09 abril 2009

meditabundos- os sofistas e seus poemas


"o acrobat pdf que está sendo usado nao pode abrir uma pagina na web, feche-o para prosseguir na sua busca..." Mais ou menos assim deveria ser a pagina do policy maker, meu!!, teu modelo nao funciona, troca o programa ou procura algo compatível com uma economia próspera e dinamica, simples assim, não é, nunca será, mas valeria a pena buscar tal empenho, afinal que podemos nós depois das tantas decisoes erradas deles, os caras que tornaram a máquina pública insustentável no médio prazo? um colega tentou argumentar com a lógica do endividamento para atravessar a crise, algo como, nao tenho receita mas posso aumentar o passivo para azeitar a maquina de fazer dinheiro e recuperar as forcas da empregabilidade. Tao facil, quanto mudar de assunto no calor do debate e evitar uma rusga com pessoas amigas, mesmo no cenario improvavel de uma conversa de bar, nao funcionaria, agora imagina, quando o equivoco fiscal ja é uma realidade, melhor torcer para que a solucao externa seja rapida ...

08 abril 2009

Mutatis mutandis status quo ou algo do genero


no amago da questao reside a velha controversia que povoa a cabeca dos garcias e cias, como reverter a crise em oportunidade para cumprir a agenda do lider sindical radical? Paradoxos a parte, mudar o juros de instituicao bancaria como o banco do brasil por determinacao do presidente da republica é uma irresponsabilidade que vai gerar consequencias, sobre a instituicao, sobre a pratica democratica e sobre as contas publicas. Funciona, mais ou menos assim, um gestor público assume uma estatal e resolve baixar precos para atender a demanda demagogica do calendario eleitoral ou para aplainar a crise que se abate sobre economia, tudo isso por ato intempestivo e sem consulta aos custos reais, ao realismo fiscal e às contas e compromissos da instituicao que ate entao era publica, pelo menos era sustentada com dinheiro publico....vai o mal o que se anuncia, mistura de populismo com incompetencia continuada.

07 abril 2009

jogo dos sete erros...


TABACARIA (15-1-1928 )
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

05 abril 2009

lamentos de final de noite


"É como se enchesse minha cabeça de idéias, só não sei exatanente quais são." (in Aventuras de Alice, by Pinker, 2004)

04 abril 2009

porto alegre vermelha


Discurso na tribuna dos colorados:
sem saber o que dizer, caminho em direcao ao microfone, ha um clima de expectativa,afinal sao palavras ditas com emocao, mesmo sem querer, um pigarro, um morder de labios e um olhar perdido na multidao. "bom dia a todos, somos pela paz e acreditamos em contratos, bons amigos, na honra da palavra cumprida, nos vemos como quem sonha acordado, mirando o cavalheiro descendo a inclinada montanha em busca de conquistas e lutando em prol da boa causa, justica e trabalho, sem celebracoes, corremos os noventa minutos atentos e focados, dispostos a entregar a alma pelo resultado que nos glorifica, jogar bem, o belo espetaculo, de forma leal e com talento, privilegiando uma marcacao por zona e sempre valorizando o passe, a esgrima, a bela bola passada com elegancia e um drible sem piedade no adversario e na adversidade, nao reclamamos do juiz, somos virtude e sonho, esperanca e folego, sem discriminacao de cor, classe ou opcao sexual, vencemos porque acreditamos no que fazemos, lutamos pelos menos favorecidos, mas incentivando os mais criativos, brilhantes e talentosos, nosssos gols sao de placa e nossas faltas, sim cometemos faltas, obedecem ao principio da lealdade e da defesa de nossas conquistas, nosso adversário nao é um inimigo a ser abatido, é um aprendiz que deve ser goleado pelo irresistivel toque de bola e pela determinacao das boas causas. Mesmo agora que as pedras ainda insistem em rolar...parabéns!!!

29 março 2009

O melhor jogo do ano....



o gol do nilmar lembrou que ainda podemos sorrir, apesar das anedóticas noticias da corte, do senado em tiras, da faixa azul nos olhos do presidente que sofre de asia literária, da falta de chuvas regulares nos pampas, das dores abdominais e da falta de recursos para universidade pública, do bolsa familia, que não é bolsa, não muda a realidade local e empurra para debaixo do tapete a dignidade humana, além de manter intacta a armadilha de pobreza de regiões inteiras do país...mesmo assim, o "ópio do povo" ainda precisa de talentos e esse gol lembra que ainda podemos sonhar.

28 março 2009

27 março 2009

blue eyes....



meus avós pedem desculpas, afinal, nao desejaram que , seus/meus/teus, nossos olhos, blues no céu, infelizmente, também ele, azul, compusessem, tamanha peça de constrangimento e pilhéria, meus ouvidos, indignadamente, blues, sucumbem diante de tamanha, insólita e dantesca noite, meus dedos de tão roxos ficaram azuis, como os olhos do léo, como a viga que sustenta a torre baixa do parlatório, alienados, os azuis, saem à coleta dos carros na esquina democrática, porque existem, os dias azuis, impossibilitam a vida soberana, azul e plena de alegrias.

segundo o excelentissimo, eis o culpado pela crise...

26 março 2009

tempos idos...


"Restringir importacoes ou subsidiar a produção nacional acaba por elevar as despesas para os consumidores e para quem paga impostos. Isso deixa a populacao com menos dinheiro para gastar na compra de bens e serviços.
Devemos manter nosso compromisso com o livre mercado e continuar a trabalhar para .... Acredito firmemente que as economias baseadas no livre mercado oferecem melhorias reais no padrão de vida das pessoas. Seria um erro grosseiro desisitir desse modelo apenas por causa da crise econômica." Gordon Brown, 25/03/2009.

23 março 2009

dor(mias)


Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade

21 março 2009

by aigor




tédio, tuas referências nao permitem escapar da loucura convencional, entao, resignadamente franco, soletramos, física a tua matemática é pura e real...

boa noite

20 março 2009

xilogravuraras


nesse dia, irrompe, pelo cano senil, a popularidade do mister lugar comum, não que já não fosse esperada, ansiedade em toldos, a ombreira já posta na bursite do mago, dizia dessa hora, dessa expectativa, o mundo das coisas pequenas, sombrio e parvo, sucumbe diante da crise e, a idéia, reforçada pela necessidade, espera o dia que teremos uma lida sem a marcação pesada e maçante da excessiva carga, tributárias, ás vezes mimetizada pela ignorância dos negócios da república dos tiranos, agora não, outras vagas sopram nas costas das terras de além mar, colônia tardia do meu sonho, destino de esperanças, afinal o discurso sóbrio e sem palavras de improviso, rumo e destino, um e outro, nas nossas ilhargas, cheias de contras a receber, viva a queda da popularidade do lugar comum, chega de urdidores de chavões, chavecos, chaves de cópias sem portas, vulgo, o que queres é poder....


18 março 2009

poemimesado


Sempre evitei falar de mim,

falar-me. Quis falar de coisas.

Mas na seleção dessas coisas

não haverá um falar de mim?


Não haverá nesse pudor

de falar-me uma confissão,

uma indireta confissão,

pelo avesso, e sempre impudor?


A coisa de que se falar

até onde está pura ou impura?

Ou sempre se impõe, mesmo impura

- mente, a quem dela quer falar?


Como saber, se há tanta coisa

de que falar ou não falar?

E se o evitá-la, o não falar,

é forma de falar da coisa?

João Cabral de Melo Neto

17 março 2009

tarde na noite

dia sem glórias, não que o contrário seja significativo, mesmo porque essa distribuição tem feições normais, mesmo assim, a informática poderia ter funcionado melhor, eu poderia ter seguido os princípios básicos da retórica e deixado passar o palpite infeliz sobres os juros, afinal, tudo no Brasil é culpa dos juros mais elevados od mundo, enfim, uma trajetória sem a sabedoria dos manuais, sem a companhia da noção elementar dos eclesiáticos. Como consolo, a boa fase do colorado, o bom humor dos guris e a academia na esteira da dona da casa, no mais desliga isso...

14 março 2009

da curvatura da luz...


Ao fazer do combate a crise, uma peça de artilharia ideológica, o governo federal acaba afundando os microfundamentos da economia, colocando em risco, dessa forma, aquilo que busca preservar. Ou seja, uma trajetória de crescimento equilibrado. No atual debate, lamento muito, não há espaço para amadorismos e para discursos midiáticos pregando o juros de um só digito como a panacéia da sequela da sequela dos males de até entao e que, por conseguinte, desautonomizando o banco das moedas, teremos a redenção e uma passagem mágica para o pós crise, não funcionará, não captas, diria o pai de um amgio meu...Não há evidências diria o cético, o sol pode dobrar a luz, mas precisas provar a tua hipótese, como fez o fotografo do eclipse do sol de 1919. Aliás, "se a hipótese não admite teste, não é ciência, é ficção cientifíca"(anônimo)

No outro front as viúvas de furtado estão com as manguinhas de fora tentando recuperar o efeito biológico das águas vivas que depois de mortas, rejuvenescem as células e rumam para imortalidade, vamos com calma, nem o grêmio é imortal, nem o jonas é jogador e, muito menos o que foi furtado será recuperado, como quer fazer crer o filme-docunetárioapologético e de culto a personalidade, e como o próprio epiteto indica, de gosto duvidoso...

poesia na tarde


Os Meus Livros
(Jorge Luis Borges, do livro A rosa profunda)

Os meus livros (que não sabem que existo)
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.
Mais vale assim.
As vozes desses mortos
Dir-me-ão para sempre.


(xxx)


JAMES JOYCE
(J. L. Borges, do livro Elogio da Sombra, 1968)

Em um dia do homem estão os dias
do tempo, desde aquele inconcebível
dia inicial do tempo, em que um terrível
Deus estabeleceu os dias e agonias,
até esse outro em que o onipresente rio
do tempo terreno retorne à sua fonte,
que é o Eterno, e que se apague no presente,
o futuro, o ontem, o que agora é meu.
Entre a aurora e a noite está a história
universal. Da noite vejo
a meus pés os caminhos do hebreu,
Cartago aniquilada, Inferno e Glória.
Dai-me, Senhor, coragem e alegria
para escalar o cume deste dia.
J. L. Borges.


12 março 2009

Crônicas



" Governantes, os bons e esforçados, viram objeto de ódio de adversários cujo o interesse não é o bem da comunidade, estado ou país, , mas o insulto, o desrespeito, a violência moral do pior nível. Aliás, nesses casos o nível não importa, o que importa é destruir.

Eis o paraíso dos transgressores: a lei é a da selva, a honradez foi para o brejo, decência tem que ser procurada como fez a séculos um filosófo grego: ao lhe indagarem por que andava pela cidade com uma lanterna acesa em dia claro. declarou: `procuro um homem honesto`. " (Lya Luft, 11/03/2009, Veja, p. 22)

11 março 2009

termonautas


para guardar, mesmo sem querer, entender


"Nos últimos anos, o governo brasileiro aumentou muito o gasto público com despesas que não podem ser reduzidas. Aumentou salários de funcionários, criou fórmulas de ajustes de salário mínimo que impactam fortemente a Previdência, contratou 200 mil novos servidores. Isso, agora, reduz a capacidade de ampliar os investimentos públicos para reduzir o impacto da crise." (Miriam Leitão)

10 março 2009

espetáculo do crescimento


a julgar pelo realismo dos números divulgados hoje, estamos em uma recessão crônica e sem uma alternativa viável para sair do atoleiro. A sensação, digo sensação porque nao consigo acompanhar o debate sobre conjuntura econômica, é a de que fomos enganados até agora. Inicialmente tinhamos um ufanismo mal disfarçado que vibrava com a crise e apostava nas nossas receitas caseiras para dar uma lição no mundo, compreendendo-se como mundo a economia americana, depois veio o entendimento das vagas maritimas numa metafóra infeliz e sem conteúdo, por fim, bem, não é o fim, mas o prenúncio, a divulgação dos dados do último trimestre de 2008, vergonhosa realidade que os ministros esconderam da população em geral e do debate, prometendo crescer em 2009 acima dos 3%, quase 4%, discurso de palanque com uma candidata prometendo houses-free para mulheres, dinheirama do bndes para as prefeituras e a petrobras bancando o salva-vidas de usineiros. Seguir por esse caminho é morte certa do bom senso, da vida econômica e da capacidade de sair da crise com dignidade.

08 março 2009

Jazz



em tempos de tantas convicções surradas pelo obtuso ângulo da mesmice ideológica, um pouco de música para recuperar o estado de espirito...

Experimento controlado


06 março 2009

Especiarias de Goa


"Usando o exemplo da Índia nas últimas duas décadas, nós argumentamos que inovação e/ou crescimento da produtividade tem sido o principal motor da redução de pobreza naquele país. Nós também argumentamos que a nova teoria do crescimento pode jogar luz sobre aquele processo. Além do mais, isso também pode explicar porque crescimento e redução da pobreza não tem ocorrido na América Latina." (Aghion, P. & Aghion, B., 2004)
(...)

"3 ideias principais das novas teorias de progresso tecnológico endógeno:
1) Crescimento de produtividade é inicialmente dirigido pela taxa de inovação tecnológica, na forma de novos produtos, novos processos e novas maneiras de organizar a produção.
2) A maior parte das inovações são o resultado de atividades empreendedoras e de investimentos, por exemplo, investimentos em R & D , os quais envolvem risco de experimentação e aprendizado.
3) O incentivo a engajar-se em investimentos inovadores é, ele mesmo, influenciado ou afetado pelo ambiente econômico."(Aghion, P. & Aghion, B., 2004)

28 fevereiro 2009

mundo s.a


"A lateral esquerda é um problema mundial." (Comentarista da ESPN-Brasil, 28/02/2009)

"O que temos agora é um orçamento no qual se pode crer.(...)eu, pelo menos, acho dificil que o governo federal consiga cumprir suas obrigações de longo prazo sem elevar pelo menos um pouco os impostos sobre a classe média." (Krugman, NYT, 26/02/2009)

"Ainda que os governos desejem evitar a estatização de entidades financeiras insolventes, os mercados estão mais e mais convictos de que possivelmente já não existe alternativa menos custosa."(George Magnus, consultor econômico do UBS)

"Estatização, em minha opnião, é quando o governo toma o controle do banco, zera as posições dos acionistas e começa a administra-lo e a dirigi-lo. Não planejamos nada parecido. Acredito que este debate sobre estatização esteja girando em torno de considerações equivocadas." (Ben Bernanke, presidente do FED)

25 fevereiro 2009

Feriado prolongado, eufemismo para carnaval...

novamente, como nos últimos 14 anos, um carnaval em poa, nada como uma referência clássica, contraditório em termos, o melhor seria assumir a cidade como o retiro ideal para quem foge da folia, ou o que quer que isso signifique. No meu modo particular de ver as coisas, aprecio a falta de opções da cidade e a calmaria em torno dos bares, cinemas, teatros e campos de futebol, tempo bastante propicio, aliás, para bater pernas no corredor de ônibus da perimetral, mas o que ficou desse período foi um pouco de lógica matemática, o copão e os parceiros que somadas as idades nao chegavam aos 45, a expectativa com os próximos exames, mais uma endo, a visita ao novo centro de compras que, sinceramente, nao acrescenta nada à vida literária da cidade, o fim do capítulo digitado de incerteza, uma introdução, algumas ferramentas gráficas, a frustração com os ingressos esgotados do indiano oscoraziado - quem quer ser miliónario na mombain de deus, se a produção fosse inglesa o meireles teria obtido o mesmo destino, mas isso são outros trocados - e com o pífero desempenho do time do tite, naquele dia, o sol inclemente comprometeu os estudos da segunda, enfim, mais um carnaval na terra do não carnaval, esse, certamente, não vai deixar saudades e tem cara de ser um forte apelo para interromper a sequência em poa...

24 fevereiro 2009

do livro das citações


"A seleção natural é o relojoeiro cego, cego porque nao antevê, não planeja as consequências, não tem um objetivo em vista. No entanto, os resultados da seleção natural impressionam-nos irresistivelmente pela sua aparência de concepção, como se houvesse um relojoeiro cego, dão-nos a ilusão de concepção e planejamento." (Richard Dawkins,1986, p. 39 da tradução portuguesa)

21 fevereiro 2009

Bacoletradas


sem provas, só polvoras, vestes a túnica da dor em nome de interesses obscuros, minotauros sobrevivem na mídia, estratégias do édipo em pouse de rei, socorrem os protozoários, os mesmos que anotam na praça da estação o último batuque. Temporais em alto mar, sonhos por desafiar, miméticas sombras, das sombras, obtusos inflamam o ódio, em nome de...

18 fevereiro 2009

Populismo na AL


Folha de São Paulo

Lula não desce do palanque
Ferreira Gullar
MINHA GENTE, estou a cada dia mais perplexo com a performance do nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Não que ele tenha mudado essencialmente; nada disso, ele se comporta assim desde o primeiro dia de governo: não desce do palanque.

Às vezes me pergunto se minha crescente perplexidade decorre dessa sua insistência que já dura sete anos ou de alguma outra coisa.

Acho que são as duas: por um lado, já não aguento ouvi-lo falar pelos cotovelos, gesticular e postar-se como um ator num palco e, por outro, percebo-o cada vez mais à vontade para dizer o que lhe convenha, conforme o momento e conforme o público.

Sem nenhum compromisso com a verdade e com a postura de um chefe de Estado.

Ele não se comporta como chefe de Estado. Fala sempre em termos pessoais, ou louvando-se a si mesmo sem qualquer constrangimento ou acusando alguém, seja a imprensa, seja a oposição, sejam as classes ricas, sejam os países ricos.

Estão todos contra os pobres, menos ele que, felizmente, assumiu o governo do Brasil para salvá-los, após quatro séculos de implacável perseguição.

Do Descobrimento até 2003, ninguém sabe como o Brasil conseguiu sobreviver, crescer, chegar a ser a oitava economia do mundo, sem o Lula!

Só pode ter sido por milagre ou qualquer outro fator inexplicável.

A verdade é que, apesar de tudo, o país resistiu até o momento em que ele, Lula, chegou a tempo de salvá-lo.

Isso ele afirma com uma veemência impagável, como se fosse a coisa mais óbvia e indiscutível do mundo.

Sem rir, o que é mais surpreendente ainda, diante do olhar espantado de favelados, trabalhadores, funcionários públicos, aposentados.

Já quando o público muda, ele também muda o discurso. Se fala para empresários, banqueiros, exportadores, a conversa é outra.

Mostra-se preocupado com o crescimento da economia, com o apoio do BNDES à iniciativa privada e chega mesmo a admitir que sem os empresários o país não cresceria. E o balanço de final de ano mostra que os bancos realmente nunca ganharam tanto dinheiro como durante a gestão presidencial do fundador do Partido dos Trabalhadores, que se dizia inimigo número um deles.

Joga com um pau de dois bicos, mas dá certo. Diz uma coisa para os pobres e o contrário para os ricos, mas dá certo.

Tanto que a sua popularidade cresce a cada nova pesquisa de opinião. (cresce mesmo?)

Na última delas, o índice de aprovação de seu governo alcançou mais de 70% e a dele, presidente, mais de 80%.

Ele fala, fala, fala, viaja, viaja, viaja; o resto do tempo faz política. Há uma cumplicidade esquisita: Lula finge que governa, e o povão finge que acredita.

Mas, infelizmente, os números da estatística não conseguem cegar-me. Pelo contrário, ao ver tamanha aprovação a um presidente da República, que busca deliberadamente engazopar a opinião pública, preocupo-me. Para onde estamos sendo arrastados? Até quando e até onde conseguirá Lula manipular a maioria dos brasileiros?

Essas considerações me ocorreram ao ler o discurso que ele pronunciou, no Rio de Janeiro, na favela da Mangueira, ao inaugurar uma escola.

De ensino não falou, claro, já que não lê nem escreve. Anunciou a intenção de usar prédios públicos desativados como moradia de sem-teto.

E aproveitou para mostrar como os ricos odeiam os pobres: disse que os ricos da avenida Nove de Julho, em São Paulo, não querem deixar que gente pobre venha morar ali, num prédio público desocupado. "Mas nós vamos colocar, porque a moradia é um direito fundamental do ser humano."

Palmas para ele!

Nessa mesma linha de discurso para favelados, defendeu as obras do PAC, afirmando que a parcela mais pobre da população é que será beneficiada, e aduziu: "Quando a gente faz isso, perde apoio de determinada classe social, porque gente rica não gosta que a gente cuide muito dos pobres".

O discurso, como sempre, é atrapalhado mas suficientemente claro para que a mensagem seja entendida: os ricos odeiam os pobres, que só contam com Lula para protegê-los. A conclusão é óbvia: se o Lula é o pai dos pobres, quem se opõe a ele certamente os odeia e ama os ricos.

Assim como se apropriou de tudo o que antes combatera, improvisou o tal PAC, um aglomerado de projetos pré-existentes de empresas estatais, governos estaduais e municipais, que vai desde o pré-sal até a ampliação de metrôs e o trem-bala.

Mas o investimento do governo federal é de apenas 0,97% do PIB, menos do que investiu FHC em 2001. Se tudo o que está ali é viável ou não, pouco importa, desde que sirva para manter Lula e Dilma sob os holofotes.

15 fevereiro 2009

Momentos...



“Quem expressa esse desejo de mais soldados? Meu primo Westmoreland? Não, meu simpático primo; se estamos destinados a morrer, o nosso país não tem necessidade de perder mais homens do que nós temos aqui; e, se devemos viver, quanto menor for o nosso número, maior será a parte da honra para cada um de nós.Pela vontade de Deus! Não desejes nem mais um homem, te rogo! Por Júpiter! Não sou avaro de ouro, e pouco me importo se vivem às minhas expensas: pouco me importa que outros usem as minhas roupas: essas coisas externas não encontram abrigo entre as minhas preocupações. Mas se ambicionar a honra é pecado, sou a alma mais pecadora que existe. Não, por fé, não desejes nenhum homem mais da Inglaterra. Paz de Deus! Não quereria, pela melhor das esperanças, expor-me a perder uma honra tão grande, que um homem a mais poderia talvez querer compartilhar comigo. Oh! Não anseies por nenhum homem a mais! Proclama antes, através do meu exército, Westmoreland, que aquele que não for com coração à luta, poderá retirar-se: dar-lhe-emos um passaporte e poremos na sua mochila algum dinheiro para a viagem; não queremos morrer na companhia de um homem que teme morrer como companheiro nosso.O dia de São Crispim: este dia é o da festa de São Crispim; aquele que sobreviver a este dia voltará são e salvo ao seu lar e colocar-se-á na ponta dos pés quando se mencionar esta data, ele crescerá sobre si mesmo ante o nome de São Crispim. Aquele que sobreviver a este dia e chegar à velhice, cada ano, na véspera desta festa, convidará os amigos e lhes dirá: "Amanhã é dia de São Crispim". E então, arregaçando as mangas, ao mostrar-lhes as cicatrizes, dirá: "Recebi estas feridas no dia de São Crispim."Os velhos esquecerão; mas, aqueles que não esquecem tudo, lembrar-se-ão todavia, com satisfação, das proezas que levaram a cabo neste dia. E então os nossos nomes serão tão familiares nas suas bocas como os nomes dos seus parentes: o rei Harry, Bedford, Exeter, Warwick e Talbot, Salisbury e Gloucester serão ressuscitados pela recordação viva e saudados com o tilintar dos copos. O bom homem ensinará esta história ao seu filho, e desde este dia até o fim do mundo, a festa de São Crispim e Crispiano nunca chegará sem que venha associada à nossa recordação, à lembrança do nosso pequeno exército, do nosso bando de irmãos; porque aquele que verter hoje o seu sangue comigo, por muito vil que seja, será meu irmão, esta jornada enobrecerá sua condição e os cavaleiros que permanecem agora no leito em Inglaterra considerar-se-ão como malditos por não estarem aqui, e sentirão a sua nobreza diminuída quando ouvirem falar daqueles que combateram convosco no dia de São Crispim."

13 fevereiro 2009

breakdown


Breakdown

Let me hear it now

Breakdown

Let me hear it now

YeahBreakdown

Let me hear it now

Breakdown

Let me hear it now

Get down with yo' bad self

Alright

Guns N' Roses


Não, essa não é uma definição precisa, exata, apenas serve [ela, a expressão] como referência para o episódio, dores abdominais, a mão espalmada sobre o foco da dor, cabeça no volante e um estampido, seguido de uma sequência de abarroamentos, felizmente, ninguem saiu machucado e o prejuizo atende por conta bancária sem fundos, mas essa ja é uma companheira mais persistente, enfim, pode-se atribuir ao acaso a velocidade de trinta quilômetros ou menos, mas na realidade a sinaleira induziu o freio que por inércia potencializou a força das batidas, efeito dominó, seria também uma boa analogia, apesar da crise gástrica, é impossível não lembrar da outra crise, mais séria e com um percurso de quebras com vítimas em maior número e, algumas, fatais, no meu caso, voltando ao umbigo, fonte e origem de quase tudo na vida, o entendimento da sequência ainda depende de uma memória capenga, mesmo sem perceber, sabe-se a sequência e a causa provável, o que, voltando a outra crise, nos obriga denunciar todos keynesianismos, principalmente aqueles acompanhados de política monetária frouxa, ambos, serão incapazes de deter o breakdown e potencializarão o efeito da crise, ou da batida, no meu caso....

09 fevereiro 2009

os paradoxos e suas crises

Empresas vão sofrer uma acentuada queda nas suas receitas, negócios vão ser interrompidos, o volume das vendas sofrerá uma redução drástica. O impacto social desses fatos é imediato: queda do emprego e da renda, atingindo principalmente as famílias de mais baixa renda. Nessas circunstancias, o que você faria?
Essa é a lógica dos desdobramentos da crise e que tem um impacto direto na sociedade e na contabilidade empresarial. Nessas condições, do ponto de vista das empresas, seria melhor segurar despesas, arrumar a casa, aumentar a eficiência e cortar gorduras. O setor público, aparentemente, segue uma lógica um pouco distinta, afinal é tentador pensar que Estados não quebram inteiramente, ao contrario das empresas, que, se não honram seus compromissos, podem ir a bancarrota, essa é a sua lógica.
Contudo, essas diferenças são menos reais do que imaginamos. Ao endividarem-se os governos acabam comprometendo gerações futuras, pois o financiamento da divida será feito através de novos impostos, pressão inflacionaria, aumento de juros ou uma combinação desses três fenômenos. Ao promover gastos irreais para as receitas os estados acabam por cobrar a conta da sociedade como um todo e da iniciativa privada em particular o que pode retardar a recuperação do emprego, da renda e das empresas em crise. Infelizmente, a pergunta incial continua valendo, como resolver a crise de confiança nos mercados sem algum deus ex-machina?

01 fevereiro 2009

Leituras



"in single-person decisions, greater freedom of action can never hurt. But in games, it can hurt because its existence can influence other player´s actions." (p. 43)

30 janeiro 2009

Estratégia de polinização




•“as vespas cultivam as flores para seus propósitos e as flores domesticam as vespas para os propósitos delas. Os participantes não estão agindo pelo bem do ciclo, eles estão no ciclo pelo seu próprio bem.
•Mutualismo natural: flores em benefício de vespas, vespas em benefício de flores.
Qual o verdadeiro significado do “em benefício”?
Resposta: DNA Richard Dawkins (2003, p. 288)




28 janeiro 2009

portoalegre-se


a imagem é no mínimo insólita, um jornalista aboleta-se em sua suposta mesa de trabalho e retira da caixa mágica essa infeliz manchete, e pensar que esse mesmo jornalismo, percorre o lugar comum e defende ou articula idéias sobre economia, filosofia moral e o papel do estado na economia. Episódios como esse reanimam a idéia de um novo teste para desenvolvimento econômico, testar a relacao entre indicadores sociais e o numero de jornais importantes no ambiente local. Certamente, o rio grande e minas nao passariam facilmente no teste .

25 janeiro 2009

o tio subindo a encosta

até mesmo o fardo alheio das frutas colhidas na feira, não permite esquecer o diálogo pagão, porque subsistes se não acordas na hora marcada e esqueces as datas em que publicas a tua assinatura? vertestes, com teus adocicados sonhos, uma tromba dágua, tépida como a água que jorra, insesantemente, ao pé da colina. Como não esquecer o compromisso com os papéis empilhados na mesa de trabalho, quando o sol e o descampado montam atalaia no verão?


24 janeiro 2009

em palavras seria quase impossível


Charge do Neo, by blog do Noblat.

23 janeiro 2009

eu prometo, tu pagas...

Difícil ficar insensível a mais esse anuncio salvacionista, uma empresa pública, raspa o tacho para blindar a economia contra a crise, em tempos de queda do preço do barril, a famosa por seus investimentos gloriosos nas terras alheias, promete aumentar a capacidade de produção. Mesmo o mais ingênuo gestor ficaria atônito com tamanha irresponsabilidade. usar uma estatal para atingir as metas do PAC não é algo que honre a imagem de qualquer governo, agora, não existir nenhum mecanismo de controle que consiga avaliar ou discutir tamanha farra, é assustador, como pode poucos controlar tanto poder com recursos da sociedade e sem um critério objetivo de avaliação da gestão e do uso dos recursos? A continuar nesse ritmo, teremos um retrocesso canônico, sairemos da crise mais pobres, endividados, sem moeda e com uma piora generalizada dos indicadores sociais, e não será por culpa do desemprego ou do desaquecimento global...

17 janeiro 2009

sabaditas




da época da graduação, enquanto preparava o "lanche da noite", via popularissima FM, bons tempos de determinaçao estóica e de leituras, nem tanto.

16 janeiro 2009

ministragens




ministro aplica o golpe da cartilha e abona, livra, sufraga e acolhe réu em primeira instância, atentados a bomba não são tão eficazes na destruição de qualquer sentido básico de civilidade, quanto as vistas grossas e a religiosidade ideológica dessa infeliz opção, não satisfeita a turba, o mandante em chefe assina, aprova, concorda.
(xxx)
ministro propõe o fim do capitalismo ao obrigar empresas a nao demitir, para tanto faz ou induz chantagem com dinheiro público emprestado ou usado, supostamente, via critérios claros, transparentes e inapelavelmente sem cartas marcadas. Ao quebrar um contrato sagrado, pois versa sobre e com dinheiro público e ao propor que as empresas, livres e empreendendoras, que fique claro, obedeçam à tutelagem do planalto, de uma só penada a filosofia moral e a livre iniciativa sao vilipendiadas em manifesto público. Nao vai longe, ainda, na lembraça dos mortais seres que habitam os trópicos, os critérios não tão isentos usados para régia distribuiçao de verbas, cargos e outros atos ministeriais ou ministeriosos.

12 janeiro 2009

da série manchetes alternativas

efeito bumerangue: presidente brasileiro em posicao de desagravo

milicia taliban agride a imprensa livre

100 mil mortes na guerra sem fim

indignação com a guerra do iraque é motivo de chacota na costa do marfim

presidente engraçadinho provoca constrangimentos

casseta e planeta lança novo hit: a sapatada do barbudo

o Sapato era da Ministra





10 janeiro 2009

Aqui jaz

a viagem a Aquiraz no Ceará só ilude quem nao quer ver a realidade, a natureza, generosa e delirantemente bela, turva a visão do viajante, mas, certamente, os efeitos sobre a população local da agressiva ocupação urbana e do total descaso dos governantes com a limpeza pública, pavimentação e coleta do lixo, para ficarmos apenas no que é aparente, não deve ser algo agradável para a vida naquele paraíso. Impiedosamente, casas dos sonhos contrastam com o descaso, uma população simples e sofrida convive com carros de câmbio livre e muitas nacionalidades. Certamente, o problema não está no projeto arquitetônico ou na área construída das belas casas, o que assusta é a não existência de respeito ao espaço público, à via pública, o que pode beneficiar muitos não é prioridade. O doloroso é perceber que esse quadro acaba definhando a economia local, que depende de uma indústria turística sem infra-estrutura e de um comércio de temporada, um real desperdício considerando-se as belas praias, uma temperatura constante na casa dos trinta e sem nenhuma poluição. O resultado não poderia ser outro, a desigualdade aumentou nos últimos vinte anos e a cidade, ocupada às pressas ganhou uma via de acesso de 4 pistas, um roteiro dos sonhos direto do aeroporto para Aquiraz, sem escalas. Saia de casa com os olhos tapados, retire a venda diante das dunas, do mar ou do rio que bordeja as dunas, e não veja a jangada ancorada nas ondas, enquanto jazeias.

29 dezembro 2008

2009

28 dezembro 2008

mundo impossível




nas entrelinhas uma pequena pala da fala oculta, minha cidade não suporta o livre arbítrio, canhestra, sucumbe à fala demagógica da obscura idéia, enquanto isso, na rua dos bares, desenhos tortos são alinhados para, no entanto, resistir, enquanto podem, ao lugar comum, no ano que se aproxima, seremos todos vítimas de velhos demíurgos e suas teorias salvacionistas, veremos estradas obliteradas pela burocracia, vidas postas de lado, sem megafones, os gritos da urgência, sufocados por uma avalanche conservadora, mesmo assim, as perspectivas mudam e a vida escapará, matematicamente, diria o empalhador de lagartos.

Tecnicamente o marcador do tempo não se deixa contaminar por essa onda, segue a perspectiva paradoxal do cubo ao lado, sem poliedros simétricos, seremos vitimizados por uma onda de clichês, os objetos inanimados serão usados contra o contribuinte, mas a vida, essa deusa nosense, seguirá o seu rumo, esperando o fim da tormenta.

23 dezembro 2008

Ainda aquela vertente sonhadora

sonhos

18 dezembro 2008

na casadovivente


no ano colorado, a árvore despeja o tapete vermelho na entrada do prédio, vermelho é o dia, a praça, a rua, a saída para o aeroporto, a vizinha casa, a honorável comunidade que aluga apartamentos no condomínio, o padre da quermesse, os onibus da lotacao, a guarida e o cartão...todos vermelhos de glórias centenárias....

12 dezembro 2008

rio das árvores


no meio das árvores há uma cidade, uma peleja, desigual para a primeira e para o escrevente, corre rumo sem vento, apertado entre blocos, os passaros pousam nas sacadas dos prédios, atônitos e desarvorizados, desenraizados, como o olhar dos que ainda buscam a cidade baixa, ortogonal, vestal e levemente fragmentada, mas povoada de idilios, sons oblíquos e filhos da mae natureza.

07 dezembro 2008

achaques

acabou o campeonato, esse é um momento terminal, acabou, com esse jogo, o ano, todas as referências futuras serão eclipsadas por uma rede de notícias sobre quem vai e quem fica, e sobre como será o plantel da próxima pré-temporada, enquanto isso, os comentaristas vão encontrar as desculpas para o fracasso e as virtudes dos vitoriosos, por aqui, entre nós, a lição é óbvia, é preciso arranjar craques, isso não é suficiente, mas é necessário, times de jogadores esforçados e bem intencionados, operários da bola, não conquistam títulos, mesmo fazendo belas campanhas. Na undécima hora, prevalece o talento a disposição tática para o ataque orquestrado e o toque de bola que surpreende, envolve, empolga e apaixona, na vida, como no campo, pouca coisa se dispõe de pé sem inteligência criativa e sem visão aguda, nada de improvisos ou de marcação cerrada com jogadores desprovidos de habilidade, de técnica e capacidade de criar, esses times sucubem ao seu próprio ambiente e morrem na praia, invariavelmente. Não que um grupo recheado de craques seja um colateral imune a crises, nada é imune a crises, mas essa fórmula de mutiplicador linear e de curto prazo, conviverá sempre com a mediocridade dos empates ou de vitórias sem mérito, somar pontos nao conquista campeonatos quando o adversário sabe jogar.

04 dezembro 2008

me engana, vai...

a falta de um discurso claro só não é maior porque a conveniência permite essas acrobacias verbais, diz-se que esta na pauta, mas eu discordo, afinal sempre fui contra tudo que era novo e interessante para o país e que confrontava interesses corporativos arraigados, nossa agenda conservadora, prefere perdoar dívidas, cometer emprestímos para financiar amizades ideológicas, aumentar a despesa corrente e ampliar o tamanho do estadosquo, nada como uma retórica de aluguel para preservar a corporação, enquanto brinco com o futuro da nação de olho no calendário eleitoral. Tristes trópicos, terra brasilis, que pegou carona no atraso e conforma uma agenda sem méritos e completamente equivocada e cheia de truismos e sofismas, empurra o país para o interior da cratera, sempre a mesma liturgia maniqueista, simplista e de ameaça revolucionária[diz-se de quem aposta no atraso para confirmar suas crenças na beatificação do poder total].

29 novembro 2008

danos




a orla seminua não entende o poeta que observa a flor no cascalho brigando com a sina, viver entre pedras sob a areia da praia. Minas nao sabes onde fica, moras em porto alegre, vives na quimera, sonhas com arvóres centenárias do meio-norte, assim como vítimas da cegueira canibalizam a crise, a estátua inerte sofre danos no meio da noite. A idéia de celebrizar o modernismo com bronze e concreto não encontrou apelo nos anseios do povo, uma por uma, arrancamos a viseira do bardo, para atingir o insólito no calçadão. Deixem o poeta em paz, tolos e bestiais senhores de gravata da câmara baixa.


24 novembro 2008

boa noite

fuga do calendário, assim termina o dia de viagens, reuniões sem objetivo claro, e poucas leituras, tirando-se o blog do leitor único, e as traquinagens do mister obama, que acaba de indicar uma equipe econômica quase continuista, [digo pelo que leio não pelo que sei], ficou a impressão de que o verão vai ser longo e seco e que a corrente humana vai seguir seu destino, inapelavelmente, continuaremos a sofrer com rupturas unilaterais, com a insensatez da oposição, com a insensibilidade dos que partem e com a mímica da autoridade que tenta convencer o pobre consumidor a aumentar sua dívida mesmo sem garantias de renda futura, outro tanto, seria motivo de comemoração as vitórias emblemáticas da oposição na terra dos bolivares, [sempre aparece uma luz nas trevas, mesmo que tênue e esqualida a democracia continua a florescer], já entre nós, só a alegria antecipada com o provável reencontro dos amigos para "quebrar" algumas garrafas de espumantes na rua principal da república dos sonhadores, oxalá, tenha a tal greve terminado, os sinos dobrados e a rua, luminosa e povoada, como sempre, receba a todos sem parcimônias.

21 novembro 2008

cidade real...


18 novembro 2008

esquinas na praça


12 novembro 2008

dos oportunismos


comportamento oportunístico é racional, mas ter senso de oportunidade pode ser sinônimo de empreendedorismo e visão articulada das oportunidades do momento. Nenhuma nem outra são atitudes insensatas, porém devem obedecer a um crivo moral, sem dúvidas, mas todas, a seu modo e a seu tempo, são representativas do momento de crise, como sempre, desgasto-me com essas manifestações, mas reconheço a sua racionalidade, eis uma lista de impropérios:
marx e a crise, os fundamentos já estavam no capital
keynes ressurge com impeto e forca
obama e o new deal, o importante é nao cometer o mesmo erro de F.D.R e gastar estupendamente mais no curto prazo
desensolvimentismo no Brasil: 1930-2008(sic)
o mercado não é eficiente como já dizia Aglieta, o Estado, ah!!! o ESTADO!
a crise é a pá de cal nas reformas neoliberais da década de noventa
o declínio do império americano- 19- remake
blábláblá....

08 novembro 2008

improvisos


o mestre sem peias esqueceu na "bulé" o chapéu de pescador, rumo incerto trouxe-o até esse esquecimento, mero acaso, insistem as suas cismas, enquanto caminha de volta para casa. No horizonte, uma fuga, uma garganta seca e aspera, uma vontade de sofrer a dor da alegria sem pausas, sem mediações, apenas aquietar as pernas, também doloridas, repousar, enfim, depois de tantos quilometros na estrada, redefinir o alvo, apurar os sentidos para ouvir o grito roco dos quero-queros defendendo a ninhada, nada eufórica essa distração das horas, apenas uma rede a balançar na sacada movida pelos pés que apoiam-se no peitoril, ainda é cedo para o fim da tarde, adormecem os ditongos, poemas esparramados na lembrança, um debater-se sem contas, uma resma de palavras postas de costas para o mar, interior.

05 novembro 2008

Liberal


"na realidade, como sabemos, tudo é sempre muito diferente." (Sebald)
O antiamericanismo acaba de sofrer um golpe terminal, regojizo-me com a democracia, a máquina velha emperrou na hora da eleição, mas funcionou plenamente durante 50 anos initerruptos. O sinal claro das urnas: chega de intolerâncias e discursos radicais, o centro agora é, além de plural, multiracial, e emblematicamente livre, parabéns aos democratas, e ao povo americano, sim, nós podemos acreditar nos arranjos humanos.

03 novembro 2008

a visita


a motivação para mais uma feira do livro, apesar de muitas voltas e muitos livros, nao se confirmou, atende por Sebald, mas poderia apenas compor o balaio de qualquer sebo ou livraria, o motivo, é o que menos importa afinal é mais um livro que será lido, relido e comentado com os demais, mas tem sido assim, um desejo inesperado por um livro qualquer e lá vamos nós, descumprir a promessa de nunca mais visitar, etc, também como sempre, acabamos comprando o livro que nao procuravamos, no caso, a compra, ou seria autocompra, se justifica, porque é mais uma obra do breviário do escrevente, um artigo, num livro de autores, organizado pelo Paiva e publicado pela edunisc, acertou quem palpitou que lá vem mais um artigo sobre convergência com cadeias de markov, a novidade é a competência do co-autor, que empregou diligência e método nessa empresa, aliás a tarde e noite de autografos será nessa quarta de olho na bombaneira, irei à praça, pela segunda vez no terceiro dia feira.







02 novembro 2008

livro das citações


"intervenções do Estado no domínio econômico [tudo entre aspas] têm mais chances de funcionar quando feitas por gente que acredita em mercados e vê a intervenção como exceção, não como regra." Gustavo Franco.

"a economia de mercado tem mil anos de serviços prestados ao passo que os experimentos sob os auspícios de Marx, Lênin, Stálin, Fidel e Chávez, são nada menos que trágicos." Paul Samuelson, by Gustavo Franco.

"a heterodoxia econômica aproveita-se da confusão para sair do armário. Pior para o contribuinte." Carlos Eduardo Soares Gonçalves(CESG).
"não há evidência empírica robusta de que maiores gastos do governo tragam alento à atividade econômica no caso de economias em desenvolvimento e com nível de endividamento não trivial"(CESG)
"Em resumo, o choque externo reverteu as condições que permitiam o crescimento rápido da demanda doméstica com efeitos inflacionários mitigados (não eliminados) pela disponibilidade de importações. Insistir em manter a demanda doméstica acelerada só há de trazer mais depreciação cambial e inflação." Alexandre Schwartsman
"na prática, se os consumidores cortassem gastos, o Fed responderia reduzindo os juros, o que ajudaria a evitar a recessão e levaria a um aumento no investimento. Então, a virtude é virtude [o ato de aumentar a poupança por parte dos consumidores], salvo se o Fed não conseguir impedir a queda nos gastos do consumidor." Krugman


01 novembro 2008

oportunidades reais

base angular, sobrepeso na conta de chegada, uma leve carga na algibeira, um destino a mais, sem vaga-lumes na noite das apostas, sempterno, sombrio é praia, mesmo corte lateral, vigas mestras do classico enredo, nostalgia da mediúnica previsão, todos "santos guerreiros contra o dragão da maldade", citas, mas não acertas, erras por ideologias mortas, por passagens obscuras de livros idem, porventura, ousas pensar em outras possibilidades??? Na feira livre os livros repousam nas caixas de papelão, enquanto isso, a cidade dos holofotes repisa as suas tradições, ocas midias reprisam o teatro das pandorgas, mesmas falas em chavões, lugares comuns, clichês surrados na festa dos sebos, sem graça os passáros abandonam as arvóres à própria sorte, com medo da cidade vazia de livros e de idéias, a mesma crise, com a mesma sugestão de respostas dos manuais agastados pelo tempo, reproduzem idéias mortas do século das dores, sem dissimular o regojizo e a felicidade com a mesmice, velharia velhaca, apenas, implora-se, deixem os livros em paz, desocupem a praça e esqueçam a letra dos inocentes pombos da alfândega....

31 outubro 2008

o mote

minha terra tem lula-las a matrequear
as marolas que aqui marolam
nao marolam como lá
nosso bacen tem mais reservas
nossos bancos mais favores
nossos favores tem mais estado
nosso estado mau gestores
minha crise tem sabores que tais
nao encontro por lá
minha terra tem lulas a matrequear
tem campeao no quinto lugar
nao permita deus que o ministro volte a falar
que o belluzo seja vulgar nem que o mundo empac
sem medida provisória para imolar
nao permita deus que a crise venha a marolar.

27 outubro 2008

ladainha

na avenida ampla, iluminarias sem vida nao permitem uma perspectiva clara, tropego o ilusionista sonhava com a vitória da tolerância, baratas ocupavam o banco da praça, naquela cidade dos horrores, bolsas despencam, enquanto a autoridade anuncia que nao estatiza banco ocupado por baratas, sofregas e tontas, elas, as baratas, suportam a desdita com a honra de quem sabe espocar uma bolha, trafegar entre escombros e compor uma nota na atadocopom, sem rimas, pavor na noite dos alertas, esboce um silencio senhor ministro em nome do bom senso e por amor dos esmeros.

26 outubro 2008

uma dica para as próximas horas....
http://http://www.youtube.com/watch?v=nJs0kEsQOcA

25 outubro 2008

decisão

antes de apertar o botão confira e confirma, perambule pela tabela de pontos ganhos, consulte a velha consciência, se alguma houver, dados os números de ontem, temos uma leve impressão de fato consumado, os que vêm correndo por fora, precisam dispor de um tropeço do líder, o que significa muito num campeonato de pontos corridos, a julgar pela sorte que acompanha o nosso arquirival, teremos que aguentar a chacrinha até conseguirmos definir o próximo técnico, enfim, ano perdido, e sem glórias, agora resta-nos apurar os votos, fazer contas e esperar o próximo campeonato, mesmo sem graça, a analogia futebol-política, é melhor do que a vida real, algo de novo, só na virada da década...

21 outubro 2008

temporais

o ultimo sinal, nada que queiras administrar, uma falta vernacular na encosta, uma mesa sem cuidados especiais, apenas uma longa fila, teoria das filas, diria o anotador de motivos, para nao querer saber porques, expressoes em desuso, midiatica campanha, virtual, mas sem o sal da terra, o convivio com as pessoas que justificam a noite dos amores, a vela engasga na outra encosta, turvas aguas, chuvas de dias, vida que segue as curvas em volta da lagoa, a ilha posta a prova ao norte, mirante que nao alcancas...viagens sem voltas, passeias, enquanto as nuvens desabam na ilha.

20 outubro 2008

a volta...

sempre arrumamos uma, [volta] agora mesmo, todos os velhos e surrados manuais de quiromancia e magia, oculta e profana, saem do cadafalso onde jaziam, para a velha arenga, eu sabia, dizem eles, ja estava la em descapita, paragrafo 15, versiculo 22, capitulo nono da primitiva e verborragica obra, só na quermesse que o intelectual usa a suposta teoria para derrubar a hipotese da eficiencia do mercado, em 2532 caracteres o documento famélico, idiotia consagrada, empulhação nostalgica, sem escrupulos.
Noutro tanto, continua a indefinicao, ajuste fiscal ou expansao monetária com politicas de gastos compensatórios, isso parece a via lactea, sempre o mesmo formato, em toda esfera, multiplicas para estimular a efetiva demanda, nada mais simples, nada mais inocuo, ao final, perderas os anéis e os dedos, sem meio de troca, provocará a fome dos que querias proteger, mas como ages em nome do deus ex-machina, nem cogitas em poupar, segurar a empresa eleitoreira e avisar aos mortais que teremos dias dificeis em prestacoes. Nesses tempos de incertezas tantas, como é suave a estocástica equação e o caminho de guermantes, numa terra prestes a viver sua verdadeira hora, nada demais para os menos tolos, mas um intenso desespero para quem sonha com uma vida melhor para todos.

15 outubro 2008

a deus...

em mais um dia de pânico o presidente recomenda a real desvalorização como antidoto, enquanto o diretor daquela outra equipe, alega perseguição do conselho disciplinar da confederação para uma, pouco provável até aqui, não conquista do título, na hora da fuga para realidade os presidentes agem como bartatas tontas, seguem o instinto de sobrevivência ou tentam um contato sobre-humano com as massas, uma virtude há nessa história, querer sempre a crista da onda sem ter que apelar para uma impensável autocrítica, a culpa sempre será do bush ou de qualquer outro fdp da cbf, nunca da minhas circunstâncias, afinal eu sou 80% deus ou mais, e fiz o que ninguém mais fez...a tristeza do escrevinhador com as ameaças do futuro só não superam os trilhões de euros ou dólares porque esses meios de troca não são reais, a bolha assassina, pariu os anos de glória do assistencialismo corrupto e conservador, agora, o ego inflado murcha enquanto a decrepta bolsa interrompe a queda, abruptamente. Sem chamegos com os ritos da corte, sabe-se muito pouco dos espólios e das reservas, ou das medidas iliquidas que estimulam a liquidez do sistema, empresa inglória que caminha para falência...

13 outubro 2008

um dia engraçado...

com essa singela frase, Krugman comentou o seu prêmio, não é qualquer prêmio, é o Nobel em economia de 2008. Sinceramente, acho que já era merecedor, e não exatamente pelo trabalho em comercio internaiconal, acho que a nvoa geografia economica que combina bifurcacoes, retornos crescentes e concorrencia imperfeita para explicar padroes de fractals para as aglomeracoes da atividade economica no planeta sao muito mais intuitivos e significativos e podem sim, mudar o olhar sobre o mundo, e redesenhar a forma como vamos construir politicas públicas nos proximos tempos. Economias de fundo de quintal nao perduram, economias fechadas nao sao boas formas de alcocar bens e atividades e o padrao é concentracao e nao dispersao, e isso é fundamental para construir uma sociedade mais equilibrada e prospera, quase impossivel mesmo é explicar isso para uma cabeca keynesiana e que ainda acredita no modelo substitutivo....

09 outubro 2008

a irresístivel cor

em tempos de crise o ideólogo de plantão só consegue registrar o que favorece a sua crença, olha para as nuvens e ver, antever, o fim do capitalismo e a mudança de paradigma, como confirmação da sua temerária ilusão, cita a biblia e outras peças sagradas da liturgia obreira e tenaz de sua religião. Mesmo sendo, reconhecidamente, precários e limitados, não tem escrupúlos em usar seus modelos teóricos para comemorar a crise, porque isso justificaria uma interpretação parcial e equivocada da realidade. Exigir bom senso e humildade para quem se considera salvador do mundo e que ver na prática messiânica a licença para matar, prender, corromper e evocar poderes eternos sobre a turba, seria uma ilusão tão grave quanto os diagnósticos de fim dos tempos que temos visto na província, mas fica o registro, são torpes e notadamente insuficientes esses diagnósticos oportunistas e meramente ideológicos. Reconheço também que vale o mesmo para a outra parte, supor que o sistema é aberto e que isso por si só, garantirá uma saída indolor da crise de confiança é também fazer uma aposta meramente ideológica. è necessário sim uma ação coordenada dos bcs e uma mudança profunda no marco regulatório e evitar que a tormenta vire uma crise sistêmica global....

03 outubro 2008

crises e analogias, diz que tem uma...

depois de 13 rodadas na primeira posicao o referido time perde de forma humilhante para o grande rival, fica pra tras na tabela e ainda revela todos os seus pontos fracos: plantel limitado, técnico obtuso, defesa em linha, goleiro inseguro e atacantes previsíveis, sonolentos e pesados. Sem craques, sem esquema e sem lampejos de criatividade, chegou até aqui, porque a conjuntura era favorável e seguindo a mesmissima cartilha: métodos surrados de endividamento, crescimento do grupo de jogadores convencionais, obscuros e sem valor no mercado, mercado aliás, que foi sempre odiado e questionado, agora, a antecipada e previsivel crise, confirma o diagnóstico, folha de pagamentos abusivas e sem criterios de mérito, técnico com práticas do século passado, patrimonialismo messiânico e vestuário eivado de lugar comum, conformam mais um fracasso, mais uma campanha sem glórias, mais uma etapa perdida...

23 setembro 2008

"Nao existe mais Rock and Roll meio nonsense."

a pedra, solitária, rodopia no terreno escarpado, como uma libertina, revive a algazarra da época da cheia, uma repetida e arriscada travessia, sem meio-termo, sem complacências ou acordos cerimoniosos para preservar a imagem ilibada, não faça, pensou a outra pedra, desse bólido uma diatribe, uma cornucópia da língua pátria, cavernosa na cabeça oca, para fortalecer a intransigência ou as idéias bobas e torpes, segure o avaté, repique o atabaque, mas não ponha na mesma sopa os nutrientes do vinagre e da massa, seja consciente da sua intangibilidade e da sua incapacidade virtual de por a bom termo os que seguram a bolsa como quem protege o patrimônio, outra hora se alevanta, de outra ordem, sem chavões ou palavras de ordem, apenas silenciosamente firme, em princípios e práticas, mesmo que a infeliz escolha da primeva pedra, precipite abismos...

22 setembro 2008

o interventor de mobongo

carrancudo e sem alças, esse indivíduo que é amigo do dono do espólio, nao entende nada da tarefa para qual foi imposto, não sabe o que é livre arbitrio, nunca se olhou no espelho com medo de provocar rachaduras, a única coisa que leu na vida foi um manual de guerrilha com sérios erros de concordância, mas acredita que, ao suplantar o contrato feito pela maioria e assumir o maior cargo da comunidade local e que, portanto, pertence à comunidade, está fazendo justica com as próprias mãos, algo na linha, eu posso eu arrebento. Sem peias, segue as ordens do inopinado e patético gás mostarda, o aparelho da revolucao e a vida das idéias mortas, mas nao pertence ao grupo dos seres civilizados que ainda respeitam a voz da maioria e os contratos que elas assinam, fratricida sem vergonhas, só braveja bordões surrados....

18 setembro 2008

senso de oportunidade


As manchetes improváveis ou porque não trilhamos a prosperidade:
1. Afunda Brasil: presidente megalomano não percebe a crise e inaugura mais uma estatal
2. Estatal do petroleo adere a campanha e lança plataforma dos candidatos no sul do país.
3. A modernidade: 30 anos depois o Estado brasileiro retoma do rumo do desenvolvimento.
4. Estaleiro improvisado não sabe quanto gastou na nova plataforma da agência do petróleo
5. Gastança, transparência e comicio: a ilha do baile fiscal fica no Rio Grande.
6. Não aprendemos com os erros do passado: em dia melancólico governo brasileiro comete suicidio fiscal em nome de um modelo de estado ultrapassado.
7. Assim como durante a segunda crise do petróleo, o pac aposta no mesmo equivoco do II pnd.
8.Espumante da estatal do vinho celebra e batiza a novissima política econômica: sem mercado o barco está a deriva.

12 setembro 2008

harmonia...amônia, quase anônima

o professor vai ao piquete, atravessa a poça d´agua em cima de uma estaca de madeira de lei, ruas sem numero, escuras e em lamas, uma certa dose ácida de urina animal no ar, frio e chuva no caminho, ao entrar na cabana de madeira é recebido com a reverência dos humildes, sem empafia, bebe-se cerveja enquanto a harmonia, (ou seria amônia?), do parque começa a tomar forma, lugar nenhum para calar, ouve-se relatos de violência urbana e da precariedade da assistência à mulher agredida que tem que voltar para casa com o mesmo talho na cabeça e com o alentado, porém ainda insatisfatório, boletim de ocorrências na mão, depois de alguns copos e muita carne no espeto corrido, mais um tema amargo com os membros da comunidade local, o professor, cidadão de muitas inequações, já não sabe responder o óbvio...o impressionante é que não consigo lembrar de ter ficado tão à vontade em uma primeira visita...

02 setembro 2008

cúpulas

caiu a cúpula, abin parece que ainda não, mas, fica claro, que não há limites para o destino do pais na mão dos aloprados, a receita, ou melhor, a lista de impropérios é quase infinita, porém sem criatividade alguma, seguem à risca a cartilha do bom burguês, do apedeuta sem costeletas, e da docha em tempo de guerra e paz, a minha sensação é de estupor e tristeza, os ratos nao boiam e o espelho d´agua reflete uma perigosa combinação de mediocridade com arrogância criminosa, uma especie a mais de colarinho branco com extorsão publicamente conduzida.

24 agosto 2008

hakai

no post, o novo criar
nao temes, mesmo que
na tela inteira sejas apenas
digitos sem sombras.
porfias....

21 agosto 2008

A palavra e o uso da palavra...

Não, senhor presidente, http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2132342.xml não é tão simples e pueril como supões, do verbo, achacar os achacados, com impropérios a toda a turba. A quem pensas que enganas???

18 agosto 2008

Adélia....

"Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso,com trovoada e clarões, exatamente como chove agora.Quando se pôde abrir as janelas,as poças tremiam com os últimos pingos.Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema,decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos. Fui buscar os chuchus e estou voltando agora,trinta anos depois. Não encontrei minha mãe. A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha,com sombrinha infantil e coxas à mostra. Meus filhos me repudiaram envergonhados,meu marido ficou triste até a morte,eu fiquei doida no encalço.Só melhoro quando chove." (Dona Doida, por Adelia Prado)

14 agosto 2008

pedregulhos

algumas pedras catadas na areia da praia, mar revolto, vento sul na encosta do alemão, ainda sonha o mesmo sonho, sem sermões, cem servos, uma bela encantada com a rotina na torre sul, vinhos nos cascais, belezas tropicais na ilha de meus nobres recuerdos, carregar pedras sem valor para atender ao meticuloso olhar...

12 agosto 2008

ferias

essa é uma palavra enigmática e que, talvez, nao faca o menor sentido, mas posso afirmar que, hoje é o último desse belo idilio, algo como uma abstração nao observável, assim como o meu mapa de preferências e a forma como eu costumo oderna-lo, essa abstração, mais uma, nao faz jus ao nome, apenas serviu para fazer prescriçõe sobre o que poderia ou não fazer, acabei mergulhando nessa idéia com o idealismo de sempre, com perdão do uso próximo de palavras próximas, como experiência ficou o cansaço profundo e quase peripatético, como uma longa caminhada no calçadão, para lugar nenhum e sempre solitário, apesar da multidão que sempre acompanha esses movimentos humanos sem sentido aparente.

10 agosto 2008

tempos novos

perdido na cidade com o taximentro ligado:
X: alô, oi, diz para o taxista onde é a minha casa, viu?
Y: eu nao estou entendendo, cê ta perdido?
X: eu nao sei onde eu moro, que cidade é essa mesmo? Diz pra ele onde fica a casa da minha mae...Eu sei onde fica o inicio, irgh, mas to achando essa quadra muito redonda, porque ja passamos por aqui umas 10 vezes...

Ligar o taximentro e fazer uma corrida, hoje em dia, é até engracado, se a chamada nao fosse a cobrar e interestadual, a piada seria irresistível, mesmo assim, é melhor ser acordado assim, aos risos, do que por uma voz lugubre de alguma emergência hospitalar...