleses, para inglês ver, nada há que nos diga como construir a paz, ou equilíbrio. Ao sul do mampituba, lobos, numa ilha na praça da matriz, tentam arrancar a nacos o que a frágil democracia cosntruiu heroicamente, sempre viva na memória, mensalou um dizímo para a vinheta da globo, nas páginas do hebdomadário perdura uma insensata campanha contra o mundo das regras, não há inteligência nessa quadra, apenas a vilânia de alguns articulistas combinados com a obreira obra, naquele jornal morrem os que
acreditam na sistemática busca, amém.

02 junho 2009

pílulas...







"The power to constrain an adversary depends upon the power to bind
oneself"
Thomas Schelling





01 junho 2009

boteco news


Não que eu consiga, mas é possível tentar, por aversao ao risco sistêmico, evitar os corredores, as ruas, as esquinas onde todos que passam sabem o teor da conversa de botequim, em temos inesquecíveis, tudo começava na floresta e terminava na bahia, ou o contrário, sempre na veia poética ou nas ladeiras depois ou na contorno, um dia que outro na liberdade, de passagem para savassi vindo de goitacazes ou timbiras, pouco importa, seus castelos pavimentados por um império de palmeiras, no coreto uma pausa para descansos, uma que outra subida na afonso, desciamos curitiba, na volta, depois do obelisco da praça sete, estamos em boa viagem, desce e sobe rumo aos cavalos brancos de sabará e, noutro canto, ouro preto, minas nao sai da cabeça...

30 maio 2009

Bicicletário


não trafegas na mesma rua, tua manifestação contemporânea, tua autocontemporaneidade, como diz Cicero sempre aos sábados- é bom que se diga - nao vicejas lamber as feridas das ruas sem sinal, ruas movimentadas por linhas tortas, minaretes na vertente norte, sonhos esquecidos na corda que alinha o esgoto, vertigens sem fio, minimas expressões musicais, afinação temática, pura horda de maltrapilhos, tortos, a amiga que liga, o teatro dos malandros fora de hora, o presságio de vômitos, das dores, espirras enquanto porfias, nada mais, nessa cidade das provincias, contemporanemante marcada pela melodia de uma viola da gamba, em cerro largo, em algodões, tragados pela água que represas...

29 maio 2009

uma breve pausa

sonhos e uma nova série...

28 maio 2009

poenoite


O Catador de pregos

Um homem catava pregos no chão.

Sempre os encontrava deitados de comprido,

ou de lado,ou de joelhos no chão.

Nunca de ponta.

Assim eles não furam mais – o homem pensava.

Eles não exercem mais a função de pregar.

São patrimônios inúteis da humanidade.

Ganharam o privilégio do abandono.

O homem passava o dia inteiro nessa função de catar pregos enferrujados.

Acho que essa tarefa lhe dava algum estado.

Estado de pessoas que se enfeitam a trapos.

Catar coisas inúteis garante a soberania do Ser.

Garante a soberania de Ser mais do que Ter.

Manoel de Barros

27 maio 2009

A lenta agonia, apesar da bela música.



Insidiosa corporação vai proteger outra corporação, aquela dos contratos dúbios e das contas reprovadas pelo tribunal das contas, assim, como está, os quixotescos oposicionistas do congresso, vão tomar um vareio e ainda correm o risco de virarem vilões perante a opinião pública que, na terra de cabral, é guiada por uma certa imprensa que segue a máxima, para uns a regra da lei, para os queridos o editorialista tem autonomia, os demais calam, diz=se de quem escreve jornal como um cidadão orsoniano, nesses momentos, a velha dama, a dona dos meus sonhos mais alegres, a democracia, fica vulnerável e sofre de atentados patrulhadores e de aparelhamentos do espaço público por partidos ou por coisas menos nobres, que alguns chamam de terceiro setor, mas que seria sensato, nao generalizar e apenas indicar que os que assim agem, sao oportunistas velhacos, nada mais...

26 maio 2009

eu também senti...

mexeu e, como quem levanta uma plataforma de bons momentos, silenciosamente deslocou as emoções, os sorrisos inocentes dos amigos distantes, gargalhadas soltas entre uma baforada e outra do bom coiba, sopesando uma dose generosa de conhaques da terra, saudades audíveis na outra serra, gaucha, mas já do mundo...naquele momento vibraram os que hoje souberam que os meus amigos sentiram a outra vida que ajudaram a sonhar, afinal, somos, humanamente, esperança e lida, idéias de arquipelagos, ligados por abstrações, equações e um sopro de poesias compartilhadas com os pais da bia.

levemente outono

Cai chuva do céu cinzento
Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.
Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ma mas pesa
O quanto comigo minto.
Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não,
E a chuva cai levemente
(Porque Verlaine consente)
Dentro do meu coração.


Quem eu pudera ter sido,
Que é dele?
Entre ódios pequenos
De mim, estou de mim partido.
Se ao menos chovesse
menos!


Fernando Pessoa

24 maio 2009

a barca


ainda em apuros, os naufragos agarram-se a uma pequena esperança, o fim rápido da tormenta, que ainda não se formou completamente no horizonte, a segunda fase, dizem, agudiza a dor, prospera em dor, sufraga a intriga e semeia a dissidia, minudências atiçam a imaginação, o cerebro primitivo dos seguidores do grande líder, e ele próprio, ameaçam a tripulação com o mote salva-vidas: perpetuaremos o poder na undécima hora, mudaremos a regra e continuaremos, indefinidamente reeleitos. Nada que os humanos já não saibam, afinal na vizinhança todos mudaram a constituição das regras ad referendum...

22 maio 2009

conversare e invitare

x. fale-me da sua dor de cabeça.
y. é uma dor sinuosa, doem os olhos e, em determinadas posições, o incomodo cresce, mas nao é o tempo todo forte, apesar de persistente, já dura quase 12 horas.
x. e o dólar, hein?
y. pois é, como tudo, nesse país, a culpa é dos juros altos, diz que baixando um o outro sobe, sem pestenejar, é uma relação inversa perfeita, não sei como não pensei nisso antes. Baixar os juros e correr para o abraço, teremos resolvido a falta de segurança, as balas perdidas, a má distribuição de renda, a nossa falta de educação e os maus costumes, diz que até o grêmio vai começar a jogar futebol...
x. seu tom é meio irônico, afinal, o grêmio...
y. reconheço que é uma alegoria, mas até a petrobras, agora que ameaçam abrir a caixa preta, começou a descobrir petróleo em toda esquina, em qualquer campo minado, dizem que até em poço artesiano na sombra do coqueiro. A regulação do senado parece que é mais efetiva do que anp, ou melhor, gabriela subiu no telhado, dizem que vai privatizar, digo, pular.
x. e os juros?
y. como nao sei o que dizer sobre causaçao reversa e nao entendo muito de nao lineariedades, prefiro ouvir as notas do acordeon: jurosdescem, jurosreais, desconjuros, deuscomjurospune, com inadiplentes falas, com deliquentesprosperas
x. confuso, nao é?
y. simples assim, baixa os juros, melhor, faz um referendo e estatiza o cidadão, assim mesmo, facil e sem sabor.

20 maio 2009

previsões

assim como desce, sobe, agora, o governo, leia-se, o seu articulista mor, resolve tomar uma dose de sinceridade e falar um pouco mais abertamente sobre a realidade ignara, menos mal, porém, seria melhor que o governo tomasse um porre de sinceridade e falasse toda a verdade, afinal as contas públicas e o astronômico gasto com folha de pagamentos e previdência são uma bomba relógio montadas nesse governo em nome de uma visão ultrapassada e grosseira de condução da coisa pública. Na próxima serenata vão admitir que estão falidos e que não há como honrar os gastos permanentes sem aumentar impostos e emitir moedas podres.

19 maio 2009

o alfaiate recortado


tarde ainda, volto ao portão para conferir a tranca, mesmo sabendo que já havia fechado, não há porque lembrar os tons daquela voz, nitidamente, nao captas, nao captura a essência daquela forma, espelhos partidos, fístulas cardiopáticas, no horizonte, uma tarde como outra qualquer, sem apuros, retomas leituras nos intervalos das assinaturas, a lenta agonia, mais um dia sem brilhos, apenas a pele morena dos retratos de degas e a expectativa das dores, sem atenuantes...

Pedro, o grande.

17 maio 2009

ph ácido

o segundo gênio da raça, na opinião, nada isenta, de um deputado do mesmo partido, o nosso homemholofote, condena uma investigação sobre as contas da estatal do petróleo, diga-se, no mesmo tom, que o mesmo partido, persegue no rio grande, diz-se de quem mantém com tenacidade ferina uma única tecla, melhor, três, cpi, sobre qualquer coisa, a qualquer preço e usando qualquer método investigatório. Exigir coerência de quem briga pelo poder é uma impossibilidade lógica, nao passará, e se passarem, eu, certamente, estarei fora, go out, em tradução livre. Particularmente, prefiro discutir idéias e suas consequências, lá como cá, assusta-me o denucismo e a falta de opiniões sobre uma alternativa ao bolsa família e o bolsa pra tudo, assusta-me a gastança e o inchaço da máquina pública, a falta de regulação ética dos lixões na rampa da enseada, assustam-me os cachorros soltos nas ruas do meu bairro, a falta de livros na cultura e a insensatez da esquerda latina, o radicalismo na zona rural em marcha lenta para o espaço urbano, a insistência de velhos temas na academia brasiliana, a secura na garganta, em brasilia, os embustes na entrada das cidades administradas pelo fbapê, a rua suja na cidade turística do nordeste, a vida sem sentido no planalto, a fome na tradução do drummond, a dor abdominal, a volta de uma estúpida ditadura-retórica...

Castelos


"Os seres humanos são minúsculos centros de consciência no vazio que só dispõem de seus corpos frágeis para proteger-se do infinito que os pressiona - criaturinhas que crescem e constroem em oposição ao aniquilamento do espaço do mundo inorgânico." (Edmund Wilson)

14 maio 2009

Cometas


sem sono, o cometa, rábula, de gosto estóico, convencido de que "nunca antes", esteve por aqui, passou a debulhar a sua cansada e surrada gramática, poucos suportaram a cantilhena,lamentos acompanham o seu, nosso, final de noite, mas vale o relato, afinal, "cometas que passam perto do sol perdem a cauda", manchete de jornal populista do sul. Enquanto isso, o meu ritmo segue em estribilho, sem folgas, na estrada, agora a 110km de Curitiba, Ponta Grossa, é a graça do lugar, a trabalho, always, querendo ocoupar todas as horas para nao lembrar do dia e suas manchetes, marchas forçadas contra a democracia, acusações sem o benefício da dúvida próreu, execuções sumárias na praça da matriz, cambaleante e jorrando lágriamas, o bom senso e a democracia, pior é a poupança e seus números cabalísticos, pronto, se o candidato a caudilho concorrer ao terceiro mandato, farei campanha pela volta do real e seu líder, farei isso e uma viagem ao santuário da ilha do bananal, devidamente aboletado na carcunda de um místico jegue de petrolina, vale de lágrimas, apesar da comicidade dos lugares, gestos e slogans...

13 maio 2009

Saudades

12 maio 2009

Papo furado


doidivanas contumaz, repito, em meu documentário sobre a vida selvagem, uma porção do título de outro blog, esse, melhor, aquele, no entanto, de teor e conteúdo didáticos e sérios, não esse, agora sim, que apenas atende ao capricho das dores, e reproduz em pequenas doses, o dia-a-dia de uma vida celineana, sem prolegomenos ou aditamentos, afinal, desde mui tenra idade se sabe soletrar as vermelhas poesias vermeeninas, ao contrário da outra odete, literária e vogal na comarca de soutomayor, sitio repleto, aliás de boas maneiras da paris de um outro poeta asmático, melhor assim, diria o selvagem documentado, melhor render votos ao mundinho sincopado da provincia, onde, as azaléias nao enchem os olhos do idealista ou de um sonhador...Nesse instante, em poucas palavras, os homens rompem a sua impossibilidade, assimetria endógena na corcova do herário, ministros despoupam os que poupam, bolsas tropeçam na incerteza das democracias latinas, américanas, as casas, suspendem os contratos com os fornecedores que esperam na fila do lado de fora da chuva que nao veio, mínimas lembranças de um dia cansativo e sem graça...

11 maio 2009

È fila!!!!

10 maio 2009

number one

Fazendinha...


Funeral de um lavrador
Nesta cova em que estás, com palmos medidos
É a conta maior que tiraste em vida
É de bom tamanho nem largo nem fundo
É a parte que te cabe neste latifundio
Não é cova grande é cova medida
É a terra que querias, ver dividida
É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho que estavas no mundo
É uma cova grande pra teu defunto pouco
Porém mais que no mundo te sentiras largo
É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas a terra dada não se abre a boca
É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifundio
É a terra que querias ver dividida
Estarás mais ancho, que estavas no mundo
Mas a terra dada não se abre a boca
É a terra que querias ver dividida.

(João Cabral de Melo Neto)

04 maio 2009

Descampado

viagens, uma sequência delas, brasilia by contribuinte, mas legitimamente conquistada, nao tenho padrinhos na esplanada, nem posses na algibeira, uma falta e outra, obriga-nos a cumprir o tema, dessa vez no descampado, na grama seca do altiplano, nas cercanias do brejo, na cidade alheia de desenho artificial e, miseravelmente, sem sentido, numa dessas paragens do brasil dos tres poderes, miscelanius, diria o senador de aluguel, filho e neto de coronéis, vice-rei da maracutaia e do caixa dois, ministro em chefe dos bilrros na calcada alta, mitigadamente, nao bebo bebidas amargas, sem açucar, a saber, meto-me em trajes de passeio a cata da corte das ideias poucas e das ruas largas e eixos monumentais, irei, mas nao ficarei por lá....

03 maio 2009

02 maio 2009

Non cooperative Games



John Nash Jr.

01 maio 2009

Lancamento do pré sal



"Isso é uma coisa mais velha do que a descoberta do Brasil",

"Eu não acho correto, mas não acho um crime um deputado dar uma passagem para um dirigente sindical ir à Brasília"

"Qual é o crime de um deputado levar a mulher para Brasília? Graças a Deus nunca levei um filho meu para Europa, vocês dão dimensão demais a uma coisa que pode ser corrigida pela própria mesa do Congresso"

"Eu não vejo onde está o tamanho do crime que as pessoas estão vendendo"
(Luis Inácio, 2009/05/01)

Meditabundos

30 abril 2009

Imagens sonoras



Toca o sino pequenino
Sino de Belém,
Já nasceu o Deus Menino
Que a Senhora tem.

É Natal, é Natal,
Vamos sem demora,
Já nasceu o Deus Menino
Que a Senhora adora