a viagem a Aquiraz no Ceará só ilude quem nao quer ver a realidade, a natureza, generosa e delirantemente bela, turva a visão do viajante, mas, certamente, os efeitos sobre a população local da agressiva ocupação urbana e do total descaso dos governantes com a limpeza pública, pavimentação e coleta do lixo, para ficarmos apenas no que é aparente, não deve ser algo agradável para a vida naquele paraíso. Impiedosamente, casas dos sonhos contrastam com o descaso, uma população simples e sofrida convive com carros de câmbio livre e muitas nacionalidades. Certamente, o problema não está no projeto arquitetônico ou na área construída das belas casas, o que assusta é a não existência de respeito ao espaço público, à via pública, o que pode beneficiar muitos não é prioridade. O doloroso é perceber que esse quadro acaba definhando a economia local, que depende de uma indústria turística sem infra-estrutura e de um comércio de temporada, um real desperdício considerando-se as belas praias, uma temperatura constante na casa dos trinta e sem nenhuma poluição. O resultado não poderia ser outro, a desigualdade aumentou nos últimos vinte anos e a cidade, ocupada às pressas ganhou uma via de acesso de 4 pistas, um roteiro dos sonhos direto do aeroporto para Aquiraz, sem escalas. Saia de casa com os olhos tapados, retire a venda diante das dunas, do mar ou do rio que bordeja as dunas, e não veja a jangada ancorada nas ondas, enquanto jazeias.
10 janeiro 2009
Aqui jaz
a viagem a Aquiraz no Ceará só ilude quem nao quer ver a realidade, a natureza, generosa e delirantemente bela, turva a visão do viajante, mas, certamente, os efeitos sobre a população local da agressiva ocupação urbana e do total descaso dos governantes com a limpeza pública, pavimentação e coleta do lixo, para ficarmos apenas no que é aparente, não deve ser algo agradável para a vida naquele paraíso. Impiedosamente, casas dos sonhos contrastam com o descaso, uma população simples e sofrida convive com carros de câmbio livre e muitas nacionalidades. Certamente, o problema não está no projeto arquitetônico ou na área construída das belas casas, o que assusta é a não existência de respeito ao espaço público, à via pública, o que pode beneficiar muitos não é prioridade. O doloroso é perceber que esse quadro acaba definhando a economia local, que depende de uma indústria turística sem infra-estrutura e de um comércio de temporada, um real desperdício considerando-se as belas praias, uma temperatura constante na casa dos trinta e sem nenhuma poluição. O resultado não poderia ser outro, a desigualdade aumentou nos últimos vinte anos e a cidade, ocupada às pressas ganhou uma via de acesso de 4 pistas, um roteiro dos sonhos direto do aeroporto para Aquiraz, sem escalas. Saia de casa com os olhos tapados, retire a venda diante das dunas, do mar ou do rio que bordeja as dunas, e não veja a jangada ancorada nas ondas, enquanto jazeias.
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férias,
ou porque ainda não amadurecemos.
29 dezembro 2008
28 dezembro 2008
mundo impossível


nas entrelinhas uma pequena pala da fala oculta, minha cidade não suporta o livre arbítrio, canhestra, sucumbe à fala demagógica da obscura idéia, enquanto isso, na rua dos bares, desenhos tortos são alinhados para, no entanto, resistir, enquanto podem, ao lugar comum, no ano que se aproxima, seremos todos vítimas de velhos demíurgos e suas teorias salvacionistas, veremos estradas obliteradas pela burocracia, vidas postas de lado, sem megafones, os gritos da urgência, sufocados por uma avalanche conservadora, mesmo assim, as perspectivas mudam e a vida escapará, matematicamente, diria o empalhador de lagartos.
Tecnicamente o marcador do tempo não se deixa contaminar por essa onda, segue a perspectiva paradoxal do cubo ao lado, sem poliedros simétricos, seremos vitimizados por uma onda de clichês, os objetos inanimados serão usados contra o contribuinte, mas a vida, essa deusa nosense, seguirá o seu rumo, esperando o fim da tormenta.
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Escher
23 dezembro 2008
18 dezembro 2008
na casadovivente

no ano colorado, a árvore despeja o tapete vermelho na entrada do prédio, vermelho é o dia, a praça, a rua, a saída para o aeroporto, a vizinha casa, a honorável comunidade que aluga apartamentos no condomínio, o padre da quermesse, os onibus da lotacao, a guarida e o cartão...todos vermelhos de glórias centenárias....
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arvórecolorada
12 dezembro 2008
rio das árvores

no meio das árvores há uma cidade, uma peleja, desigual para a primeira e para o escrevente, corre rumo sem vento, apertado entre blocos, os passaros pousam nas sacadas dos prédios, atônitos e desarvorizados, desenraizados, como o olhar dos que ainda buscam a cidade baixa, ortogonal, vestal e levemente fragmentada, mas povoada de idilios, sons oblíquos e filhos da mae natureza.
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passeios
07 dezembro 2008
achaques
acabou o campeonato, esse é um momento terminal, acabou, com esse jogo, o ano, todas as referências futuras serão eclipsadas por uma rede de notícias sobre quem vai e quem fica, e sobre como será o plantel da próxima pré-temporada, enquanto isso, os comentaristas vão encontrar as desculpas para o fracasso e as virtudes dos vitoriosos, por aqui, entre nós, a lição é óbvia, é preciso arranjar craques, isso não é suficiente, mas é necessário, times de jogadores esforçados e bem intencionados, operários da bola, não conquistam títulos, mesmo fazendo belas campanhas. Na undécima hora, prevalece o talento a disposição tática para o ataque orquestrado e o toque de bola que surpreende, envolve, empolga e apaixona, na vida, como no campo, pouca coisa se dispõe de pé sem inteligência criativa e sem visão aguda, nada de improvisos ou de marcação cerrada com jogadores desprovidos de habilidade, de técnica e capacidade de criar, esses times sucubem ao seu próprio ambiente e morrem na praia, invariavelmente. Não que um grupo recheado de craques seja um colateral imune a crises, nada é imune a crises, mas essa fórmula de mutiplicador linear e de curto prazo, conviverá sempre com a mediocridade dos empates ou de vitórias sem mérito, somar pontos nao conquista campeonatos quando o adversário sabe jogar.
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lições da domingueira.
04 dezembro 2008
me engana, vai...
a falta de um discurso claro só não é maior porque a conveniência permite essas acrobacias verbais, diz-se que esta na pauta, mas eu discordo, afinal sempre fui contra tudo que era novo e interessante para o país e que confrontava interesses corporativos arraigados, nossa agenda conservadora, prefere perdoar dívidas, cometer emprestímos para financiar amizades ideológicas, aumentar a despesa corrente e ampliar o tamanho do estadosquo, nada como uma retórica de aluguel para preservar a corporação, enquanto brinco com o futuro da nação de olho no calendário eleitoral. Tristes trópicos, terra brasilis, que pegou carona no atraso e conforma uma agenda sem méritos e completamente equivocada e cheia de truismos e sofismas, empurra o país para o interior da cratera, sempre a mesma liturgia maniqueista, simplista e de ameaça revolucionária[diz-se de quem aposta no atraso para confirmar suas crenças na beatificação do poder total].
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mesmices
29 novembro 2008
danos

a orla seminua não entende o poeta que observa a flor no cascalho brigando com a sina, viver entre pedras sob a areia da praia. Minas nao sabes onde fica, moras em porto alegre, vives na quimera, sonhas com arvóres centenárias do meio-norte, assim como vítimas da cegueira canibalizam a crise, a estátua inerte sofre danos no meio da noite. A idéia de celebrizar o modernismo com bronze e concreto não encontrou apelo nos anseios do povo, uma por uma, arrancamos a viseira do bardo, para atingir o insólito no calçadão. Deixem o poeta em paz, tolos e bestiais senhores de gravata da câmara baixa.
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brasilidades
24 novembro 2008
boa noite
fuga do calendário, assim termina o dia de viagens, reuniões sem objetivo claro, e poucas leituras, tirando-se o blog do leitor único, e as traquinagens do mister obama, que acaba de indicar uma equipe econômica quase continuista, [digo pelo que leio não pelo que sei], ficou a impressão de que o verão vai ser longo e seco e que a corrente humana vai seguir seu destino, inapelavelmente, continuaremos a sofrer com rupturas unilaterais, com a insensatez da oposição, com a insensibilidade dos que partem e com a mímica da autoridade que tenta convencer o pobre consumidor a aumentar sua dívida mesmo sem garantias de renda futura, outro tanto, seria motivo de comemoração as vitórias emblemáticas da oposição na terra dos bolivares, [sempre aparece uma luz nas trevas, mesmo que tênue e esqualida a democracia continua a florescer], já entre nós, só a alegria antecipada com o provável reencontro dos amigos para "quebrar" algumas garrafas de espumantes na rua principal da república dos sonhadores, oxalá, tenha a tal greve terminado, os sinos dobrados e a rua, luminosa e povoada, como sempre, receba a todos sem parcimônias.
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ensimesmo
21 novembro 2008
18 novembro 2008
12 novembro 2008
dos oportunismos

comportamento oportunístico é racional, mas ter senso de oportunidade pode ser sinônimo de empreendedorismo e visão articulada das oportunidades do momento. Nenhuma nem outra são atitudes insensatas, porém devem obedecer a um crivo moral, sem dúvidas, mas todas, a seu modo e a seu tempo, são representativas do momento de crise, como sempre, desgasto-me com essas manifestações, mas reconheço a sua racionalidade, eis uma lista de impropérios:
marx e a crise, os fundamentos já estavam no capital
keynes ressurge com impeto e forca
obama e o new deal, o importante é nao cometer o mesmo erro de F.D.R e gastar estupendamente mais no curto prazo
desensolvimentismo no Brasil: 1930-2008(sic)
o mercado não é eficiente como já dizia Aglieta, o Estado, ah!!! o ESTADO!
a crise é a pá de cal nas reformas neoliberais da década de noventa
o declínio do império americano- 19- remake
blábláblá....
marx e a crise, os fundamentos já estavam no capital
keynes ressurge com impeto e forca
obama e o new deal, o importante é nao cometer o mesmo erro de F.D.R e gastar estupendamente mais no curto prazo
desensolvimentismo no Brasil: 1930-2008(sic)
o mercado não é eficiente como já dizia Aglieta, o Estado, ah!!! o ESTADO!
a crise é a pá de cal nas reformas neoliberais da década de noventa
o declínio do império americano- 19- remake
blábláblá....
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tagarelices
08 novembro 2008
improvisos

o mestre sem peias esqueceu na "bulé" o chapéu de pescador, rumo incerto trouxe-o até esse esquecimento, mero acaso, insistem as suas cismas, enquanto caminha de volta para casa. No horizonte, uma fuga, uma garganta seca e aspera, uma vontade de sofrer a dor da alegria sem pausas, sem mediações, apenas aquietar as pernas, também doloridas, repousar, enfim, depois de tantos quilometros na estrada, redefinir o alvo, apurar os sentidos para ouvir o grito roco dos quero-queros defendendo a ninhada, nada eufórica essa distração das horas, apenas uma rede a balançar na sacada movida pelos pés que apoiam-se no peitoril, ainda é cedo para o fim da tarde, adormecem os ditongos, poemas esparramados na lembrança, um debater-se sem contas, uma resma de palavras postas de costas para o mar, interior.
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caminhadas
05 novembro 2008
Liberal

"na realidade, como sabemos, tudo é sempre muito diferente." (Sebald)
O antiamericanismo acaba de sofrer um golpe terminal, regojizo-me com a democracia, a máquina velha emperrou na hora da eleição, mas funcionou plenamente durante 50 anos initerruptos. O sinal claro das urnas: chega de intolerâncias e discursos radicais, o centro agora é, além de plural, multiracial, e emblematicamente livre, parabéns aos democratas, e ao povo americano, sim, nós podemos acreditar nos arranjos humanos.
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Ihaveadream...
03 novembro 2008
a visita

a motivação para mais uma feira do livro, apesar de muitas voltas e muitos livros, nao se confirmou, atende por Sebald, mas poderia apenas compor o balaio de qualquer sebo ou livraria, o motivo, é o que menos importa afinal é mais um livro que será lido, relido e comentado com os demais, mas tem sido assim, um desejo inesperado por um livro qualquer e lá vamos nós, descumprir a promessa de nunca mais visitar, etc, também como sempre, acabamos comprando o livro que nao procuravamos, no caso, a compra, ou seria autocompra, se justifica, porque é mais uma obra do breviário do escrevente, um artigo, num livro de autores, organizado pelo Paiva e publicado pela edunisc, acertou quem palpitou que lá vem mais um artigo sobre convergência com cadeias de markov, a novidade é a competência do co-autor, que empregou diligência e método nessa empresa, aliás a tarde e noite de autografos será nessa quarta de olho na bombaneira, irei à praça, pela segunda vez no terceiro dia feira.
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livros e autores
02 novembro 2008
livro das citações

"intervenções do Estado no domínio econômico [tudo entre aspas] têm mais chances de funcionar quando feitas por gente que acredita em mercados e vê a intervenção como exceção, não como regra." Gustavo Franco.
"a economia de mercado tem mil anos de serviços prestados ao passo que os experimentos sob os auspícios de Marx, Lênin, Stálin, Fidel e Chávez, são nada menos que trágicos." Paul Samuelson, by Gustavo Franco.
"a heterodoxia econômica aproveita-se da confusão para sair do armário. Pior para o contribuinte." Carlos Eduardo Soares Gonçalves(CESG).
"não há evidência empírica robusta de que maiores gastos do governo tragam alento à atividade econômica no caso de economias em desenvolvimento e com nível de endividamento não trivial"(CESG)
"Em resumo, o choque externo reverteu as condições que permitiam o crescimento rápido da demanda doméstica com efeitos inflacionários mitigados (não eliminados) pela disponibilidade de importações. Insistir em manter a demanda doméstica acelerada só há de trazer mais depreciação cambial e inflação." Alexandre Schwartsman
"na prática, se os consumidores cortassem gastos, o Fed responderia reduzindo os juros, o que ajudaria a evitar a recessão e levaria a um aumento no investimento. Então, a virtude é virtude [o ato de aumentar a poupança por parte dos consumidores], salvo se o Fed não conseguir impedir a queda nos gastos do consumidor." Krugman
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leituras
01 novembro 2008
oportunidades reais
base angular, sobrepeso na conta de chegada, uma leve carga na algibeira, um destino a mais, sem vaga-lumes na noite das apostas, sempterno, sombrio é praia, mesmo corte lateral, vigas mestras do classico enredo, nostalgia da mediúnica previsão, todos "santos guerreiros contra o dragão da maldade", citas, mas não acertas, erras por ideologias mortas, por passagens obscuras de livros idem, porventura, ousas pensar em outras possibilidades??? Na feira livre os livros repousam nas caixas de papelão, enquanto isso, a cidade dos holofotes repisa as suas tradições, ocas midias reprisam o teatro das pandorgas, mesmas falas em chavões, lugares comuns, clichês surrados na festa dos sebos, sem graça os passáros abandonam as arvóres à própria sorte, com medo da cidade vazia de livros e de idéias, a mesma crise, com a mesma sugestão de respostas dos manuais agastados pelo tempo, reproduzem idéias mortas do século das dores, sem dissimular o regojizo e a felicidade com a mesmice, velharia velhaca, apenas, implora-se, deixem os livros em paz, desocupem a praça e esqueçam a letra dos inocentes pombos da alfândega....
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compadecida,
o ato da
31 outubro 2008
o mote
minha terra tem lula-las a matrequear
as marolas que aqui marolam
nao marolam como lá
nosso bacen tem mais reservas
nossos bancos mais favores
nossos favores tem mais estado
nosso estado mau gestores
minha crise tem sabores que tais
nao encontro por lá
minha terra tem lulas a matrequear
tem campeao no quinto lugar
nao permita deus que o ministro volte a falar
que o belluzo seja vulgar nem que o mundo empac
sem medida provisória para imolar
nao permita deus que a crise venha a marolar.
as marolas que aqui marolam
nao marolam como lá
nosso bacen tem mais reservas
nossos bancos mais favores
nossos favores tem mais estado
nosso estado mau gestores
minha crise tem sabores que tais
nao encontro por lá
minha terra tem lulas a matrequear
tem campeao no quinto lugar
nao permita deus que o ministro volte a falar
que o belluzo seja vulgar nem que o mundo empac
sem medida provisória para imolar
nao permita deus que a crise venha a marolar.
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humor
27 outubro 2008
ladainha
na avenida ampla, iluminarias sem vida nao permitem uma perspectiva clara, tropego o ilusionista sonhava com a vitória da tolerância, baratas ocupavam o banco da praça, naquela cidade dos horrores, bolsas despencam, enquanto a autoridade anuncia que nao estatiza banco ocupado por baratas, sofregas e tontas, elas, as baratas, suportam a desdita com a honra de quem sabe espocar uma bolha, trafegar entre escombros e compor uma nota na atadocopom, sem rimas, pavor na noite dos alertas, esboce um silencio senhor ministro em nome do bom senso e por amor dos esmeros.
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Tolouse-Lautrec
26 outubro 2008
25 outubro 2008
decisão
antes de apertar o botão confira e confirma, perambule pela tabela de pontos ganhos, consulte a velha consciência, se alguma houver, dados os números de ontem, temos uma leve impressão de fato consumado, os que vêm correndo por fora, precisam dispor de um tropeço do líder, o que significa muito num campeonato de pontos corridos, a julgar pela sorte que acompanha o nosso arquirival, teremos que aguentar a chacrinha até conseguirmos definir o próximo técnico, enfim, ano perdido, e sem glórias, agora resta-nos apurar os votos, fazer contas e esperar o próximo campeonato, mesmo sem graça, a analogia futebol-política, é melhor do que a vida real, algo de novo, só na virada da década...
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chuva na domingueira...
21 outubro 2008
temporais
o ultimo sinal, nada que queiras administrar, uma falta vernacular na encosta, uma mesa sem cuidados especiais, apenas uma longa fila, teoria das filas, diria o anotador de motivos, para nao querer saber porques, expressoes em desuso, midiatica campanha, virtual, mas sem o sal da terra, o convivio com as pessoas que justificam a noite dos amores, a vela engasga na outra encosta, turvas aguas, chuvas de dias, vida que segue as curvas em volta da lagoa, a ilha posta a prova ao norte, mirante que nao alcancas...viagens sem voltas, passeias, enquanto as nuvens desabam na ilha.
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apontamentos para uma odisseia
20 outubro 2008
a volta...
sempre arrumamos uma, [volta] agora mesmo, todos os velhos e surrados manuais de quiromancia e magia, oculta e profana, saem do cadafalso onde jaziam, para a velha arenga, eu sabia, dizem eles, ja estava la em descapita, paragrafo 15, versiculo 22, capitulo nono da primitiva e verborragica obra, só na quermesse que o intelectual usa a suposta teoria para derrubar a hipotese da eficiencia do mercado, em 2532 caracteres o documento famélico, idiotia consagrada, empulhação nostalgica, sem escrupulos.
Noutro tanto, continua a indefinicao, ajuste fiscal ou expansao monetária com politicas de gastos compensatórios, isso parece a via lactea, sempre o mesmo formato, em toda esfera, multiplicas para estimular a efetiva demanda, nada mais simples, nada mais inocuo, ao final, perderas os anéis e os dedos, sem meio de troca, provocará a fome dos que querias proteger, mas como ages em nome do deus ex-machina, nem cogitas em poupar, segurar a empresa eleitoreira e avisar aos mortais que teremos dias dificeis em prestacoes. Nesses tempos de incertezas tantas, como é suave a estocástica equação e o caminho de guermantes, numa terra prestes a viver sua verdadeira hora, nada demais para os menos tolos, mas um intenso desespero para quem sonha com uma vida melhor para todos.
Noutro tanto, continua a indefinicao, ajuste fiscal ou expansao monetária com politicas de gastos compensatórios, isso parece a via lactea, sempre o mesmo formato, em toda esfera, multiplicas para estimular a efetiva demanda, nada mais simples, nada mais inocuo, ao final, perderas os anéis e os dedos, sem meio de troca, provocará a fome dos que querias proteger, mas como ages em nome do deus ex-machina, nem cogitas em poupar, segurar a empresa eleitoreira e avisar aos mortais que teremos dias dificeis em prestacoes. Nesses tempos de incertezas tantas, como é suave a estocástica equação e o caminho de guermantes, numa terra prestes a viver sua verdadeira hora, nada demais para os menos tolos, mas um intenso desespero para quem sonha com uma vida melhor para todos.
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palavras sem esperanças
15 outubro 2008
a deus...
em mais um dia de pânico o presidente recomenda a real desvalorização como antidoto, enquanto o diretor daquela outra equipe, alega perseguição do conselho disciplinar da confederação para uma, pouco provável até aqui, não conquista do título, na hora da fuga para realidade os presidentes agem como bartatas tontas, seguem o instinto de sobrevivência ou tentam um contato sobre-humano com as massas, uma virtude há nessa história, querer sempre a crista da onda sem ter que apelar para uma impensável autocrítica, a culpa sempre será do bush ou de qualquer outro fdp da cbf, nunca da minhas circunstâncias, afinal eu sou 80% deus ou mais, e fiz o que ninguém mais fez...a tristeza do escrevinhador com as ameaças do futuro só não superam os trilhões de euros ou dólares porque esses meios de troca não são reais, a bolha assassina, pariu os anos de glória do assistencialismo corrupto e conservador, agora, o ego inflado murcha enquanto a decrepta bolsa interrompe a queda, abruptamente. Sem chamegos com os ritos da corte, sabe-se muito pouco dos espólios e das reservas, ou das medidas iliquidas que estimulam a liquidez do sistema, empresa inglória que caminha para falência...
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mataborrão
13 outubro 2008
um dia engraçado...
com essa singela frase, Krugman comentou o seu prêmio, não é qualquer prêmio, é o Nobel em economia de 2008. Sinceramente, acho que já era merecedor, e não exatamente pelo trabalho em comercio internaiconal, acho que a nvoa geografia economica que combina bifurcacoes, retornos crescentes e concorrencia imperfeita para explicar padroes de fractals para as aglomeracoes da atividade economica no planeta sao muito mais intuitivos e significativos e podem sim, mudar o olhar sobre o mundo, e redesenhar a forma como vamos construir politicas públicas nos proximos tempos. Economias de fundo de quintal nao perduram, economias fechadas nao sao boas formas de alcocar bens e atividades e o padrao é concentracao e nao dispersao, e isso é fundamental para construir uma sociedade mais equilibrada e prospera, quase impossivel mesmo é explicar isso para uma cabeca keynesiana e que ainda acredita no modelo substitutivo....
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no buracos negros
09 outubro 2008
a irresístivel cor
em tempos de crise o ideólogo de plantão só consegue registrar o que favorece a sua crença, olha para as nuvens e ver, antever, o fim do capitalismo e a mudança de paradigma, como confirmação da sua temerária ilusão, cita a biblia e outras peças sagradas da liturgia obreira e tenaz de sua religião. Mesmo sendo, reconhecidamente, precários e limitados, não tem escrupúlos em usar seus modelos teóricos para comemorar a crise, porque isso justificaria uma interpretação parcial e equivocada da realidade. Exigir bom senso e humildade para quem se considera salvador do mundo e que ver na prática messiânica a licença para matar, prender, corromper e evocar poderes eternos sobre a turba, seria uma ilusão tão grave quanto os diagnósticos de fim dos tempos que temos visto na província, mas fica o registro, são torpes e notadamente insuficientes esses diagnósticos oportunistas e meramente ideológicos. Reconheço também que vale o mesmo para a outra parte, supor que o sistema é aberto e que isso por si só, garantirá uma saída indolor da crise de confiança é também fazer uma aposta meramente ideológica. è necessário sim uma ação coordenada dos bcs e uma mudança profunda no marco regulatório e evitar que a tormenta vire uma crise sistêmica global....
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religiosidade
03 outubro 2008
crises e analogias, diz que tem uma...
depois de 13 rodadas na primeira posicao o referido time perde de forma humilhante para o grande rival, fica pra tras na tabela e ainda revela todos os seus pontos fracos: plantel limitado, técnico obtuso, defesa em linha, goleiro inseguro e atacantes previsíveis, sonolentos e pesados. Sem craques, sem esquema e sem lampejos de criatividade, chegou até aqui, porque a conjuntura era favorável e seguindo a mesmissima cartilha: métodos surrados de endividamento, crescimento do grupo de jogadores convencionais, obscuros e sem valor no mercado, mercado aliás, que foi sempre odiado e questionado, agora, a antecipada e previsivel crise, confirma o diagnóstico, folha de pagamentos abusivas e sem criterios de mérito, técnico com práticas do século passado, patrimonialismo messiânico e vestuário eivado de lugar comum, conformam mais um fracasso, mais uma campanha sem glórias, mais uma etapa perdida...
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gigantismos
23 setembro 2008
"Nao existe mais Rock and Roll meio nonsense."
a pedra, solitária, rodopia no terreno escarpado, como uma libertina, revive a algazarra da época da cheia, uma repetida e arriscada travessia, sem meio-termo, sem complacências ou acordos cerimoniosos para preservar a imagem ilibada, não faça, pensou a outra pedra, desse bólido uma diatribe, uma cornucópia da língua pátria, cavernosa na cabeça oca, para fortalecer a intransigência ou as idéias bobas e torpes, segure o avaté, repique o atabaque, mas não ponha na mesma sopa os nutrientes do vinagre e da massa, seja consciente da sua intangibilidade e da sua incapacidade virtual de por a bom termo os que seguram a bolsa como quem protege o patrimônio, outra hora se alevanta, de outra ordem, sem chavões ou palavras de ordem, apenas silenciosamente firme, em princípios e práticas, mesmo que a infeliz escolha da primeva pedra, precipite abismos...
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licença prévia
22 setembro 2008
o interventor de mobongo
carrancudo e sem alças, esse indivíduo que é amigo do dono do espólio, nao entende nada da tarefa para qual foi imposto, não sabe o que é livre arbitrio, nunca se olhou no espelho com medo de provocar rachaduras, a única coisa que leu na vida foi um manual de guerrilha com sérios erros de concordância, mas acredita que, ao suplantar o contrato feito pela maioria e assumir o maior cargo da comunidade local e que, portanto, pertence à comunidade, está fazendo justica com as próprias mãos, algo na linha, eu posso eu arrebento. Sem peias, segue as ordens do inopinado e patético gás mostarda, o aparelho da revolucao e a vida das idéias mortas, mas nao pertence ao grupo dos seres civilizados que ainda respeitam a voz da maioria e os contratos que elas assinam, fratricida sem vergonhas, só braveja bordões surrados....
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mobongo
18 setembro 2008
senso de oportunidade

As manchetes improváveis ou porque não trilhamos a prosperidade:
1. Afunda Brasil: presidente megalomano não percebe a crise e inaugura mais uma estatal
2. Estatal do petroleo adere a campanha e lança plataforma dos candidatos no sul do país.
3. A modernidade: 30 anos depois o Estado brasileiro retoma do rumo do desenvolvimento.
4. Estaleiro improvisado não sabe quanto gastou na nova plataforma da agência do petróleo
5. Gastança, transparência e comicio: a ilha do baile fiscal fica no Rio Grande.
6. Não aprendemos com os erros do passado: em dia melancólico governo brasileiro comete suicidio fiscal em nome de um modelo de estado ultrapassado.
7. Assim como durante a segunda crise do petróleo, o pac aposta no mesmo equivoco do II pnd.
8.Espumante da estatal do vinho celebra e batiza a novissima política econômica: sem mercado o barco está a deriva.
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humor
12 setembro 2008
harmonia...amônia, quase anônima
o professor vai ao piquete, atravessa a poça d´agua em cima de uma estaca de madeira de lei, ruas sem numero, escuras e em lamas, uma certa dose ácida de urina animal no ar, frio e chuva no caminho, ao entrar na cabana de madeira é recebido com a reverência dos humildes, sem empafia, bebe-se cerveja enquanto a harmonia, (ou seria amônia?), do parque começa a tomar forma, lugar nenhum para calar, ouve-se relatos de violência urbana e da precariedade da assistência à mulher agredida que tem que voltar para casa com o mesmo talho na cabeça e com o alentado, porém ainda insatisfatório, boletim de ocorrências na mão, depois de alguns copos e muita carne no espeto corrido, mais um tema amargo com os membros da comunidade local, o professor, cidadão de muitas inequações, já não sabe responder o óbvio...o impressionante é que não consigo lembrar de ter ficado tão à vontade em uma primeira visita...
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folhas na primavera
02 setembro 2008
cúpulas
caiu a cúpula, abin parece que ainda não, mas, fica claro, que não há limites para o destino do pais na mão dos aloprados, a receita, ou melhor, a lista de impropérios é quase infinita, porém sem criatividade alguma, seguem à risca a cartilha do bom burguês, do apedeuta sem costeletas, e da docha em tempo de guerra e paz, a minha sensação é de estupor e tristeza, os ratos nao boiam e o espelho d´agua reflete uma perigosa combinação de mediocridade com arrogância criminosa, uma especie a mais de colarinho branco com extorsão publicamente conduzida.
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e campanarios
24 agosto 2008
hakai
no post, o novo criar
nao temes, mesmo que
na tela inteira sejas apenas
digitos sem sombras.
porfias....
nao temes, mesmo que
na tela inteira sejas apenas
digitos sem sombras.
porfias....
21 agosto 2008
A palavra e o uso da palavra...
Não, senhor presidente, http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2132342.xml não é tão simples e pueril como supões, do verbo, achacar os achacados, com impropérios a toda a turba. A quem pensas que enganas???
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falta de educação
18 agosto 2008
Adélia....
"Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso,com trovoada e clarões, exatamente como chove agora.Quando se pôde abrir as janelas,as poças tremiam com os últimos pingos.Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema,decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos. Fui buscar os chuchus e estou voltando agora,trinta anos depois. Não encontrei minha mãe. A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha,com sombrinha infantil e coxas à mostra. Meus filhos me repudiaram envergonhados,meu marido ficou triste até a morte,eu fiquei doida no encalço.Só melhoro quando chove." (Dona Doida, por Adelia Prado)
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poesia mineira,
uai.
14 agosto 2008
pedregulhos
algumas pedras catadas na areia da praia, mar revolto, vento sul na encosta do alemão, ainda sonha o mesmo sonho, sem sermões, cem servos, uma bela encantada com a rotina na torre sul, vinhos nos cascais, belezas tropicais na ilha de meus nobres recuerdos, carregar pedras sem valor para atender ao meticuloso olhar...
12 agosto 2008
ferias
essa é uma palavra enigmática e que, talvez, nao faca o menor sentido, mas posso afirmar que, hoje é o último desse belo idilio, algo como uma abstração nao observável, assim como o meu mapa de preferências e a forma como eu costumo oderna-lo, essa abstração, mais uma, nao faz jus ao nome, apenas serviu para fazer prescriçõe sobre o que poderia ou não fazer, acabei mergulhando nessa idéia com o idealismo de sempre, com perdão do uso próximo de palavras próximas, como experiência ficou o cansaço profundo e quase peripatético, como uma longa caminhada no calçadão, para lugar nenhum e sempre solitário, apesar da multidão que sempre acompanha esses movimentos humanos sem sentido aparente.
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(...)
10 agosto 2008
tempos novos
perdido na cidade com o taximentro ligado:
X: alô, oi, diz para o taxista onde é a minha casa, viu?
Y: eu nao estou entendendo, cê ta perdido?
X: eu nao sei onde eu moro, que cidade é essa mesmo? Diz pra ele onde fica a casa da minha mae...Eu sei onde fica o inicio, irgh, mas to achando essa quadra muito redonda, porque ja passamos por aqui umas 10 vezes...
Ligar o taximentro e fazer uma corrida, hoje em dia, é até engracado, se a chamada nao fosse a cobrar e interestadual, a piada seria irresistível, mesmo assim, é melhor ser acordado assim, aos risos, do que por uma voz lugubre de alguma emergência hospitalar...
X: alô, oi, diz para o taxista onde é a minha casa, viu?
Y: eu nao estou entendendo, cê ta perdido?
X: eu nao sei onde eu moro, que cidade é essa mesmo? Diz pra ele onde fica a casa da minha mae...Eu sei onde fica o inicio, irgh, mas to achando essa quadra muito redonda, porque ja passamos por aqui umas 10 vezes...
Ligar o taximentro e fazer uma corrida, hoje em dia, é até engracado, se a chamada nao fosse a cobrar e interestadual, a piada seria irresistível, mesmo assim, é melhor ser acordado assim, aos risos, do que por uma voz lugubre de alguma emergência hospitalar...
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lei seca
28 julho 2008
27 julho 2008
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J. Vermeer (1642?)
24 julho 2008
para terminar...
"sempre evitei falar de mim,
falar-me. Quis falar de coisas.
mas na seleção dessas coisas
não haverá um falar de mim? (JCMN)
falar-me. Quis falar de coisas.
mas na seleção dessas coisas
não haverá um falar de mim? (JCMN)
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poetasnaomorrem
afundação, em nível...
enquanto, o meu único leitor viaja pelo mundo, aproveito para retomar a lida, nesse momento, o frio ameaça voltar, a tenaz fuga de capitais humanos, mantém sua rotina, seletivamente contemplada, a esplanada nao esquece os seus, o desenho é tragicômico, mas é real, brincas com o impiedoso dragão, depois os eleitores de todas as querências, e do sertão e seu deserto calcário pré-sal, é sabido, perceberao que aumentaras, combustíveis e outras energias não renováveis. O mesmo leitor, pergunta-se porque nao escrever em linha com a politica-econômica, densa em adjetivos, vazia em conteúdo e monotonicamente repetitiva em modelos??? A mão que aumenta juros é a mesma que rasga cheques, ambas, escutam telefonemas alheios, mas nem tanto, deportam delegados e arrumam uma bouquinha para os de longa data. Nesse ritmo, mais uma fuga de capital humano se antecipa, meu leitor único, ficará por lá, lendo jornais sobre a eterna vigília, até quando????
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desterros da terra pequena,
em alexandrinos
13 julho 2008
I presume...
um som na varanda, alguma vigilia, uma leve sensacao de verao na ilha de sao joao, uma tipica e terna vizinhança, enquanto lamentas o empate fora de casa, o imponderável som, repercute nas cordas animicas, alguma nostagia do desamparo, uma dor suspensa na memória, particulas soltas no livro das citações, uma tácita vítima da angústia, pequenos acordes no violão recem encordado, a nota de prestação de contas no leito do rio, uma falta de ar na encosta do morro, a brisa atrasada, compassos densos de um blues clássico, a falta do espelho na sala de visitas, músicas de sempre com recordações sempre imprevisíveis, a casa da música de villa-lobos adora musica renascentista ou o livro de historias da música de otto maria carpeaux (carpô) como diria o dedilhador mágico da varanda, que agora anda pela casa dedilhando a fantasia número 3, bela forma de terminar o domingo ou de começar a semana da vida nova, férias, presume!
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músicalidade
11 julho 2008
ainda os clusters...
uma pergunta sem resposta, como fazer para criá-los ou porque devemos colocá-los na agenda? Normalmente, a visão do senso comum tende a repudiar aglomeracões com palavras de ordem concentradoras, digo, conservadoras, do gênero, odeio tudo que nao entendo e que decorre da ação de mercados livres ou do acaso, como queiram, creio, porém, que além de inevitáveis eles são vitais para introduzir escala, ganhos de produtividade e a prosperidade com inclusão, que sempre a acompanha, mesmo nao entendendo ainda as suas forças auto-reforçadas, sabemos que as políticas públicas de caráter regional têm que ser aplicadas com cautela num ambiente de incerteza e de bifurcações, algo como a hecatombe sem modelos convergentes, o efeito catalisador de uma frase sem nexo, o debulhar da manada no meio do pasto, ou o amor incontido pelo internacional, nada que justifique a principio, mas real e de uma força tremenda, isso sem falar, nos outros arranjos inconclusos do humano, todos...
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forças e a ação social
06 julho 2008
a cidade e o país vizinho
na cidade do livramento, santana do livramento, nao temos festas, elas ficam, pousam, existem, do outro lado do muro, que tambem nao existe, o olhar do economista nas feiras, aglomeracoes de bares mudam o eixo das compras, ou o eixo das compras forma um aglomerado de bares, comprei a ideia, literalmente e a dose extra paga em pesetas, nao quebrou o lacre, mas bem poderia servir como exemplo da nova geografia economica, o uruguai é um cluster de bares e o brasil uma cidade satelite e dormitório, enquanto alguns bebem, outros compram e outros, pior ainda, dormem, eu, como sempre nao compro nada...
02 julho 2008
homenagens
Em homenagem ao meu´único, e improvável, leitor, retomo o posto, digo o post, com perdão da palavra, estou cheio da lei seca, não porque ela nao seja eficaz e necessária, também acredito que ela já vem tarde, mas sim porque as críticas seguem o modelito - sou avesso a mudanças de hábito e nao quero pensar sobre o impacto de tais mudanças sobre o arranjo social que construímos. Particularmente, estou convencido, (os bordões do home!), que temos sim que avançar muito nas políticas de restrição efetiva de acesso ao alcool, principalmente, entre os jovens, e que nossa legislação e a nossa política de regulamentação de propagandas, envolvendo bebidas alcoolicas, precisam avançar muito. Quanto a dirigir e beber, não curto há muito tempo, apesar de beber satisfatoriamente.
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bebado porém lúcido,
ou o contrário.
16 junho 2008
Cronologia...
Impreciso e sem observar o passado, nao sabes a quem deve dirigir a palavra, apenas observas o observador observar, na paleta a origem da criação que, por nao ser única, depende do observador criativo, enfim um enigma quem gerou o que e quando, se ha um principio, que fique claro.
uma alusão ao castelo e suas preciosidades, na roma antiga, as mulheres da tribo vizinha valiam ouro, e nesse reino visistas e festas, acalentam outras tantas historias da civilizacao, raptos, intrigas, a corte revisitada o amor sereno que nidifica ou a uniao pela força dos corpos.
num vazio descaido da estrada que une a europa antiga ao novo reino, paragens de descanso, enquanto a máquina de ostras, repulsa, sonoras loas para o bastião da moral alheia, sonora continuidade no descampado em meio ao cantar dos passaros no final da tarde, ergue-se, sonoramente, a noite dos descampados.

uma alusão ao castelo e suas preciosidades, na roma antiga, as mulheres da tribo vizinha valiam ouro, e nesse reino visistas e festas, acalentam outras tantas historias da civilizacao, raptos, intrigas, a corte revisitada o amor sereno que nidifica ou a uniao pela força dos corpos.
num vazio descaido da estrada que une a europa antiga ao novo reino, paragens de descanso, enquanto a máquina de ostras, repulsa, sonoras loas para o bastião da moral alheia, sonora continuidade no descampado em meio ao cantar dos passaros no final da tarde, ergue-se, sonoramente, a noite dos descampados.
13 junho 2008
CDA
A bruxa
Nesta cidade do Rio,
Nesta cidade do Rio,
de dois milhões de habitantes,
estou sozinho no quarto,
estou sozinho na América.
Estarei mesmo sozinho?
Ainda há pouco um ruído
anunciou vida ao meu lado.
Certo não é vida humana,
mas é vida. E sinto a bruxa
presa na zona de luz.
De dois milhões de habitantes!
E nem precisava tanto…
Precisava de um amigo,
desses calados, distantes,
que lêem verso de Horácio
mas secretamente influem
na vida, no amor, na carne.
Estou só, não tenho amigo,
e a essa hora tardia
como procurar amigo?
E nem precisava tanto.
Precisava de mulher
que entrasse neste minuto,
recebesse este carinho,
salvasse do aniquilamento
um minuto e um carinho loucos
que tenho para oferecer.
Em dois milhões de habitantes,
quantas mulheres prováveis
interrogam-se no espelho
medindo o tempo perdido
até que venha a manhã
trazer leite, jornal e clama.
Porém a essa hora vazia
como descobrir mulher?
Esta cidade do Rio!
Tenho tanta palavra meiga,
conheço vozes de bichos,
sei os beijos mais violentos,
viajei, briguei, aprendi.
Estou cercado de olhos,
de mãos, afetos, procuras.
Mas se tento comunicar-me
o que há é apenas a noite
e uma espantosa solidão.
Companheiros, escutai-me!
Essa presença agitada
querendo romper a noite
não é simplesmente a bruxa.
É antes a confidência
exalando-se de um homem.
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poesia
treze é o dia...
nesse dia, exatamente na passagem do paralelo 33 haverá, no sentido de existir, os que nao querem sonhar, os que resignados aceitam as manifestações de desapreço pelo correto e pelo sentido de correção, esse mais importante do que aquele, e capitulam, erguer um sonoro não aos que planejam barricadas para atacar a instituição primária da liberdade e da conquista de direitos universais, é fundamental, como sempre, alinho-me aos moinhos e defendo um por um o desatino dos loucos que acreditam em instituições, regras, contratos e inclusão social plena sem desrespeitar a mãe de todas as conquistas: o estado democrático de direito. Não venham mercadores de ilusão, figuras torpes do poder a qualquer preço, ousar contra o que vai na carta magna ou na letra objetiva e sagrada da lei, precária é sabido, mas humana e consensuada institucionalmente e, portanto, inatacável.
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democracia
18 maio 2008
escrita fina
no altiplano a vida segue o seu ritmo, trafego intenso na rota dos pardais, o fan e suas grotas ainda encantam, as flores amarelas contrastam com o verde lugar-comum, saudades dos brejos, de pastos intermitentes, no volante o bip da cartografo, vire à direita para nao perder o rumo, subida ingreme na volta, cuidado caminhao de carga na autopista, mesmo no escuro seria possível descer o vale, sem medos, apenas com a cabeça voltada para o projeto de pesquisa ou para o projeto de país, figuras empalhadas na prateleireira de livros, flautas doces de leves compassos, mozart, vivaldi e à capela o barbeiro de sevilha, na manha seguinte uma leve ancofarada lembranca de monet, uma alusao ao tgv tropical, seriam rápidas as viagens, mas sem sal, sem a parada para uma torrada na convergencia dos onibus, sem uma minima nocao da cultura local, apenas o monolítico ser perseguindo paisagens em alta-velocidade, melhor seria pararmos o tempo e continuarmos bachianamente em oboés e metais preciosos, as pedras do lugar também seriam do planalto do norte, línguas misturadas de culturas presentes, quase nao consigo entender enquanto capeleteanamente aqueco so pés, amanha voltarei, cansado e sem voz, mas conversei com as pessoas do local sobre a moeda e seus cuidados, sobre inclusao social e sobre a figura emblemática dos contratos, nenhuma pergunta, muitos emails, algumas palavras de agradecimento e a volta para o cerro setentrional.
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viagens
06 maio 2008
sacanagem pura
berimbau de uma nota só, etanol, berimbau não tem apenas uma vareta e um tronco oco ou coco na base, enquanto esqueces o que é uma visão civilizada da instituição que comandas, parcimonia ética e um pouco de modéstia, mister presidente, sua ladainha não faz jus a sua fama, respeite os ouvidos mais sensíveis, a lógica, a surrada noção de apreço pela causa pública, os pobres, enfim, afinal do que estamos falando, de resolver os problemas do mundo com o biocombustível, de tirar os pobres da linha de pobreza com biocombustível ou de sair do bbb para uma quimera primeiro-mundista com o biocombustível???? Certamente não é tão simples e opaco como salvar o bndes do aparelhamento campineiro, política industrial para os amigos na casa da mãe, sem dúvida isso também é pura sacanagem, mas ai, o discurso teria que ser decubito dorsal ou coisa pior, seja lá o que isso signifique, lamentavelmente.
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discurso
30 abril 2008
O petróleo é nosso, a gasolina, nem tanto....
Fechar a petrobrás, esse seria um bom mote para recuperar a decência, por que não? Temos uma longa história de populismo e de confusão entre o público e o privado, repetimos a ladainha, usar as burras para projetar nossos projetos políticos e para financiar a política cultural engajada, sem transparência, sem racionalidade econômica mínima, sem uma justificativa decente, sem escrúpulos manipulamos balanços financeiros, pespectivas de lucros e o fluxo de receitas e despesas, para agradar no curto prazo de olho no calendário eleitoral, pena que fazem isso com o dinheiro que é de todos e para poucos, os privilegiados, os amigos do rei, os filhos do partidão, os mesmos, os de sempre. Modernos, progressistas e heterodoxos, só mesmo a heterodoxia para controlar preços alheios em nome de projetos pessoais e partidários e com o dinheiro de terceiros.
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o petróleo é nosso
21 abril 2008
Na minha rua
manifesto antiglobalização, hoje a noite, na rua da minha casa, o verbo tomou susto, ja nao somos etanol ou biodegradável, viajamos sem leito de dormir e a inflação, ultimo reduto do populismo, tomou ares globais, rima com intromissão e o petróleo, essa máquina de fazer energia, redesenhou em solo africano, a massa de fazer o pão, cana de açucar jaguarana, doce e tenaz, longas filas canaviais, tratores da terracota, feitos na serra, debulham o milho americano que ameaça o populisomo binacional itaiupu, sem trocadilhos, o bispo abandonou o hábito, mas manteve a liturgia e o velho e surrado apanágio de idéias torpes e conservadoras, douradas por uma retórica bom-mocista de salvadores e salvados, os pobres, esses não sabem o que vai no corporativo cartão, o mesmo que usas em usa, ou na vila ocre e sulamericana, patagonhas, mesmo assim, na minha rua, soam buzinas, sinos ainda insistem em preservar a provincia, dos casamentos da corte, das rotas românticas, trilhas de folhas caídas no outono em decadência, vestes de uma época sem sincronia, o passado elege o passado, o presente agoniza e o futuro não foi convidado, afinal a globalização deve ser isso, repetir o erro do passado como se fora conquista da modernidade.
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etanol e o milho americano
09 abril 2008
a conferir....
sempre duvidei da autonomia do bacen durante o atual governo, a fazenda, sua liderança e grande parte dos liderados, estão apostando todas as suas fichas num keynesianismo primário e de manual e flertam amistosamente com a volta da inflacao de dois digitos, gastam as burras para fazer o pac (partido atualmente no controle) crescer e adoram intervir no câmbio, se pudessem, colocariam sindicalistas na diretoria do bacen e chamariam algum líder do mst para escrever a ata do copom, veremos, assim, nos próximos dias, ao que meireles veio, se veio, e até onde vai a insesatez do atual governo.
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juros
08 abril 2008
Colecionar frases virou um hábito tão comum quanto visitar blogs dos amigos, nesse momento, tenho várias frases do fim de semana, algumas triviais, mas relevantes pela autoria, outras intigantes, algumas, da mesma fonte, outras de fontes improváveis, mesmo assim, ouso reproduzi-las:
"Não quero ter razão, quero ser feliz."
"Parents! Raccontez vos rêves a vos enfants."
Essas foram retiradas do Ferreira Gular que escreve nas fsp aos domingos. As outras nao consigo identificar a fonte, mas são de economistas distintos e diversos:
"Quando dos fatos mudam, eu mudo minha opniâo. E o senhor o que faz?" (JMK)
"cooperação não é necessariamente irracional quando o dilema do prisioneiro é repetido indefinidamente."(Binmore)
"A inflação machuca, mas o balanço de pagamentos mata." (MHS)
"Não quero ter razão, quero ser feliz."
"Parents! Raccontez vos rêves a vos enfants."
Essas foram retiradas do Ferreira Gular que escreve nas fsp aos domingos. As outras nao consigo identificar a fonte, mas são de economistas distintos e diversos:
"Quando dos fatos mudam, eu mudo minha opniâo. E o senhor o que faz?" (JMK)
"cooperação não é necessariamente irracional quando o dilema do prisioneiro é repetido indefinidamente."(Binmore)
"A inflação machuca, mas o balanço de pagamentos mata." (MHS)
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frases
04 abril 2008
O melhor do dia, by A.
"Não temos voto, disse ele entre um gole de vinho italiano e uma bofarada do velho charuto dominicano umedecido pelo clima da noite boêmia. Não temos voto mas temos a dignidade de quem não sobe em palanque pré-moldado. Nosso palanque é a mesa do bar. Lugar em que as vaias se resumem à demora na vinda do pedido.
Não temos votos, nem passamos o dia planejando passar a mão na bunda da viúva. Dela queremos, na verdade, mais distância que um relacionamento sério e duradouro. Os parcos votos conquistados não nos pertence, nem a velha cadeira rasgada.
Votos recebidos apenas de um fim digno. Meu título de eleitor é seu. E esse é o meu voto para o dia 4 de abril.
Para os demais, chá de cogumelos, bioéticos ou não, gerarão apenas velhas lembranças de Lucy fosforescente viajando em céus. Delírios vespertinos de uma transportadora de lenha".
Abraços sem fim
Não temos votos, nem passamos o dia planejando passar a mão na bunda da viúva. Dela queremos, na verdade, mais distância que um relacionamento sério e duradouro. Os parcos votos conquistados não nos pertence, nem a velha cadeira rasgada.
Votos recebidos apenas de um fim digno. Meu título de eleitor é seu. E esse é o meu voto para o dia 4 de abril.
Para os demais, chá de cogumelos, bioéticos ou não, gerarão apenas velhas lembranças de Lucy fosforescente viajando em céus. Delírios vespertinos de uma transportadora de lenha".
Abraços sem fim
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cartas
03 abril 2008
bolsas
bolsa virou sinônimo real de política social e uma saída para a falta de inventividade e um atalho rápido para o provimento de vagas nas células eleitorais, nesse ritmo poderemos terminar o século na bolsa, com perdão pela falta de paciênca, além do bolsa-família, bolsa-primeiro emprego, bolsa-renda, bolsa-educação, bolsa-floresta, bolsa-movimentosociais, poderíamos criar o bolsa-ética, bolsa-tampax, bolsa-energia, bolsa-discurso, bolsa-estradas, avenidas e congeneres, bolsa-estupidez, bolsa-dossies, bolsa-bicho, bolsa-lama, bolsa, enfim, bolsa-bolsa, bolsa-bossa, eu não resisto, bolsa-meu-filho eu nao sei o que fazer, bolsa-terceiro mandato, bolsa-revolução, bolsa-eu-não-sei o que eu estou fazendo aqui, bolsa-mentira, bolsa-bacen, bolsa-apagão, bolsa-dengue; bolsa-amp, pqp, verde-rosa, bolsa-olimpica, bolsa-sem-sal, bolsa-comsal, bolsa-merengue, bolsardias, bolsas limpeza, bolsa-segurança, bolsa sem alça, bolsalino, bolsanac, bolsadilhos...
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bem-estar
30 março 2008
Leituras
Meu amigo fez uma pergunta enfática, aliás, esse é um hábito dificil de abandonar, sempre perguntar ao amigo sobre o que ele está lendo, no caso em apreço, a pergunta assume um tom maior, porque meu amigo sempre tem boas dicas acompanhadas, invariavelmente, de um comentário inteligente. Resignado, respondo de forma lacônica, além de jogos, estudo a matemática dos hiperplanos separadores, nada comovente, para quem esperava uma dica surpreendente, não consigo repetir as boas práticas, mas adianto que não consigo ler relatório do bacen, página de política da fsp, noticiário local sobre cpis, discurso da nossa majestade, noticias do grêmio, qualquer um, revistas de celebridades, o caderno de economia do jornal local, qualquer um, blog dos radicais, articulista engajado, o verissimo e seus equivocos econômicos, qualquer noticia sobre a américa latina e a sua eterna sindrome da esquerda populista e autoritária, desculpas pela redundância, editoriais de revistas, a reportagem de capa das nossas revistas semanais, o caderno dois, enfim, noticiário econômico, entrevistas de acusados e de acusadores sobre o próximo escâncalo, páginas policiais, obtuários...Como podes perceber meu amigo, a leitura anda parca, mas ainda tenho esperanças de participar de um novo tempo no qual abrir jornais e revistas será um ato de glórias e não de heroísmos, enquanto isso, voltei, ia esquecendo-me, a estudar teoria das filas.
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leituras e não leituras
28 março 2008
o rei nu e a verve de ocasião
O discurso e a modéstia, a empulhação que não esconde o deboche seja com as instituições, seja com a idéia mínima de cidadania, ao abusar na retórica de ocasião o populismo vulgariza algo sério que diz respeito à vida e ao bem-estar de milhões de pessoas, anedóticos porém sem graça, a enfática peróla, reflete insensibilidade com uma crise que pode assumir proporções assustadoras e que, mesmo lá no "império" está provocando demissões, falências e desemprego em grandes proporções, esse escárnio com ar de deboche numa plataforma eleitoreira não é uma atitude mínimamente civilizada, ainda estamos longe dos tempos em que o rito do cargo cobra decoro e bom senso, uma sensibilidade maior para o sofrimento de milhões e uma dignidade de cidadão públio, enoja-me ver como atributos mínimos de ética e sentido de liderança são rasgados por uma retórica oportunista e de botequim, passarim, como diria o poeta, sem tempo, nao deixarás saudades.
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retórica e populismo
23 março 2008
Feliz páscoa!!!

Ambiciosamente esperado, o feriado santo e a páscoa que ele contempla, serviu para aquecer as baterias, muito trabalho com a gramática matemática, um pouco de teoremas e muito sobre estratégias minimax. Uma tese antiga se confirma, o dilema dos prisioneiros não tem equilíbrio em estratégias mistas porque seria irracional, afinal confessar-confessar domina tão definitivamente a outra combinacção de estratégias, que não seria sensato atribuir probabilidade positiva para uma estratégia totalmetne dominada. Novamente apoio-me no belo livro do Binmore, que é um escrevinhador como poucos.
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mais um dilema
20 março 2008
Path dependence
O redator nao conhece toda a historia, essa explicação não explica, apenas relata o momento da criação do padrão da distribuição das letras no teclado que estou usando e que segue, desde então, o padrão qwerty - exatamente como digito - acontece que a teoria dos jogos, mecanismos de coordenacao, externalidade de redes, e equilíbrio de baixo nível, podem explicar muito mais do que simplesmente contar uma curiosidade como história. Uma referência completa acompanhada de motivações econômicas reais para a preservação do mesmo modelo das máquinas de escrever nos computadores modernos pode ser encontrada no livro do professor Debraj Ray, aliás, o jornalismo econômico também ganharia muito se voltasse a frequentar as escolas de economia, não todas, é claro, descubra você mesmo essa e outras histórias!
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equilíbrio e o dvorak
18 março 2008
poema sem cor
revoada em dia milhiario, manuscritos postos na garupa, fabulas refeitas, gritos presos, presos e loucos, gritos, mecânica dos sóbrios, minima razão pura, feridas na estação, minimamente ouvidos, teus dias não sabem o que queres, mesmo assim, foges oh poeta menor, por que nao arruma teus pápeis?
midiáticos
agora podemos ficar tranquilos, afinal, não temos o que temer, o homem falou que, de posse de seus modelos analíticos e com toda a sua expertise no entendimento e tratamento das crises, o multiplicador da renda, simples, linear e estático, by pac, está preservado o crescimento sustentável da nação(csn). Ufa!!!
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crise econômica
15 março 2008
simuladores
Na cabine de comando improvisada o remador suava, enquanto fazia os primeiros contatos com a rede imaginária que pousava e decolava em aeroportos virtuais, mundo a dentro, sem uma túnica, sem os protocolos bossais da partida, decolava rumo ao próximo aeropago, ritmo caleidoscopico, nao se perca, dizia a mensagem implicita traduzida do alcorão, o joy stick, ou algo do gênero era vagarosamente impulsionado rumo ao próximo destino, depois mais uma série de procedimentos mecâncios eram seguidos a risca para alcançar altitude, manter rota de cruzeiro, estabilizar, sem esquecer a ladainha traduzida macarronicamente: "senhoras e senhores, ja não temos mais controle dos nossos destinos e tudo pode acontecer, inclusive um pouso suave na nossa próxima escala acompanhada de uma volta para o lugar comum, cuidado, esse lugar comum não apresenta riscos de não retorno, portanto, apertem os cintos e relaxem os dedos dos pés e das mãos". Alguns contatos pelo rádio depois, uma longa tensao improvisada, enquanto aguarda a licença para pousar, e incia-se a técnica de pouso, mais sofistificada, exige do timoneiro análise gráfica, algum sentido de cálculo e direção, concentracao e precisão no uso dos instrumentos, em todos os casos, pouso e decolagem, apenas simulamos, se possuirmos essa capacidade, ótimo, podemos testar um pouso forçado, de barriga, uma derrapagem sensasional, agora, se é pra valer, por favor, nao se perca...
12 março 2008
o discurso e a praxis
O poder e suas nuances parecem cegar até mesmo o mais atento analista, imagina-se o que não é capaz de fazer com os deslumbrados?!? Reproduzir políticas assistencialistas em grande escala e entender que com essa prebenda consegue-se reverter as injustiças e os desequilíbrios da realidade brasileira é um equivoco tão óbvio que chega a ser espantoso como o atual governo realmente acredita que "nunca antes nesse país" o pobre foi tratado com o suposto respeito e dignidade da atual política social do governo. Além de inócuo e incapaz de quebrar as armadilhas de pobreza, o mecanismo de transferência unilateral de renda provoca um conformismo urna-compatível, que é conservador, mas sem efeito real sobre a vida, a cidadania e a dignidade dos assistidos [diz-se de quem recebeu assistência, sem eufemismos]. Não se trata do velho jargão do ensinar a pescar e coisas dessa linha de raciocínio, antes, trata-se de uma falha de concepção e de compreensão do fenômeno que gera ou preserva a pobreza e a armadilha que ela coloca para pessoas e familias. Um fenômeno complexo não pode e não deve ser tratado por transferência de renda, por políticas universais e de cima para baixo, está tudo errado, para ser simples e objetivo como o espaço exige, cinquenta reais não são transformáveis em funcionamentos da mesma forma por todos os contemplados, aliás, esse é o problema: a forma como a pobreza se manifesta é distinta de indivíduo para indivíduo e de comunidade para comunidade, dentro da mesma realidade temos quadros distintos e com muitas dimensões distintas, a renda é apenas uma delas e inescapavelmente a menos eficietne para transformar capacitaões em funcionamentos, ao atacar os meios o governo Lula, negligencia o que realmente importa que é o resgate efetivo, sustentável e duradouro da dívida social. Lamentavelmente, continuaremos a ouvir essas precárias palavras, enquanto a vida dos mais pobres é tratada por números pífios e de conteúdo populista.
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bolsa-familia
10 março 2008
thebestone
falar sobre o blog do cláudio et all. exige uma dose excessiva de imaginação combinada com uma sincera avaliação dos parâmetros, sem comparação no mundo virtual, não é possível ficar insensível à enxurrada de informações em doses abissais de inteligência, humor e aguda visão crítica, você pode até nao gostar, mas acaba sentindo uma tremenda inveja do senso de oportunidade, do dialógo de surdos com os bolivarianos e da última piada com os amigos e inimigos, sem dúvidas, diversão e arte, na medida certa, parabéns!!!
08 março 2008
leituras dinâmicas e diárias
o blog do cris tem uma caracteristica típica dele, um respeito cerimonioso ao objetivo proposto e uma honestidade intransigente. O duke é mais varietal, percorre várias tribos, provoca e faz muitas referências ao nobre rincão e aos familiares, já o do leo é ocasional, muito informativo com uma inteligencia de lorde, disfarçado, é claro, mas enfaticamente didático, o do márcio é o diário de um estranho no ninho às avessas, algo como o passo a passo de um maluquinho dependente químico de livros de econometria, até parece que só ler e escreve, oh rapaz, temos outros, mas esses vão esperar a melhora do corpo que nao suportou bem a primeira semana de aulas, enfim, isso, dizem, vem com o tempo, o mesmo tempo que trouxe os blogs e uma lignuagem nova e muito rica e com a qual eu me divirto pacas, como diria o amigo ocasional, na real, exagero, ele está, mas nao é...
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intenauta
29 fevereiro 2008
a linguiça dos outros....
Meu amigo surtou, melhor, colocou no papel suas crônicas, com o impeto de sempre, percorreu o lugar comum, fazendo a melhor campanha de endomarketing jamais vista (diz-se de quem imprime curiosidade e imaginacao ao que, supostamente, os outros imaginam ou perguntam-se, o que esse maluco inventou dessa vez?). Mesmo assim, recomendo fortemente a leitura dessa bela obra de amor e ódio e quase tudo que um liberal possui, acurácia, inteligência e humor, quase sempre refinado, seja o que for, parabéns, meu amigo.
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saga e livre pensar
23 fevereiro 2008
recomeço...
Certamente essa não é uma decisão acabada, bem, nenhuma decisão segue esse destino, mesmo assim, podemos afirmar, sem ter a capacidade de antecipar as consequencias sobre o nosso bem-estar, que o terreno para a volta está preparado, menos adjetivos e temas menos especificos, eis a proposta, seguir o impulso percorrendo areas distintas e, tambem elas, incompreensiveis, como a prova do teoremadabarganha, prova da existencia e da unicidade, por contradicao, ja posso adiantar que uma outra estratégia de prova ja foi catalogada, mas a que se encontra em friedman, 1993, ainda nao disse ao que veio. alias, estuda logica e estrutura das provas é um projeto que deve ser retomado com urgência.
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jogos e outros entretenimentos
19 maio 2007
Bolsa escola
Governar em tempos de pac e "miseria do historicismo" é prender a turba e assinar medidas provisórias mandando empilhar a lista orcamentária de gastos, e empenhar a despesa por conta própria, agora, o governo do mensalão, aquele mesmo que nao ousa mexer no status quo desde a revolucao bochevique, achou o santo graal da educacao, distribui vales aprovacao para incentivar a crianca a obter a educacao assistencialista, ja se fala no novo ciclo de inspiracao freiniana, chamar de incompetencia uma idéia desse quilate é um sofisma para banalização da burrice e para uma visao fantasmagórica da vida comum de um pai de familia que nao dispoe de recursos para educar seus filhos. Na próxima o governo vai propor um vale corrupcao ou um vale xilindró, algo como uma bolsa cadeia para incentivar o crime organizado para aumentar as estatísticas ou para aperfeiçoar a metodologia do ibge (institututo brasileiro de genuflexao estatística), depois, virá a escamoteacao da realidade do mercado de trabalho através do bolsa mercado informal ou bmi, como ficará conhecido, o governo vai distribuir R$ 50 para os que, comprovadamente, nao possuem carteira assinada. Projetando um gasto anual de R$ 8 bi, é possível ampliar os benefícios e atingir também o terceiro grau e a policia federal.
24 fevereiro 2007
Listas
Essas listas nao costumam funcionar, mesmo assim, ouso comete-las, sem propósitos, afinal que pode o goleiro diante do penalte ou como pode um só, retornar ao canto da praia e devorar a lua? Entrementes, segue um roteiro desordenado, os números, bem entendido, são sugestões aleatórias que aparecem ao capricho do acaso, repetem-se e nao indicam absolutamente nada, portanto, dispense interpretações, elas, nesse contexto, estão fora do script e apenas levantariam suspeitas infundadas, ou nao, portanto, vamos aos dotes do mês das chuvas e do calor, enquanto transpirava tomava notas numa folha qualquer sobre o que não foi e deveria ter sido feito e o que não precisava:
- retomar caminhadas - o horário pode e deve ser flexível, a caminhada não.
- organizar o calendário do termo, para cada atividade percorrer todo o ciclo e antecipar as datas e áreas de conflito de interesses.
- abrir as gavetas para respirar e permitir a troca de guardas e a fuga de alguns aprsionados pelo tempo e dos pápeis de ocasião, deixando, inclusive, uma situação de vazio, sempre que possível
- descansar no fim de semana e viajar nos feriados, sempre é um projeto adiado, mas que torna-se cada vez mais premente, contudo, não esqueça de calibrar os pneus e confira a medida do óleo e da água.
- terminar os "10 artigos" ou pelo menos deixa-los alinhados, ou na revisão, ou na parte empírica, ou nas notas matemáticas, enfirm, ter uma primeira versão é importante.
- quantas línguas novas é possível aprender? Gramática e pronuncia, nunca uma sem a outra.
- diminuir acesso à rede e disciplinar a rotina, sempre uma quimera, mas vale a pena tentar novamente.
- responder email rapidamente e emitir o parecer dentro dos prazos acordados, nunca é demais saber selecionar, dizer não, e manter a reputação.
- jogos de informação incompleta e aplicação a novos campos, experimente.
- dormir em horários humano-compatíveis, ou, pelo menos, manter as horas semanais de morfeu dentro de uma média aceitável.
- ouvir mais música, ver menos televisão, uma e outra, a seu tempo.
- rever a participação no conselho, qualquer um.
- escrever na primeira pessoa ou de forma impessoal, avalie o que tem como público.
- ter paciência com os precatórios
- visitar os amigos
- beber menos durante as bebedeiras e beber mais destilados, uma opção.
- economizar R$ toda semana, aqui, obviamente, o autor de gatsby tomou emprestado a idéia de um bilionário cujo o nome não recordo
- nao desista da matemática dos sistemas dinâmicos e das equações diferenciais, elas permitem o crescimento.
- nao discutir politica em mesa de bar, se os amigos nao concordam com suas teses, principalmente.
- só acrescentar um novo livro à lista dos inúmeros que estão na fila de espera se terminar pelo menos um ou dois da atual lista.
- nao esqueça de atualizar o Cesar Lattes.
- vá ao oculista.
- os seguintes, são impublicáveis e, certamente, improváveis.
05 fevereiro 2007
jornais de papel
Ainda há tempo para rever o termômetro, como se toda a tecnologia que dispomos fosse capaz de entender ou dominar modelos dinâmicos, estruturas mal definidas que percorrem caminhos nao menos definidos, mancehtes assustam o leitor de jornais, faz calor no verao é verdade, provovalmente por todo o século XXI as temperatuas continuarão aumentando em todas as estações do ano, em todo lugar do mundo, no verão as temperaturas aumentam, aqui não há espaço para o uso ideológico ou político de uma constatação, faz calor no verão, mesmo assim, seremos bombardeados pelo discurso politicamente correto e pela mesma ladainha antiqualquer coisa que não esteja nos manuais do velho capitão, ou comandante, como querem alguns, mesmo assim, na ilha que acabou virando a ilusao de solidao e de consciência onipresente da idéia de solidariedade o mesmo calor que oprime os humanos amplifica a sua caixa de ressonância, porque lá, o homem não é livre nem mesmo para errar ou amar, sabe tao pouco de si, como quem sofisma carregando bandeiras e armas, ilusão do poder que esconde o mote, a propaganda enganosa da força das armas de fogo, que, novamente, aquece sem aquecer, a terra, nao só homens ou mulheres ou crianças, essas estão presas pela falta de informação, fome de idéias, educadas no jargão monolítico ainti-imperialismos ou, na falta de viver o ser, qualquer um que seja, aquele que em novembro faz soar o alarme das festas e que nas férias comete outros livros, outras viagens, outras línguas, mas que, ao cabo e ao final retorna, renovado na mesma ilusão de liberdade e de que, apesar do comandante, ainda temos uma porção de autonomia nos nossos destinos e que somos capazes de mudar mesmo que nao queiramos exatamente a mesma sensação novamente.
Aos ambientalistas doutrinários cabe a salvação do outro mundo, nao a minha companhia ou a minha paz mediastinal, estarei conversando sozinho, lendo as palavras dos velhos livros que ja foram riscados, subindo escadas a procura de mais livros, mas não compartilharei a esperança alheia num mundo sem liberdades humanas completamente falíveis, portanto, nao usem o calor do consenso contra a o bom senso, e procurem nos combustiveis fosseis um culpa real, nao aquela bandeira antiglobalizante e oportunista que vem com os jornais de papel que aquecem o planeta ou que derrubam arvores, para sempre.
Aos ambientalistas doutrinários cabe a salvação do outro mundo, nao a minha companhia ou a minha paz mediastinal, estarei conversando sozinho, lendo as palavras dos velhos livros que ja foram riscados, subindo escadas a procura de mais livros, mas não compartilharei a esperança alheia num mundo sem liberdades humanas completamente falíveis, portanto, nao usem o calor do consenso contra a o bom senso, e procurem nos combustiveis fosseis um culpa real, nao aquela bandeira antiglobalizante e oportunista que vem com os jornais de papel que aquecem o planeta ou que derrubam arvores, para sempre.
31 dezembro 2006
Ponto cego
No apagar das luzes, como se fosse possível desenhar essa cena. O ano, a passagem de troca de ano, é simbólica e ritualística, nós, boboquesomos, ficamos tecendo comentários e levantando planos, para algo que é irreal, porque amanhã ou depois estaremos lá, no mesmo ritmo, contemplando a lista do que falta entregar, corrigir, rever, honrar, comprometer, sofismar, adiar, reviver, pagar loas, recordar. Mesmo assim, temos que listar as coisas que não funcionaram, e ai, voltamos a pensar na palavra dita, no tom de voz, no gesto forte que acaba agredindo ou afastando os outros, nada como uma sensata e equilbrada visita da razão: erramos quando assumimos uma verdade contra tudo e contra todos, quando o máximo que temos são convicções, interpretações e o desejo, aquele desejo construtivo que é capaz de transformar um time normal em um campeão do mundo e que faz um reserva sem expressão acordar uma cidade inteira em festas. É isso mesmo o ano foi de conquistas coletivas, conquistas de grupos não do indivíduo, sempre tinhamos a sensação de insegurança na terra, agora, no ano que passou, descobrimos por acaso que voamos em um ponto cego e que as colizões obedecem a uma loteria que não temos como antecipar ou evitar, concretamente, o crime organizado cresceu no interior de nossos presídios, nossas instituições foram aparelhadas e corrompidas, ainda não sabemos como construir o consenso que faz crescer, revivemos o voto apático no rouba mais faz, ainda agora, somos manipulados por estatísticas de governo, sem conseguir encontrar a américa profunda na beira da estrada de buracos, fomos ao espaço, é lamentável mas é verdade, mandamos dólares para o paraiso estrelar e isso é motivo de glória, afinal da bolivia a estação lunar somos todos movidos a gás , pequeno mundo da provincia ainda se amplia na voz popular sem mágoas, bolsa para a familia e cotas para a vergonha, sinecuras, prebendas, clientelismos, fisiologia da vida, mesmo assim bernadinhos ainda levantam a moral que dificilmente acredita no que viu, sim, temos um vencedor, mais uma vez, um grupo vencedor, uma ira divina que corta, saca, defende, passa, amplifica a vontade de cravar no chão a bola e levantar a dignidade de um projeto de nação, meu irmão, o ano das tuas dificuldades não foram estatizadas, ainda privatizam apenas a dor, quando deveriam privatizar aeroportos eanacs, e condenam a esperança, mas acabou o ano, a vida continua e agora, na terra dos campeões do mundo, sabemos, e como sabemos, que não há ilusão, e a grande conquista é preservar valores e a ética, essa teimosia de quem sonha, sem retórica, afinal tudo que temos está por conquistar.
08 novembro 2006
boa noite
meu amigo nao deixe as olheiras expostas ao escarnio, reative o mata-borrao, reponha as horas insones na cessao de cinema da esquina, revisite as páginas amarelas, deixe que a vida tome um curso, qualquer um, mas nao tente reter ou conter o horário de verão, minhas dicas, sao auto-destrutivas, portanto, ao ler uma ou duas, comece a antecipa-las pois elas se perdem na estacao, quando a porta fechar a cara dura, nao tema, é apenas um ferrolho, a macaneta ainda é flexível o suficiente para nao resistir ao aperto da mao, boa noite, entao...
23 outubro 2006
Sontaguianas
"O escritor deve ser quatro pessoas:
1. o maluco, o "obsedé"
2. o idiota
3. o estilista
4. o crítico
1. fornece o material
2. deixa que ele saia
3. é gosto
4. é inteligência
Um grande escritor tem os quatro - mas voce ainda pode ser um bom escritor com apenas 1 e 2; sao os mais importantes." (Susan Sontag - Diários (na folha))
1. o maluco, o "obsedé"
2. o idiota
3. o estilista
4. o crítico
1. fornece o material
2. deixa que ele saia
3. é gosto
4. é inteligência
Um grande escritor tem os quatro - mas voce ainda pode ser um bom escritor com apenas 1 e 2; sao os mais importantes." (Susan Sontag - Diários (na folha))
22 outubro 2006
Vale tudo
Não é uma forma inteligente escolher contra principios éticos, parece óbvio esse preceito, no entanto, a vida como ela é, nas palavras do anjo pornográfico, não segue ou obedece preceitos, e estamos a um passo de estabelecer a canalha. Refúgios existem e devemos solicitá-los ou refugiarmo-nos ainda mais, nenhuma frase, nenhuma linha de raciocinio, pode convencer a verdade ou a cura da licao aprendida com o tempo, de que a expressão dos tempos é de conivência e precariamente solicita com o inconfessado mal uso do espaço público, vivemos o caos da linearidade emocional, nada de apelos convincentes à razão, melhor colocar no lugar comum as mudanças e apostar na pieguice da mesmice e do discurso maniqueista e adjetivado, como se a realidade, qualquer uma, fosse permeável aos apelos retóricos e ao afago da canalhice. Como explicar os valores que constituem a história recente do país sem desânimo ou sem duvidar da paz eterna, reconhecidamente estamos numa armadilha cruel em que valores sagrados como honra e correção de princípios e de vida são imolados na praça pública e a velha lei dos coronéis, dos velhacos, dos gersons, dos demagogos, dos que fizeram da origem uma bandeira, sem brilhos e sem honestidade, os vencendores de uma peleia sem regras ou respeito, na terra brasilis, valetudo não é mais título de novela das oito ou de luta livre, é refrão dos magos das urnas, dos que possuídos dos dotes da trapaça e o ardil da degola, enganam o ingênuo e o simples, o que sempre recebeu do poder a ilusao assistencialista e um tapinha nas costas. A vergonha não poderia assistir em jubilo um momento de ápice tão nítido como o rumo das coisas de estado no país dos intelectuais que a tudo esquecem em nome de um punhado de palavras e idéias datadas, mentirosas e reticentes....
14 outubro 2006
a volta
ainda consigo lembrar a forma de acesso o que significa que estou de volta, " feche os olhos, veja" o mar nao tem uma forma única, assim como as letras no teclado que mudam, circunstancialmente, as palavras...ainda sem querer participar do debate acho inevitável tecer comentários sobre o meu momento na madrugada e na orla, o vento sopra sem querer parar movido por um conjunto de forcas indecifraveis, nao modelaveis e o pais caminha para cisao, cisma da reforma, a unica que nao comecamos ou pensamos, porem, ela, a reforma, tornou-se inevitável...esse será o tema da volta.
23 agosto 2006
gruas
Sem palavras...a angustia da rotina eivada de compromissos não deixa o sujeito despir a sua dor, inclinar as costas doidas para respirar, enquanto arranja forças para anotar, uma por uma, as passagens religiosas do dia, mesma máscara sem tapumes, máscara pagã da dinastia semsangue, vaidade postergada, arrumação de papeis em pilhas justapostas e nenhum ordenamento possível, ao norte, assoma a grua reticente que antever a tomada de mais uma beatificação, movimentos cinematográficos sem cortes, sem editar o mesmo ritmo nas veias, e nos olhos a devastação do lugar, da memória e da hora, minha reflexão não sabe o que está acontecendo na coxia ou na orelha daquele livro adiado ou no repasto sem licor de uma alimentação noturna, minhas reflexões não conhecem o interior de uma coxia, muito menos a voz de quem descumpre o preceito do escudeiro, “é próprio dos sábios pouparem-se de hoje para amanha” mesmo com esse anátema ele insiste na mesma triste figura, sem saber em qual canal manter a sua atenção ou seu esforço por mais um combate ao roteiro improvisado, para mantermos a metáfora cinematografia.
15 julho 2006
na duvida a minha resposta, intepestiva, por que nao, é ficar silente, resolver na penumbra a dor da hora, a velha divida nao alinhada, a manifestacao da corte de socrates, mudana, cidadao do mundo, vestes soltas, barba sem alinhamento possivel, mas ainda temos as sandálias de dedos soltos, onde descansavamos da lida, sem temor, sem um sinal vital para esquecer, minhas sandálias, velha testemunha de tantos fracassos e de tantas viagens, ainda não estão imunes ao que significam, apenas estão quietas, na prateleira do tempo, inertes, mas, ainda conseguem despertar o nervo da memória, sem pesos, sem filtros, a memória fria do que poderia ter sido, do retorno sem possibilidades, a ncessidade da espera, a passagem de tantos momentos que, mesmo que evitados pela visita da glória, representam e representavam, esforço redobrado, atenção foco na esperança de que, mais cedo ou mais tarde, o vento muda, as peças conformam um encaixe, a luz ilumina e a rua, cheia de curvas, guarda seus cachorros e armadilhas, para liberar o transito que leva a farmácia.....
22 abril 2006
Argilas e digitais
Não há muito o que gravar mesmo porque cd nao tinhas e a virginal parelha era uma cristaleira orlada de recordações, as pedras distraiam o tempo e ainda municiavam o badoque, linhas, curvas, estradas de carpina e morros grotões a dentro, serpentes.... nao tinhas a menor noção do tempo sem aspas, sem o refrão do menino pagão, solitariamente na chapada, ao pé do muro, vastidão na descida, céu de qualquer um, piso de sonhos, diriam uns, outros, menos solidários, melhor seria, sustentavam, não partir, ser do lugar e ficar, bastaria, quem sabe, diriam outros, a melancolia seria uma lembrança vazia de palavras homonimas, ou de vidas, idem, por que nao? Todos os dias a mesma lista de noticias, a mesma indagação sem imaginação, o relato das humanas patifarias, a mesma luta diária com o trânsito e a fuga, o ponto de fuga, matematicamente proporcional, como nos potes de argila de Puebla Acoma, ou como as espirais das digitais, alegóricas, mesmo dia, mesma noite, sem fim, tardia, ainda que lenta e timidamente perdida, por que nao? Viajaremos no verão, para o mesmo lugar, quanta ironia e na descida contemplaremos os muros das casas que não estão mais na rua das pedras, mesmo assim, não aceitaremos o lugar comum sem a falta de vírgulas de antoniolobo....
09 abril 2006
conjecturas...
Havia conspurgado a página e desisitido das investidas do acaso, mas, como a própria reverência ao mesmo motivo, reponho as palavras no espaço em branco, agora, para revigorar a existência, qualquer uma, que permita uma revisão apropriada da expressão. Normalmente, não funciona fazer uma disciplina como ouvinte ou ler um material formalizado sem exercitar as dúvidas na ponta do lápis, afinal, como se chega aos resultados da função característica, supondo que já entendemos o seu significadou ou para que serve esssa função na compreensão do problema geral, etc? Mesmo que queiras, redimir os manuais da falta de conexão com a história real ou com a teoria real, nao podemos nos furtar da sistemática tentativa de entender cada demonstração e cada construto teórico ou arranjo axiomático na análise maior que chamam teoria ou explicação do real, a partir de bons constructos, palpites e proposições testáveis, esse arranjo abstrato, dedutivo, lógico é o que temos de melhor para entender o que quer que seja sem nos apegarmos exclusivamente á crença cega nos argumentos de autoridade ou em dogmas da emoção ou nos atributos da adjetivação que nao duvidam nunca e que dependem da sólida companhia da fé, dogmaticamente sem saídas, apesar de eventualmente confortados, apenas estaremos fortalecendo a nossa ignorância do mundo que tentamos, humanamente, entender....
04 março 2006
verbetes do beco
Na véspera de mais um certame o gaudio rever a prancheta onde havia anotado o indecifrável ardil, mesmo uma rua sem saída deve possuir possibilidades de fuga, rituais são previsivéis, mas atuam como uma linha imaginária que separa as estações de rádio ou do tempo, tanto faz, afinal a rua continua a mesma, sem saídas...O verbete na enciclopédia nao revela muita informação nova, apenas descreve as passagens que pontuam a evolução ou a saga ou a biografia de um certo lugar ou cidadão, nao há uma interpretação ou um diálogo com o sentido exato ou inexato, melhor seria, com a rede de intrigas que definem adequadamente o que Marledof sofria quando abanou Sônia à sua própria sorte no corredor da miséria. Há um psicologismo que não consegue entender uma doença orgânica, apenas. Sem querer, começava, o próprio, a conjecturar sobre as saídas do emaranhado que já vem "tecido" ou emaranhado,afinal reside no resíduo a lógica dos caminhos, mesmo os que dissecam a trajetória nao conseguem antecipa-la, advinha-la já é um acaso, voltamos aos ruídos brancos, página por página, a força da física newtoniana ainda conforta a mente que antecipa a queda dos artefatos em movimento, força, proporção, distância, eventos corpóreos que jogam dados, como na mente do velhinho de olhos e línguas soltos.
15 fevereiro 2006
Imagens
Supostamente, diz o letrado homem público, a ciência e boa parte da teoria que acompanha o relicário, perecem porque as irm(imagens por ressonância magnética) cerebrais indicam que as decisões humanas são emocionais e nao racionais, humanas, num sentido, como se a idéia de racionalidade não fosse humana, e, mesmo que assim seja, o pretexto era antepor ao sensato equilíbrio fiscal e bom companheirismo da prudência nos gastos um bestiário de idéias requentadas que apregoam a volta do populismo e a ilusão monetária, mesmice, é um bom sofisma para essas invectivas, mesmo que a saxônica virtude, se ela houver, dos utilitaristas nao resistam ao choque tecnológico, não faz o menor sentido recuperar o ministro das finanças e todas as suas crenças simplesmente porque a tonalidade vermelha ligada a eletrodos acusa o suposto lado cerebral onde jaz a emoção, e reparem que a imagem é unidimensional de algo impenetrável que funciona por descargas "elétricas" em ambiente desconhecido completamente pelos humanos e no erre três, sem a pachorra de uma honestidade qualquer o infeliz articulista, cita, na mesma linha de quem antepõe falácias com a autoridade de uma besta, para adornar de suposta sabedoria letrada o incauto que acolhe como argumento de autoridade uma verdade das cavernas, nostálgica e mesmo assim reacionária, como nos piores momentos das manifestações de governos pifios de protoditadores. Vangloriam-se de um passado sem conquistas apenas para defender um feudo que pereceu de morte completa por incontinência de mal resultados e por colocar a população em apuros através de uma ignóbil corrupta ascenção partidária.
01 fevereiro 2006
arquivomorto
a decomposição da caixa é tarefa de dias ou meses, há uma pré-seleção que é mental e outra que é física, corpórea, exige tirocínio, paciência e um sentido qualquer de razão de ser. Papéis nao faltam nesse mundo das caixas, começam por povoar a prórpria noção das caixas de arquivo, são, em essência, a caixa e seus segredos, uma para cada assunto, para cada situação posicional, para cada verbete, cantorias, vasta alusão a textos seminais, pastas de papéis que teciam a composição do dia, horários pré-definidos mas nunca alcançados, intangíveis, há também os papéis do tempo, aquela caixa esquece o bilhete sem sentido, a resenha incongruente, a versão preliminar de coisa nenhuma, a outra, mais recente, ainda guarda a esperança de uma visita solar, de um afago da lembrança, caixas como queríamos, seletivas, inócuas na sua capacidade de dar vida ao que não conseguiu sair do projeto, do promissor projeto de vida, mas que virou texto esquecido na caixa de arquivo da esquerda para a direita, quatrocentas, datadas, percorrem décadas, uma época de sonhos e outra mais sombria, época da sensatez e da razão, épocas dos riscos de menos e da aversão aos deuses, menos, quem diria, cabia, na caixa debaixo da mesa, que menosprezava a silente dor na perna que varicelava, doloridamente tardia, a caixa ainda sabe que será descoberta por algum reencontro, por uma vontade de recomeço que sempre assola os viventes nas pequenas coisas perdidas, ou na descuidada vontade de rever as possibilidades na linha imaginária que não conseguimos prender, virulenta, às vezes, a caixa provoca a ira, a mediúnica vontade de gritar, passado, enfim, revigorado....
23 janeiro 2006
opoetalenhador
A discreta cor, engana quem pensa em preto e branco ou coloridamente sem cor, vida não há que mereça uma solução incolor, indignadamente tardia a palavra repete o refrão, por que, por que nao queria saber onde ficava a rua ou a lembrança de uma só palavra do que tinhas? Com essas insidiosas passagens aboletou-se o mestre de obras no espaço entre os porcos e as latas de querosene na carroceria do destino, pau de arara imaginário o que nao inválida o sacolejo imaginário e a dura vida de sonhador, sonhar o verbo em linhas, romper a usura cardinal que vem com a manhã, sol e tal, melhorau, miniaturas postas em fila na escrivaninha, ainda alimentam a ordem das coisas, como se coisas rompessem o silêncio ou o verso que nao diz o que querias ouvir ou ser, melhor não, melhor assim, taquicardia, coração na carroceria, coração do amigo na hora do penalti, vida, mantenha o foco, arraste a mesa para o canto da sala, abra outra garrafa, desalinhe a fuga, fugas, cantatas, resto de notas harmônicas, cantem, soprem o tomo da ligadura que bombeia, sorria, liberte os que sonham da desconfortável anatomia, melhoras para os de fina cor, homens de bem, lenhadores na casa das arvóres onde sempre chove no telhado, poços artesianos, sol, lá fora o carro chama o coronel para quermesse, sombras somem com o sol, viva a letra, a composição, o carro não para na pocilga, porcos ainda correm entre latas, grunidos, e, lá, indiscritivelmente livre, o poeta segura o tranco e amanhã corrige a ortografia do lugar, coração.
16 janeiro 2006
pois bem!
Sempre com um sorriso franco ela nos recebia a tods de olhos atentos e acolhedores, querendo ouvir, por ouvir. A história contada por ela, qualquer uma, seguia um ritmo próprio, mas a forma como era contada, revelava, amor, calma, sabedoria, e a presença forte de uma nonagenária linda e carismática, quem se aproximava queria abraça-la, quem sabe para aprender um pouco mais de uma vida grande. Contrariando as previsões de quem ver sem olhar, ela nos surpreendia com candura, altivez e lucidez. Na minha despedida em janeiro consegui balbuciar um inexplicável a gente se ver ainda...ela olhou em minha direção e respondeu: a casa é sua, volte sempre!!!
Suas historias sempre eram ritmadas por um doce pois bem! seguido pelo dedo indicador batendo de leve na mesa grande e generosa, ali ficavamos, presos e encantados, com o ritmo, com os seus braços abertos envolvendo o próprio corpo e marcando o passo da próxima passagem do tempo....histórias surpreendentes de "rebeldia" com o papagaio ou de orgulho e determinação para cobrar respeito de quem tentou engana-la. Serena, sorriso amplo, ela recuava para lembrar que os desatinos eram fogo de palha, uma distração, nada mais, a fala seguinte era de alento, ternura e alegria, como quem reconta o que ouviu dos muitos outros em volta da mesa, apenas para atrair a atenção dos filhos, agregados, netos e bisnetos, todos atentos ao sagrado que fala por amor e em respeito ao desejo de proteção que todos buscavamos naquela senhora de olhos brilhantes, miudos e de uma cor indecifravel que nos recebia com bolos, cafes e afeto. Durante vinte e cinco anos de minha vida tive a sorte de compartilhar essa mesa e essas historias, sinais de amor eternos num canto qualquer da mesa, muito obrigado, por tudo!!!
11 janeiro 2006
alegorismos
Alegorias preenchem, por um instante, a imagem que queremos que elas definam, mas são artefatos da prodigiosa imaginação que interligam o circuito, a caixa mágica que projeta modelos e que permite uma visão tridimensional de qualquer imagem, nada que não seja pura ficção, alegorias, que pena não posuirmos uma caixa igual para o dia-a-dia, para a visão dos significados sutis de gestos, palavras e inações. Presos a uma regularidade previsível fisicamente, ainda nao sabemos como antever o que vem a ser o outro ou, pior, a confusão que se forma em grupos ou contatos, com os outros, mumifica-se a linha de conduta para evitar as imagens corpóreas não acessíveis. Gente que nao consegue sair da sua prisão, domiciliar ou não, por uma indecifrável condição peculiar de auto-flagelação ou medo de não conseguir recuperar os precatórios que a vida dispõe no ministério familiar ou público. A saída, inapropriada e descabida, é atribuir a terceiros ou aos mais próximos uma culpa por nossos fracassos, deles, e desferir gritos ou outros artefatos com o objetivo único de agredi-los indiscrimidamente, afinal somos o que eles projetaram. Equivoco maior nao há, essa alegórica fantasia de perda ou dano, como se o mundo estivesse nos devendo porque, circunstancialmente e, por consequência, acidentalmente, saímos perdendo na estaca zero das corridas, qualquer uma, se é que elas existem, as corridas. Suspeito que está na nossa disposição para a vida a outra aleogoria que nos faz ver coisas boas mesmo na adversidade e que nos faz idiossincrático.
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