02 agosto 2011

a política industrial e a cobertura do JN, a intrigante trama.

o governo sem nome identificável e de uma triste senhora sem rumo, escolheu, a dedo, a melhor data para lançar a nova, novíssima seria mais original, afinal, convenhamos, politica industrial já é uma expressão velha e morta em ideias e originalidade, pois bem, com um discurso inflamado de defesa do emprego e de proteção da indústria nacional e de luta contra a guerra cambial (sic) o governo lançou mais um pacote intervencionista, protecionista e sem pé nem cabeça para, segundo lá eles, proteger o setor, etc. Não há o que dizer dessa peça e do triunfalismo primário do governo tampão que empurra com a barriga, enquanto aguarda a volta do messias, seria bater em tecla gasta apontar os equívocos, muitos e tantos que fazem corar a vida inteligente mais infame, não sei o que são e não vou tecer comentários sobre o que querem além de preservar o poder, deles próprios e dos comparsas, esses também nomináveis, assusta-me, contudo, a cobertura do jornal nacional sobre o episódio. A versão foi única e de salvação nacional e o único economista escutado foi  um desconhecido senhor, que, obviamente defende e aplaude como urgência, o rebu. Devo ser ignóbil e com baixa capacidade de entendimento, nem o Krugman lá dos democratas, aquele que só vocifera nos matutinos, seria tão crédulo e ingênuo com tamanho conjunto de platitudes, certamente, há algo de novo no jornalismo da nobre emissora, uma mudança pró intervenção no câmbio ou algo mais explicito e menos republicano que fez a globo editar tão viesadamente e sem ouvir um único sinal contrário, ou opinião diversa do lugar comum, a indústria, por sinal, em uníssono concorda, portanto, concordamos todos, parecer querer dizer o editorial do JN.   Oxalá seja só um erro de má formação jornalística aqueles 50 segundos, se tanto, de erros, frases tortas e de claudicantes subserviência a um política industrial em tudo e por tudo, absolutamente errada, desde o diagnóstico aos contornos do que propõe, até mesmo, na escolha da data do lançamento, a expectativa do calote dos eua é uma glória para governos intervencionistas e que a tudo e a todos querem engolir. Certamente a globo, nas suas entranhas deve ter pulado do muro, só nos resta falar na rede enquanto não sufocam a banda larga para todos.

2 comentários:

... DdAB - Duilio de Avila Bêrni, ... disse...

para mim, governos têm que prover bens públicos ou de mérito. para mim, a provisão será feita com a contratação de agentes comunitários ou empresariais. para mim, tudo explicadinho na lei do orçamento: despesa universalmente regressiva e com base em tributos progressivos sobre a renda dos indivíduos e das empresas. para mim, não sobrará nem um voto em qualquer eleição decente, rsrsrs.
DdAB

... DdAB - Duilio de Avila Bêrni, ... disse...

epa. reli o que falei e vi que me enganei: imposto de renda sobre a empresa não pode ser progressivo, para não penalizar o tamanho e, como tal, a eficiência econômica. nem devemos preocupar-nos em excesso com o imposto da empresa: se for reinvestido, é bom para o crescimento, se for distribuído, vai cair na conta dos indivíduos e aí entra o imposto de renda progressivo!
DdAB