31 dezembro 2009

sem destino


sem destino no meio do nada, poderia ser essa a legenda dessa placa encontrada no meio de uma estrada vicinal próxima à fronteira norte do rio grande, acima do mampituba, portanto, nesse passo lento de dia querendo chover, poderiamos tambem, atentar para os presságios, afinal, o ano novo, inescapavelmente se aproxima de sua epifania, ou algo assim, nunca entendi a congruência desses fenômenos, tolos somos os que tentam entender o que virá, afinal a distribuição dos erros só com muita sorte, obedece a uma distribuição normal, por maior que seja a amostra ela não é significativa, mesmo assim, para os que gostam eis os palpites:
1. Dunga e sua seleção irão repetir 66 ou 98, explico-me, se resolver fazer boas apostas, Dunga leva os melhores e cai na primeira fase para o Portugal de sempre, agora, se mantiver o padrão de suas escolhas até aqui, perde para a costa do marfim depois de um vexame na estréia...
2. os militares não precisavam do decreto aloprado, mas a verdade, precisa de uma revisão sem retoques, para os dois lados, o melhor será anistiar o passado, o presidente será o arbitro do cesaris da direita e das esquerdas, melhor nao fazer apostas aqui e torcer para que o engano seja revisto....
3. a economia e suas surpresas, se crescer será abaixo dos cinco pontos, se sucumbir, será acima dos vinte, algo com uma variância tão grande só é possível num governo desenvolvimentista, por excelência...
4. o apagão será uma rotina eternamente não explicada, assim como o desemprego setorial, a quebradeira do estaleiro e a minuta daquele decreto que impõe a censura como controle social sobre a imprensa livre e estatal.
5. o clima, o eterno vilão, será frio e ameno, as chuvas regulares e a temperatura média do globo será amena como os discursos do obama, só a tragédia não mudará o foco
6. de bom mesmo só as eleições, eu espero....

24 dezembro 2009

Boas festas...

em homenagem aos meus tres leitores, de duas bandeiras, é verdade, mas leitores, devo, de significado impreciso, desejar um bom fim-de-ano, boas festas, que bia consiga dormir o bom sono dos pais, que a monografia consiga sobreviver ao filtro do decon, que a cidade maravilhosa do asfalto consiga subir o morro, que o lemonde abra falência mais rapidamente que a sua decadência, que a anistia aos politicos corruptos, proposta pelo planeta da constelacao vizinha, seja uma lei morta, que os costumes consigam evoluir para a cordialidade, docilidade e o sorriso largo, que a generosidade seja mais do que um retrato na memória, que os axônios cresçam  bem mais do que seus 40 metros, que a politica social do governo seja completamente outra, que a virtude da prudencia e da eficiencia sejam as bandeiras da vitória, que aquele orgao de pesquisa consiga se livrar da sua noite de cristais, que a midia consiga mitigar o coitadismo, que a palavra escrita permaneça fiel a antiga  logica matemática, que as contratacoes do inter saiam da lateral direita, que o prosecco da ultima semana seja degustado na lima e silva, que o toldo amarelo mantenha-se aberto depois da doze badaladas, que o premio esso de bobagem economica volte ao seu blog, enfim, que o bom humor e o destino de alegria visite a todos, sem o pudor tipico das festas familiares, é claro, boas festas...

23 dezembro 2009

Pistas

Twitter -
1. (of birds) to make a series of light short sounds;
2. to talk rapidly in an excited or nervous way.
3. a state of nervous excitement.
(Oxford - advanced learner´s dictionary, 1995, p. 1289)

21 dezembro 2009

Cerrito e outras paragens


Cerrito, fica colado em Pedro Osório que, por sua vez, dista trintaetres quilometros da metropople Pelotas, até ai nada de novo, no google coseguimos discenir tempo e local, caminho e atalhos, o dificil é pegar a estrada e encontrar a tal Cerritos, que literalmente se escondeabaixo de uma ponte depois de Pedro, simpática, mas fecha para o almoço e não agride ao meio ambiente ou ao melhor da boa gente, o dificil, porém, é encontra-la, para lá, nao encontrarás placas e podes ir e vir do Chuy ou de Jaguarão que nao saberás da ponte e de seus mistérios, se perguntas a alguem, te dirão que deves dobrar a esquerda depois do posto ou a direita antes do posto, mesmo que tentes, nao consegues entender...na prça escondida atras da centro comunitario de cor amarelo palido, o banheiro das senhoras reproduz a eloquente frase, "falta homem nessa cidade", realmente nao sei se isso reproduz a realidade, mas olhando os dados da migração negativa no Rio grande, a proximidade das metropoles em ascenção e o comentário de um local, "emprego só se for na prefeitura", entende-se, perfeitamente, a falta de homens, em sentido laico, contudo, ja nao podemos dizer o mesmo dos cachorros que sao tao abundantes quanto as capivaras no taim, mas Cerritos [de tao dificil virou plural, e essa nao é uma alusão a Cerro ou a Cerro Largo] é, sem duvida, um enigma atraente: um rio de terra vermelha e aguas profundas, arvores de sombra larga e muito calçamento sem asfalto algum, nem na chegada leste, nem na saida oeste, de vida cercada por pedro, a ponte é uma possibilidade plena, e o idh é elevado para os meus padroes, apesar das senhoras sem dentes na boca e de vestidos cor de esperanca...

16 dezembro 2009

ainda é noite no suriname

15 dezembro 2009

Cansei...

da política do improviso, da retórica de coletivas, dos asssessores na pláteia, da ministra e sua total ignorância de questões básicas, das edições milimétricas dos tele jornais... mesmo sem ter nada a dizer, todos os candidatos são ouvidos por exatos nove segundos sem interrupções. Minimal e sem graça os tempos dos cuidados multilaterais colocam o lugar comum no centro do debate, 'vicejas ou bossal e tuas temperas serão maquiadas com pó cor da pele para esconder o teu bocejo enquanto meneias a cabeça num sinal inequivoco de que nao consegues entender o que estão falando', o mesmismo, na sintese magistral ,da ministra e sua voz postada e vazia: "o meio ambiente é uma ameaça". Sinceramente, essa foi a única frase sincera e honesta de toda a semana, ninguem vai cometer algo mais inteligente e claro, nem mesmo o filho do Brasil conseguirá superar a ministra, afinal, o nosense e a inteligentsia ecológica juntas são capazes de transformar o meio ambiente em uma nova tragédia humana...sem palavras depois de sua fala, a ministra recupera o folego para mais uma entrevista de nove segundos..."pois é, articulando os dedos para por em sequencia as ideias, "aqui temos uma semana de exito afinal precisamos de bilhoes para garantir a deabulaçao dos trópicos", olha para o chao nao conseguindo mascarar a palidez que acorre aos que acabaram de expressar uma ...."temos que afinar os discursos, afinal estamos aqui na Dinamarca para salvar o planeta dos ambientalistas", digo...de outro tanto carrego a merencolia de uma semana de derrotas e forsatis, mais um ano sem conquistas na minha beira rio, mas dizem que vai voltar a chover no fim de semana.

12 dezembro 2009

ludopédio e cantata


a bola cheia não passa no detector de metais, o raio x nacional está obliterado pelo menosprezo da língua mater e do raciocínio desapaixonado e lógico, minhas virtudes não permitiram o passeio macuco, como se a guarda nacional, de transito livre na rampa, possibilitasse uma visita técnica às contas nacionais e a qualidade do ensino fundamental, anestesiados assistimos ao colapso, sem voz, como diria o senador de sunga, fala, fala ser inerte, por que nao te comoves com a falácia sobre a qual estamos todos, atônitos, envolvidos e desqualificados? Pastelarias da esquina compraram carros de arrebique para vende-los, os pasteis de vento, na calçada onde uma rumorosa fila de aflitos cidadãos comuns se locupleta, paradoxalmente. Como chegamos a tal ponto se eramos a quinta potência o ser hegemônico do novo século, a palavra presente que desdenhou o país do futuro, o pré sal da humanidade, o dunga capital da africa, o cara da opereta do el pais, a língua presa e a privada aberta dos da terra de sarneys? É verdade, nosass sinceridades não são compatíveis, nao sou renda mínima, tampouco acredito na bolsa familia, meu passo torto, como o do poeta, segue embriagando-me de resistência cética, porém ainda carrego a bola murcha entre os pés embaixo da poltrona, na voltaparacasa...

08 dezembro 2009

Bourbons e seus vizinhos sectários

depois de vários anos, volto ao encontro, já nao carrego a esperança do próximo encontro e de uma passagem sem atalhos para o outro lado da fronteira, viajo sem malas, apenas as leituras de viagem, uma peça de roupas, e o necessario para uma higiene habitual, lá terei tempo para rever amigos, experimentar a culinária lugar e subir algumas ladeiras, nao irei ao mercado e nao irei expiar a quedad´agua, ouvirei piadas sobre o economista latino e sem grana, saberei de mais uma homenagem ao furtado, visitarei o tumulo de mais um ortodoxo, aprenderei a andar na calçada estreita, serei de poucos alimentos e com sorte, terei onde passar noites, mas ainda acalento a esperança de entender aquele sotaque do oeste e aquelas equacões dinâmicas e estocásticas, modelos de efeitos aleatórias não lineares e em painel, tudo em busca de mais uma risível história nessa pequena passagem pelo mundo, esse mesmo mundo que os ambientalistas e suas equacoes, estão a usar, ideologicamente em proveito próprio, of course (com sotaque de cocal de telha, piauí).

07 dezembro 2009

domingos da silva, um brasileiro acometido de tamanha tristeza

o pastor de letras prega o uso do sofisma na primeira pessoa, eu, o rebolho, o panetone sem recheio, a massa de cascas d´alho, o vinagre da ribanceira, não sou o inimigo público número um, apenas vale o simulacro eleitoral, os pontos na proxima pesquisa eleitoral, o quanto afetas a oposicao, o quanto a candidata da situação próspera, assim, dessa forma gentil e fórmica, a caradura compõe a análise dos articulistas de todas os pagos, a idéia da torpeza, a dor dos que sangram a vilânia em vídeo, não são tão relevantes quanto ospontosque agregas noibope ou voxpopulis, ou outroqualquer instistuto de contas, distribuições normais no limite central teorema do, o que agregas é o que releva contra a oposição, o demais, a falta de ética, o roubo, a canalha, o dissimulado discurso do presidente, afinal, o mago disse que "as fitas não falam por si", somos o conveniente jogo das pesquisas, o poder das castas em termos políticos, afinal o pré sal é lama que arde nas torneiras do planalto, nas escadarias do congresso, nos mercadinhos onde a sublevação das demandas extinguiu qualquer noção de verdade, times simulam competir para garantir o título da grande torcida e narramos a epópeia como grande conquista, mesmo diante dos vídeos em que recebes a bola e atrasa, rola de lado, não chutas, não combates, não lutas, mais um galho de arruda no deboche, vedes, eramos só vontade de ganhar, da mesma forma dos que colocam dinheiro´público nas vestimentas privadas, o que importa é jogar o grande jogo, e não precisamos de titulares para simular o combate...

05 dezembro 2009

macaxeira-brava

28 novembro 2009

a peça


vertical e exuberante a peça ergue-se no plano alto a bordejar o mar, de aquitetura simples, linear como se vê, nada mais, salões superpostos em andares, dizem 23, mas se contarmos os que ficam ao res d´agua e o logo acima no improviso de pedras de proteção, deve ser essa a pedra ancilar dos lançamentos, em todos os casos temos ainda o pós vintetres, mirante de segris, ou algo com essa sonoridade, portanto, 28 seria uma boa idéia do espigao de concreto e maresia, a decoracao interna nao é de luxo total, mesmo já tendo alcançado o seu apogeu, continua imponente e de tomadas duplo foco, algo incompatível com fio terra e computaores portáteis, mas o controle funciona, o que me basta, nas noites, foram três ou quase, pude contemplar a vila de sao salvador a partir da praia vermelha ao lado de pituba, se nao me engano com os lugares, como é o costume, o que ansia é a sensacao de isolamento do alto-mar, por onde olhas, ele o mar, acorda mar, dorme mar, e assustado lembras da jangada sem ondas no meio do decimosegundo andar, la estava sofismando em alto mar, entre as rugas daquele tecido móvel, aportamos na angustia das ondas, movediças, entrecortadas, puras e salobras...apenas a banal lembrança das folhas de amêndoas na calçada da avenida principal, infãncia e a fuga para festa dos outros, aquela que converte em panelas os aglomerados humanos....

minudências

22 novembro 2009

ler e viver

leio na revista da folha que a casa completa sessenta anos de vanguarda, mesmo nao sendo um oximoro, o sempre nunca antes do bicaco, é estranha a construcao, afinal vanguarda e tradicao andam na contramao, a mesma contramao que impede o fluxo normal das idéias, e que anda soberbamente nas maos do plenário que ao julgar, transfere o poder absoluto para o executivo. Nao entendo muito dessas coisas, devo confessar, mas soa estranho esse rito processual, isso, essa estranha jeguice, que perdoem os jegues, reforça ainda mais o meu ardor parlamentarista, numa sub-representaçao com tantos desequilibrios como a nossa, prefiro, do veroo defender, o parlamento bicameral com primeiro-ministro da maioria e governo do povo, ou algo assim, mas tambem confesso a minha falta de conhecimento aqui, pensando bem, sei muito pouco da lingua patria e de outras tambem, o que nao me impede de cometer impropérios quando a folha digital provoca a turba com seus clichês, que, admito, sao meus, todos os lugares-comuns são meus, inclusive aquele que acabo de cometer, em anaximandros ou outro método de contagem de sonoridade e expressividade das palavras, afinal viver e ler, escrever e, vez ou outra, entender, sao os predicados da minha frase curta e sem glórias, o resto são conflitos que tambem nao entendo e que renego, francamente,,,,

18 novembro 2009

durvalino, o filme

soturno e sem solistas, estreiou hoje na capital dos emirados bizantinos, a última película da série, veja com seus próprios olhos no que nos tornamos, arranjo e textos faceis, diálogos tomados emprestados de personagens secundários de uma peça de Tchecov. Mesmo com o mormaço da tarde carregada de memórias das casas batidas da esquina da matriz, a acolhida local ao coquetel de lançamento e congraçamento de prata  e luz, foi formidável, naquelas instalações que receberam a corte de timon, a flanela correu solta, limpando a bunda dos ociosos, e reluzindo os esmaltes das señoras sentadas na primeira fila, ao descortinar do baixios, o abafado soluço dos choros, davam o tom da festa, minimas palavras, tosses, bocejos em diagonal, narigudos limpando o muro de arrimo, na ante-sala a ola dos bajuladores, reis e rainhas, acadêmicos de acadêmicas letras, reitores no mezzanino, crianças com roupas de festas...risos e lágrimas completavam a orquestra, durvalino, esse não foi, não viu, talvez por falsa modesta, ou por mais uma viagem ao gabão, ou por uma repetina lucidez, "meu deus, o que fizeram de mim?" como o dosta de crime e castigo, nao suportou a pressao da realidade, e sofria com pensametos de culpa -"fui venal e mentiroso, roubei, plantei intrigas e enganei o meu discurso com o discurso dos outros, fui caseiro, enólogo, marqueteiro, vice-ministro, roupeiro e falsificador de lugares comuns, revolucionário e sacripanta, dormi com o polvo e com a deusa lombarda, bebi doses imensas de hipocrisias, chupei picolés na praça, catador terminei meus dias nessa alegoria, nessa letargia popularesca", enquanto tartumeiava a sua mitigada liturgia, a grua lateral corre, paralela à vida real, uma tomada aberta da platéia em extase, sem efeitos especiais....

15 novembro 2009

Apagaditos

na semana do apagão, vimos o céu de estrelas, a sombra da vela acesa, a postura surrada dos ministros da era pré glacial, antes, portanto, da existência da energia elétrica, antes do estado de direito, da representação popular e da democracia assim como a entendemos, representativa e baseada da eleição livre, só isso, essa ignorância das eras, justificaria a formal aeólica e banal, não que aquela outra energia mereça esse adjetivo, como fomos tratados, "escuta aqui, minha filha" "assunto encerrado"! Então tá, diria o cidadão comum que paga impostos e que trabalhou, naquela noite de trevas. Afinal, vimos estrelas e constelações, foi um brinde de itaipu a nossa ignorância do universo e da idéia incial da luz, ponto focal nas linhas de distribuição, até o vocabulário foi ampliado, sabemos, também agora, que apagão é diferente de racionamento e que deixar sem luz 60 milhões de brasileiros em 9 Estados da federação em um ato dos deuses provocado por uma leve chuva com raios a 2km de distância da linha de transmissão. Nada como a imprensa livre, para esclarecer as circunstâncias, afinal nossos investimentos robustos levaram trevas para todos, ou quase todos e que temos um sistema estável e robusto que pode manter tantos na escuridão por tão pouco. A conclusão inescapável salta aos olhos: os deuses devem estar de brincandeira. A expressão inglesa para o que deveríamos ter assistido é accountabillity, algo simples e democrático, precisamos prestar contas do que fazemos, das nossas negligências e das nossas falhas humanas. Esse é um princípio simples, diz muito da atitude democrática, do respeito ao cidadão e a  dignidade e liberdade humana, tudo que os atos midiáticos dos nossos ministros conseguiram ridicularizar e suplantar, com maestria, é verdade.

14 novembro 2009

landscape dreams

13 novembro 2009

Cristalina em Teresina


Na letra e canção Caetano faz uma homenagem á geléia geral do Torquato, fiquei sabendo dessa história muito recentemente, para o menino de pés descalços cajueiro era um artificio  de sonhos, arvóres, aprendi cedo, devem dar frutos e projetar passagens mágicas, desciamos pelos galhos sem arrancar folhas, na sombra montavamos a estratégia de ataque ao inimigo imaginário, as nódoas ficavam na camisa, enquanto comiamos a polpa do caju, nem sempre amargo. A cajuina só viria mais tarde em forma de poema e pelo correio, enviada por uma mãe ingênua, já na época em que os cajus cresciam na garrafa de cachaça...

10 novembro 2009

Pensata, em dó menor

A FREE LUNCH

There is no such thing as a "free lunch"
Milton Friedman famously said,
And it has now become economists' mantra.
But long before Friedman, Shakespeare said:
"There are more things on heaven and earth,
Horatio, than are dreamt of in your philosophy."
I looked around and found
an abundance of evidence
of free lunches, free dinners and
much, much more.
A million things move people
to give things
with no thought of "quid pro quo"-
Love, pure friendship, compassion,
A generous impulse, empathy,
Sympathy, just plain concern.
Looks like Friedman's notion of
an economic man is a myth;
Perhaps he should listen to Tugwell,
who long ago said:
"An economist, who is simply
an economist, is a poor pretty fish!"

Chennat Gopalakrishnan (2007, spring)

08 novembro 2009

submurismo e o apedeuta



nosso [da nossa gente] submurismo é assistencialista e coitadista, nossas memórias são ricas em biografias sem conteúdo, mas cheias de coitados, orfãos, animais, boleiros, intelcetuais de offfice-boys ao doutorado, é a nossa praga, convergimos para a falta de sentido, como quem implora um prato a mais de comida, entre nós, o de mérito, é quase demerito, insulta quem faz ou produz, inteligência agride a razão social e não conta, picaro é nosso irmão-guia, condecedente, troca os verbos, não soletra na nossa lingua nenhuma das regras gramáticas da flora e fauna humana, mesmo assim, por uma biografia recheada de lugares comuns e de sofrivéis jargões, redefinimos o mito e esquecemos o brilho da conquista honrada, produtividade é uma palavra banida dos vocábulos da nova igreja, o que vale é a retórica apedeuta, surrada e sem concordância, mas que é proferida contra os cultos, educados, inteligentes e produtivos, ah, impropriedade verbal, ah solicitudes financistas, erma carne de penduras na pilastra do novo templo, apedeutas na praça, somos nós, enquanto o outro, o economista futurista, kandinsky, usa os grafos utilitaristas sem lógica, aparentemente....

01 novembro 2009

Aspecto ordinal


                                             Jacques-Louis David

" Supõe-se usualmente que [a matemática] surgiu em resposta a necessidades práticas, mas estudos antropológicos sugerem a possibilide uma outra origem. Foi sugerido que a arte de contar surgiu em conexão com rituais religiosos primitivos e que o aspecto ordinal precedeu o conceito quantitativo. Em ritos cerimoniais representando mitos da criação era necessário chamar os participantes à cena segundo uma ordem específica, e talvez a contagem tenha sido inventada para resolver esse problema. Se são corretas as teorias que dão origem ritual à contagem, o conceito de número ordinal pode ter precedido o de número cardinal. Além disso, uma tal origem indicaria a possibilidade de que o contar tenha uma origem única, espalhando-se subsequentemente a outras partes da terra. Esse ponto de vista, embora esteja longe de ser provado, estaria em harmonia com a divisão ritual dos inteiros em impares e pares, os primeiros considerados masculinos e os últimos, como femininos. Tais distinções eram conhecidas em civilizações em todos os cantos da terra, e mitos relativos a números masculinos e femininos se mostraram notavelmente persistentes." (Boyer, Carl B., p. 4)

31 outubro 2009

reincidências

27 outubro 2009

todas as memórias são inventadas

cabe redizer o mesmo, afinal, todas as memórias são inventadas e não estamos falando de memórias seletivas, falamos do fio d´agua que liga o tempo presente ao passado, qualquer um, fio, ou tempo, passado ou presente, são obras da humana gente que somos ou fingimos ser, mesmo que ouricuri não seja a terra do poeta, a rima na recife dos ratos no centro e da livraria do sete, são alusões da lembrança ou forçosa imagem do desejo de ser lembrado como recifense ou outro ser, de oricuri o trem ruma para o sertão de gilbués ou para a petrolina de juazeiro, prima irmã daquela outra cidade do galo pendurado na torre de raios na igreja matriz, na praça capital, sem querer, inventamos a lembrança, o que nao dizer da replica, do trem, do jogo de bola na alameda, do cercado nas quebradas da ribanceira, de maria mole na areia branca do riacho, entre juritis e siriemas, encontro improvável que só a invenção de uma memória, também ela, inventanda, como o passado de glórias do partido do presidente, ou a trajetória do senador de ourofino, ou a fala do bispo na ladeira dos quatro becos, inventamos a memória para não morrer no dia seguinte, de sem memória ou de falta de glória, sem memória morreriamos precocemente, por isso inventamos a memória do viver, frutapão na calçada alta, pés de café no caminho dos poços ao pé da bica, arvóres tombadas na grota, pipiras soltas, sibilam o teu nome, memórias...

26 outubro 2009

inelutável


"Hoje decidi anotar meus pensamentos contra a morte de maneira como eles me vêm, aleatoriamente, sem nenhum contexto e sem submete-los a um plano tirânico. Eu não posso deixar que essa guerra passe sem forjar no meu coração a arma que dominará a morte. Esta arma terá que ser atormentadora e traiçoeira, coerente com ela. Eu queria, em tempos menos limitados, fazê-la vibrar sobre brincadeiras e ameaças ousadas; eu imaginava a derrota da morte como um baile de máscaras. (Elias Canetti, 1905-1994)"

22 outubro 2009

A bento, voltarei



na terra do Bento, Gonçalves não vai, não foi, não sei, mas eu irei, novamente, desde a primeira vez, lembro-me pouco ou nada, além do vinho e do motel nos costados do corrego, lembro-me da marrom e do carro sem gasolina, e da graspa no café da manhã no bar da esquina, de lá também vem a última lembrança da amiga fafá, risadas e o leinte quente improvisado, mais não lembro, apesar de por lá ter voltado outras quatro vezes, tranquilas, viagens de trem e de queijos em Barbosa, Carlos, poucas vezes fui a um lugar tantas vezes sem carregar alguma imagem ou lembrança, em Bento é assim, se não cuidar perde-se o trem e o juizo, pois bem, amanhã mais uma viagem, agora na poltrona 21 do semi-direto [diz-se de quem parando aproxima-se do destino em lá chegando, volta por conta do tempo perdido]. Como sempre adoro a estrada da serra, por lá dexei uma boa dose de meus casmurros e uma corredeira nas ladeiras, algumas garrafas na parede lateral do quarto de domir e mineiridades de copiosa lembrança. Apesar de não conhecer e não saber, a essa Bento já fui, repito, quatro vezes, Bento do duque e da Bia, beneditinos sabem dizer que por lá passou um tropego nordestino, vindo de minas num lombo de um jegue, falou sobre abertura econômica e sobre os custos econômicos do vinho consumido ao volante, por lá comentou a inapropriada figura dos movimentos sociais e assobiou a nona em redondilhas, demonstrou o quarto teorema de jogos estritamente competitivos  e montou na sela do mangalarga, na volta só descida sem paradas, eu espero...

Ação afirmativa, pra quem?


"In a global justice problem, equality of opportunity is satisfied if individual well-being is independent of exogenous irrelevant characteristics. Policymakers,however, address questions involving local justice problems. We interpret a collection of local justice problems as the decentralized global justice problem. We show that controlling for effort locally, which is not required by the global justice objective, is sufficient for decentralizing equality of opportunity. Moreover, under some conditions, equalizing rewards to effort is not only sufficient but necessary. This implies in particular that most affirmative action policies may not contribute to providing equality of opportunity." (Caterina Calsamiglia. In INTERNATIONAL ECONOMIC REVIEW Vol. 50, No. 1, February 2009)

21 outubro 2009

Regional growth

Specifically, when the economy moves from dispersion to agglomeration, the rate of innovation tends to increase. Consequently, if the growth effect triggered by the agglomeration is strong enough, then even those who remain in the periphery will be better off. Hence it can be argued by Rawls' principle that there is no real conflict between growth and equity here, in the sense that all workers are made better off. It should also be stressed that this Pareto-optimality property does not require any transfer whatsoever: it is a pure outcome of market interaction. (Masahisa Fujita and Jacques-François Tisse, 2009, p. 116)

20 outubro 2009

Magnitude acidental e o IOF.

"A expressão russa para variável aleatória se traduz como magnitude acidental. Para os planejadores e teóricos da Administração Central, isso era um insulto. Toda atividade industrial  e social na União Soviética estava planejada de acordo com as teorias de Marx e Lênin. Nada poderia ocorrer por acidente. Magnitudes acidentais poderiam descrever coisas observadas em economias capitalistas - não na Rússia. As aplicações da Estatística matemática foram rapidamente sufocadas."(David Salsburg, 2002, p. 129)
...è invevitável uma sensação de desamparo e perplexidade diante dos movimentos da Fazenda e de seu Ministro no combate ao que ele chama de alta especulativa do dólar.  Uma por uma, eles vão aplicando todas as teses heterodoxas em proveito próprio, é claro. Meu temor é o próximo passo, além da Vale o que mais vai ser doutrinado ou encampado? Retóricas a parte, vai longe o tempo em que medidas rídiculas eram tratadas com o sarcasmo e deboche que merecem. No atual governo tudo se resolve com a ampliaçao dos poderes do Estado. A inteligência criativa resume-se a aumentar impostos, aumentar os gastos permanentes e promover a trasnsposição messiânica das águas do velho chico. Nesse ritmo os anos noventa serão apenas uma magnitude acidental em sentido laico.

17 outubro 2009

Clips


Como diria o rei...

"Nos lençóis mácios amantes se dão
Travesseiros soltos, roupas pelo chão
Braços que se abraçam, roupas que murmuram
Palavras de amor enquanto se procuram."
Roberto e Erasmo

14 outubro 2009

poema metalúrgico em: saudade de minas

TREM DE FERRO



CAFÉ com pão

Café com pão

Café com pão


Virge Maria que foi isso maquinista?

Café com pão

Agora sim

Voa, fumaça

Corre, cerca

Ai seu foguista

Bota fogo

Na fornalha

Que eu preciso

Muita fôrça

Muita fôrça

Muita fôrça



Oô...

Foge, bicho

Foge, povo

Passa ponte

Passa poste

Passa pasto

Passa boi

Passa boiada

Passa galho

Debruçada

No riacho

Que vontade

De cantar!



Oô...

Quando me prendero

No canaviá

Cada pé de cana

Era um oficiá

Oô...

Menina bonita

Do vestido verde

Me dá tua boca

Pra matá minha sede

Oô...

Vou mimbora vou mimbora

Não gosto daqui

Nasci no sertão

Sou de Ouricuri

Oô...



Vou depressa

Vou correndo

Vou na toda

Que só levo

Pouca gente

Pouca gente

Pouca gente...

A bailarina que tomava morfina...

não tente repor seu doutor, em dias de sol, sinto a falta de ar dos asmáticos, as páginas sem números no talão de cheques de viagens, a angustia do feriado, o chá das senhoras na alfaiataria, os meus besuntados bifes cortados em fila no freezer, a visita dos amigos,  as incertezas de  horas no estacionamento lotado, e lá, naquele retumbante show, acusam-me de dor, quando o que precisamente significa nao sabemos, ela a dor, retorna. Mais um nobel sem resultados palpáveis na já surrada e douta ciência, senhora dos lugares comuns ganha prêmio inédito para mulheres, sem a intervençao do estado, divide a farra com o senhor das grandes corporações sem conflitos, mesmo antes dos primeiros sintomas, coça-me a epiglote, porque mesmo esperar a vitória da paz diante de um factóide? Divagações demais para apenas uma dor e uma dose, alergias me levaram a tamanha opção, mesmo sem os canhões das caixas de votos afegãs, em chamas vibram com o trofeu nas mãos, os eleitos. A bailarina, essa menina das noites fazendo arte, descansa enquanto a outra senhrôra alavanca as ongs, governança e símbolos, não soa bem essa droga, dores já nao sinto, mas o bailado tartumedeia a voz rouca, palmas espalham essse fervor pelas pontas dos dedos em zigzague entre as ampolas destampadas, sonolento, o nariz ouve a respiração dos senhores de fraque da soberba escola, instituições do medo zelam a esperança dos liberais do norte...danças hungaras na vitrola da bailarina.

07 outubro 2009

arma de fogo


chuvalhada

02 outubro 2009

Posto 6, voltando da glória



Tudo bem, tudo mal, vamos ouvir muita gente boa querendo faturar, levaremos umas pernadas, nada vai mudar afinal. Falaremos das verbas, dos desvios, da violência, dos desenganos, por que não? Falaremos até da segunda divisão e do flu, vasco não, dos morros que nunca subimos, da linha amarela, da serra e suas florestas, tijucas e olarias, petropólis e suas encostas, dos ônibus que nunca param na linha, dos carros na calçada, das praias na segunda a tarde, do largo, da lapa e suas canecas, do arrastão, da saida do túnel em balas perdidas, falaremos, e muito. Porém, ai porém, sem dá na vista, algo acontece nesse mundo que nao está nos manuais e nem obedece a qualquer lógica, apenas explode, como bolhas ou manivelas de barco a lenha. Nas trilhas do metrô, falaremos até das celulites no leblon, do botafogo e sua falta de jeito no engenho de dentro, da praça do lido, em copacabana, essa semana e nas próximas, mesmo sem querer, falaremos da fome, da miséria da bala perdida, mais uma, e de todos os achaques da vida na vila sem esgotos e na cidade dos deuses e dos políticos, e de suas façanhas, também querem uma medalha, pouco importa, e ainda nao fomos ao jardim botânico, ao fundão da praia vermelha, piscinão e suas pastelarias, os altos da glória, ipanema, que pena, nada mais...oxalá, saibam os deuses jogar os seus buzios em angra, e, se eles existissem,[os deuses], certamente, estariam na mesa de bar bebendo o dia dos cariocas e de todos nós... amém!!!

28 setembro 2009

niti and nyaya


"In constrast with most modern theories of justice, which concentrate on the 'just society', this book is an attempt to investigate realiztion-based comparisons that focus on the advancement or retreat of justice. It is, in this respect, not in line with the strong and more philosophically celebrated tradition of transcendental institutionalism that emerged in the Enlihtenment period (led by Hobbes and developed by Locke, Rousseau and Kant, among others), but more in the ' other' tradition that also took shape in about the same period or just after (pursued in various ways by Smith, Condorcet, Wollstonecraft, Bentham, Marx, Mill, among others). The fact that I share a point of departure with these diverse thinkers does not, of course, indicate that I agree with their substantive theories..." (Amartya Sen, 2009, p. 8)

22 setembro 2009

linóleo


Amor como em Casa

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
Amor como em casa.

(Manuel Antônio Pina)

19 setembro 2009

Mastruz com gengibre

16 setembro 2009

poemática

diz q assim virao os dias, em números, nao necessariamente primos, o dobro do múltiplo de dois, depois, no depois apenas uma trinca ou n-tupla na sequencia, descamba para o quarto, num quatro termina, eis o clérigo e a sua rima, o número, esse insolente deus das letras que tangecia os suportes, em redondilhas nas cercanias dos vales ou nos aproubos dos cumes, vai-se, aos que sonham, amanhecer noutra raiz, unitária, ou sem traço definido, os números...

13 setembro 2009

telúdio




estilo, obra do acaso, não denuncias quem te procura, mas revelas tudo aos que sabem e não procuram, apenas, conservo a impaciência dos números, a curiosa procura por novas palavras, no meio da livraria a lembrança do café do outro lado da calçada, a inclinada rampa do fio, a corda que estica a lamina d´agua, das nuvens o recado sombrio, tornas a especular com o tempo da espera, voltas os teus olhos para o passáro da angústia, mesmo que as cadeiras na, agora remota calçada, não saibam dizer dos amigos no bairro salvadorenho, da praça das casas coloridas, da harmonia da lama entre cavalos, o passáro, refém da chuva, espera na caixa postal, apoia-se no cano de recolher jornais que nao chegam, vítimados pelo tempo, partem sem cafés, sem livros, sem ouvir o último refrão dos bico de agulhas, mimetizados entre carros, silenciam...

12 setembro 2009

PBF - barganhas, nada mais.



“o homem rico pode se dar ao luxo de aceitar um fair gamble.” Brian Barry


O bolsa familia é isso, em essência, os que nao têm salário reserva aceitam qualquer caraminguá e em troca elegem o seu "salvador", enquanto isso, o neocoronelismo capricha no discurso e no orçamento*, todos somos cumplices e provedores da mesma armadilha que prende os de baixa renda numa área de aparente conforto para os beneficiados e de muito conforto para os re-eleitos, enquanto isso, nada muda,todos os dias milhões voltam para o bolsão da pobreza e os poucos que saem não são assistidos pelo estado assistencialista. E o herói da turba se diz pai dos pobres, lamentável se não fosse a crônica dos últimos oito anos no Brasil.

*Dados Bolsa-Família no Orçamento do Governo Federal - 2006-2010:
Número de famílias atendidas:
2006 a 2009: 11 milhões.
2010 – 12,7 milhões
O custeio
2008 - R$ 10,5 bilhões
2009 - R$ 11,4 bilhões
2010 - R$ 13,1 bilhões

08 setembro 2009

Ouricuri existe!!!

07 setembro 2009

em demasia


...feriado demais, dores nas costas demais, leituras demais, futebol e sal em demasia, corre à boca pequena, que o presidente vai levar o país para a segunda divisão, depois de passar boa parte do campeonato no G4, agora só quer saber do G20, caças demais, euros demais para a república das bastilhas, submarinos, o que não tens ainda, no fundo da lama, tiras, também em demasia, do armário dos esquecidos, exercícios estatizantes demais, citas sem escrupúlos os ganhos da era dunga, "desce o cacete que disso eu entendo", encantar e jogar o bom "dible" só agrada o povo e os europeus ricos, nada mais, portanto, vamos marcar demais, sopesar o marco regulatório e dividir todas com os companheiros do partido demais, trabalhadores sem sunga vão ao mercado, mais uma vez, para tanto ser, temos que eleger nossa subtenente na "capita federa" e nosso médico na esquina sao joão, nos demais, seremos todos aliados do centro corrupto em nome do conselho das nações, em desevolvimento...

04 setembro 2009

More to lose

"...that it is possible to say only two things about rational bargaining:first, that, if the parties are rational, neither will accept an agreement giving it less than it could obtain in the absence of agreement; and second, that the parties will not reach an agreement such that there is an alternative agreement available under which one would be able to do better without the other doing worse. (...) we can say that rational trading partners will reach the contract curve but we cannot say where in it they will finish up. Subject to those restictions, the outome could be anywhere: its locatin wass held to depend on the psychology of the parties." (Brian Barry, 1989, comentando um resultado enfático de Von Neumann e Morgenstern, 1944).
Algum tempo depois no artigo de 1950, Nash encontra não só uma solução, um ponto na fronteira, mas mostra que a desigualdade no poder de barganha entre as partes é fundamental nesse processo: "the actual form of the Nash solution is that rational bargainers will finish up at the point where the product of the utilities of the parties is maximized, when the nonagreement outcome is assigned zero utility tu each party"(Brian Barry, 89). Sendo ainda mais enfãtico: that rationale of the Nash solution is not that it is designe to maximize joint efficiency, except in the uncontroversial sense that it gets the parties to Pareto ftontier. "
Questões abertas para a primavera em Porto Alegre:
Como programas de transferência de renda são afetados por essa lógica?
Como definir um criterio de justiça distributiva aceitável? (essa é melhor esquecer...)
Se aumentar o bolo a solução pode ir para um ponto além da fronteira, o que isso significa do ponto de vista dos ganhos de bem-estar? Voltamos ao trickle-down?
Qual a saída proposta por Harsanyi?
por fim, mais uma citação: " the poor person tad less bargaining power the the rich one and should therefore be expected to get less than half the legacy."

30 agosto 2009

simples assim

agonia desidratada nos postais
palavras usadas com ardil para o ataque
defesas surpresas com a pistola na surdina
foices nas vestes empunham cartilhas
linguistas sao requisitados para o abate
mínimas e sem sal a lingua nua e presa
espia e escorre a salobra água
enquanto vomitas palavras demais,
vetos demais... parcas sao as manhas
em que duvidas de algo. Dormentes
postos na estrada, em posição de escuta,
apodrecem...

28 agosto 2009

Em sibemol

sabe-se pouco, muito pouco, sempternamente, prejuga-se o desafio, oh! pequena igreja, tuas palavras nao fazem sentido, ecoas uma grande farsa, em nome do que mesmo? O caseiro foi vitima, mas o culpado nao existe, afinal, as zelites nao sabem perder, todos cremos na hipotese suprema, e a exploracao, como mantra da situaçao, a todos perdoa, filiados ou nao, justifica, beatifica... em momentos assim, calo-me, recolho-me ao cd popular, ao absurdo sopesar das palavras na boca dormente de uma mente em desalinho com a eternidade, contemporaneos meus sucubem ao virus local e ao reinado das sondas do pré sal, dá dó, ouvi-los, sabe-los, então...

26 agosto 2009

25 agosto 2009

Uma resposta aos gibões, monoblocos e gatunos.

"Even though such rhetoric (e.g. ' all men are born equal' ) is typically taken to be part and parcel of egalitarianism, the effect of ignoring the interpersonal variations can, in fact, be deeply inegalitarian, in hiding the fact that equal consideration for all may deamand very unequal trreatment in favour of the disadvantaged."
(Amartya Sen, 1992)

23 agosto 2009

A crise acabou, será???

"Ao comemorar o final da crise as autoridades públicas deveriam colocar os parâmetros corretos para uma analise mais sensata, afinal, a que preço está incentivando a economia em setores específicos? Novamente, pegamos o atalho e revigoramos uma visão de expansão dos gastos correntes e com pessoal, negligenciando investimentos de mais longo prazo, (ou alguém acredita na efetividade do PAC?) um estilo bem típico de uma conhecida visão de desenvolvimentismo tão em voga na América Latina. Certamente, o exemplo do Rio Grande tem um fôlego maior no longo prazo e, apesar da crise política enfrentada pelo governo, o ajuste fiscal com retomada de investimentos é uma resposta mais efetiva a crise econômica mundial e sobreviverá como modelo a ser seguido."

21 agosto 2009

A trinca...







Em ordem inversa, eis o roteiro da primavera em Porto Alegre, duas releituras, uma leitura nova e a volta ao equilibrio geral. dinâmico, estocástico e em contração, microfundamentos contra a alegoria estática e fantasiosa. Abertura econômica, choques, expectativas, pois sim, e arbitragem em derivativos, todos...

16 agosto 2009

Taperebá

o balde de jabuicabas do deputado, pode ser amplificado se uma análise sistemática da forma de ocupação do território nacional fosse incluída no cardápio. Com o obetivo de prepar o Estado de Roraima para proteger a fronteira, o governo, via constituição de 1988, cruz credo, implantou:

  • legalização de terras indigenas sem possibilidade de exploração econômica
  • todo o aparato estatal,
  • tribunais, ministério público, e procuradoria,
  • economia centrada nos salários dos ricos funcionários públicos,
  • avenidas largas e casas nobres, do estado,
  • artesanato indigena, do estado,
  • casas de espetáculos no coreto da praça e do estado,
  • exercito e escolas, do estado,
  • universidade federal e estadual,
  • radio e televisao, do estado,
  • transporte público,
  • igrejas e suas vertentes do e para o estado.
Apenas os postos de gasolina ainda nao sao do estado, mas os carros que sao abastecidos pertencem a frota pública ou aos funcionários públicos...enquanto isso, as terras devolutas sao vitimas de assentamento, do mst, melhor, do estado, produção nenhuma e uma população dos sep(s) (sem emprego público), na periferia dançando forró ou trabalhando nos hoteis da cidade para receber os agentes do estado, sim senhor...Melhor nao continuar, porque "mais com pouca",na forma pura e simples do dizer da gente do lugar, vem de ser estado a palavra que ousas sussurrar...

13 agosto 2009

livros


12 agosto 2009

Os sintomas,,,

Os nescios nao sabem o que recomendar, esperam o quadro piorar, mesmo protocolo, segue a minha dor de garganta, dores nas costas, cansaço e uma tosse seca, recheada de uma leve suspeita de que é comum a gripe A, mas ainda na encosta, viajei para a terra dos ventos fortes, algo paradoxal, volta para terra da infancia sem nunca ter visitado a boa vista dos dias que correm, eu, mesmo nao sabendo o que significa, aponto os mesmos sintomas em outras ilhas:
zelaya visita o presidente da república e apoia o sarney
o ministério decifrou o dialogo da caixa preta, tudo com aval da filha do ministro
as contas públicas da uniao nao sobrevivem a uma leve queda na receita em pelo menos em um dos proximos 13 anos
o pré sal é da petrobras e da turma do gabrielli
vinhetas da record na ilha das laranjas
a estônia empata com o brasil em jogo complicado
a ministra da casa civil solicita a queda da bastilha na ilha dos bois
verdes olhos acenam para o vento leste, lágrimas sobejam nas tosses
em oito anos nao fomos capazes de construir a ponte de guaribas
a vacina ja nao funciona
a fila de espera do sus é maior do que a muralha da china em extensao de mal tratos
o pais dos magistrados, procuradores e ministros do supremo, sofre mais uma derrota na omc
a venezuela fica a 120 quilomentros do tamiflu
resistir ainda é uma possibilidade....

08 agosto 2009

poema da noite sem luz


Poema trágico: Ai de Mim

"é vão

e tudo é vão

da oca-luz do brilhante

ao escuro-vazio do carvão

(...) vão-se os anéis

os dedos

vão-se, também,

as mãos

tudo o que é

escorre-se à vanidade

extinta

só sobra o nada

o sem bordas

o incolor

o vão

mesmo ele

em vão

esvai-se."

r. ponts

06 agosto 2009

a coletiva em segredo ou a lua e seus deslevos

saturno ou marte alinham-se em angulo de quarenta e cinco graus com a lua cheia, chamamos de estrela dalva essa combinação, mesmo com dados imprecisos, pode-se entoar o canto e colocar rebento no mundo que eles, com ou sem coletiva do mpf, lá estarão, porém, encerra-se o ciculo e lá estaremos nós miguantes e orfãos da beleza daquela lua e daquela estrela... mídia, abusas da tua natureza e não tens nenhuma palavra pura, jogas ao sabor dos interesses e nao apresentas uma página limpa para manifestação sintese da justiça, procuradores é o que são, mas não podem pensar numa lua tão bela como ribalta, tuas mãos estão sujas desde aquela midiática celebração da falta de ética e de pudor, o pudor da dúvida, do direito de defesa, o pudor da verdade, da vontade popular não sabem dizer, sao doutores em roupa de doutores, voz de doutores, para incriminar basta o verbo, para o demais cabe o sigilo e o rigor formal das leis que criaram, protocolos e vozes unissonas, soberba e empáfia, jargão e acento na penúltima silaba, "não haverã moleza para esses reús", para esse que atende por contribuinte, que paga os salários generosos dos doutos, que generosa e ingenuamente fazem pender o fiel da balança para uma ideologia só e para um grupo só, sem discrição ou obsequiosa busca da verdade, condenam sem apresentar provas, oxalá as provas sejam cabais e definitivas, estaremos assim privados de uma injustiça coletiva, mas isso não inocenta a barbarie midiática dessa data, cincodeagostodedoismilenove, e dizer que estamos nas terras mais ricas e civilizados da zona temperada do meio gaucho, lua nao te escondas, alumia nossos sonhos, porque nossa justiça já não é cega mas corre em segredo de justiça as provas, não os condenados por doutores do ministério, santo, espirito, nem tanto.....

02 agosto 2009

economia agônica

Graças a elas, podemos quebrar a glicose e transformar respiração em energia...poderia começar assim uma nota de rodapé sobre o papel das mitocôndrias para os seres vivos, leio também, que elas seriam nossa referência ancestral, uma espécie de fóssil da vida que já postula todas as informações para definir nossos laços de parentescos e a nossa origem, etc. Não vai longe o destino de um só, afinal, somos, todos os seres vivos, parentes, primos em algum grau, mesmo distantes, primos, parentes, vale a metafóra, energia, uma função isolada que repõe a vida e ainda registra tudo, uma pequena consciência, desagregada que seja, da nossa casa das máquinas e de como somos capazes de extrair energia do ar para impulsionar o bólido, sem rumo é verdade, mas com uma impressionante química regular e evolutivamente eficiente, nada mais, os outros arranjos humanos deveriam contemplar a beleza desses 'organelos celulares' e sopesar a arrogãncia com uma dose generosa de simplicidade e objetividade. Vale o mesmo para o mercado dos jogadores, para a vida dispersa nos bairros afastados do centro econômico e no viaduto da joao pessoa??? Sempre os mesmos indivíduos há dezoito anos, entra governo e sai governo, entramos para governos e saímos de governos, e não sabemos como propiciar que mais gente tenha a sua função energética livre e em pleno funcinamento, a cidade se desculpa, faz propagandas, até metas são propostas, mas nada funciona porque não há uma livre expressão das nossas mitocôndrias...

Domingo sem futebol

01 agosto 2009

nao deveríamos, mas...

"Tem gente tão imbecil, tão ignorante que ainda fala: 'O bolsa-família deixa as pessoas preguiçosas porque quem recebe bolsa família não quer mais trabalhar'.”Lula (31/07/2009)


Nesses termos, assim colocado, fica dificil qualquer defesa sensata do uso dos argumentos e das, tão importantes para todos nós, evidências empíricas, honestamente, torço com todas as forças que me são próprias, para que chegue ao fim esse inusitado rosário de impropérios e que acabe, do verbo vai embora sem deixar saudades, esse governo e, com ele, a lógica populista e caudilhista (diz-se de quem governa com arroubos e cretinices e que faz do país o paraíso do coitadismos), resigno-me a esperar e rogar, para que nao caiamos novamente nesse triste e demagógico conto da bolsa perdida, no final apulpos e vaias, que é o que cabe fazer um cidadão comum que honra suas limitações e respeita instituições, por fim, uma outra frase da ex- folha de são paulo, antes tão combativa, hoje omissa e conservadora, "Em particular, se nenhum de nós é
especial, o bom exemplo de cada um conta muito mais do que a percepção ingênua nos sugere" (AHA)...

25 julho 2009

Em parceria com a Cristina ou o contrário...

RESUMO
A análise da realidade sócio-econômica se torna mais realista quando se considera a ordem de ocupação geográfica que o modo de vida da população impõe. Na primeira etapa deste trabalho a Nova Geografia Econômica (NGE) é apresentada como um modelo de compreensão desta ordem. Neste modelo, escala, proximidade e liberdade econômica são elementos fundamentais para explicar pujança ou estagnação econômica. Para verificar a validade dos pressupostos da NGE para a Região Sul são utilizados dados censitários dos municípios dos anos de 1980, 1991 e 2000. O modelo econométrico aplicado é baseando em Hanson (1999). Os dados estão agrupados e foram utilizadas técnicas para isolar efeitos fixos, ou seja, características de variáveis que não mudam com o passar do tempo. Os resultados dos testes econométricos não foram todos estatisticamente significativos para todas as variáveis, por isto recorreu-se à interpretação com valores exogenamente determinados. É possível afirmar com bom grau de significância que o fator “tamanho do mercado” é importante para explicar aglomerações na Região. Para avaliar outros pressupostos da teoria novos testes serão necessários.

Palaras-chave: aglomerações, mercado potencial, Nova Geografia Econômica.
JEL: R12, O15.

Em parceria com o Cassandro, ou o contrário...

Resumo:
A utilização da frequência escolar como variável proxy para determinação do sucesso do Programa Bolsa Familia, na eliminação do ciclo da pobreza nas regiões mais pobres pode levar a resultados equivocados. A melhor variável, para este caso, e que não é diretamente observável, é o esforço empregado pelo aluno. Assim, o incentivo fornecido pelo Governo, deve incentivar o esforço e não somente a frequencia escolar, dado que as duas podem não estar perfeitamente correlacionadas. Utilizando-se a modelagem do principal-agente, entre o Governo e o aluno (representativo), analisa-se como se comporta o agente no processo de escolha do esforço a ser empregado. Os resultados mostraram, que mesmo que a haja uma correlação perfeita entre a frequência escolar e o esforço do agente, o estímulo ao aluno, no presente sistema de incentivo, gera esforço mínimo. Existe assim, atualmente, um equilíbrio de Nash sub-ótimo. No ambiente, em que a correlação entre as duas variáveis é imperfeita, o esforço máximo a ser realizado, pelo aluno, depende da influência da natureza, assim como das transferencias realizadas. Segundo os resultados, o atual sistema de incentivo gera a permanencia do aluno num equilibrio de baixo nível de capital humano. Assim, outro sistema de incentivo deve ser proposto no qual as transferencias sejam condicionadas a variáveis observáveis.
Palavras-chave: Programa Bolsa Família; Incentivos; Condicionalidades; Equilibrio de Nash.

24 julho 2009

Economia regional



Meu amigo, orientador, professor Nali, fez hoje um pequeno gesto, mas de uma importância capital, ligou para minha casa, depois para o meu celular e em seguida foi a Faculdade de Economia com a intenção única de me presentear com o seu mais novo livro, a dedicatória cobriu-me de orgulho e renovou aquela convicção que temos e as vezes não sabemos se merecemos ou se estamos a altura. Muito obrigado Nali, permita-me usar o primeiro nome, tive uma semana dificil e fui testado ao limite na minha autoestima e convicções, assim, mesmo sem ter lido ainda, gostaria de saudar o professor, o gesto e o livro, todos, lá ao seu modo, foram muito importantes para que eu conseguisse entrar naquela sala de aula e cometer modelos de crescimento endógeno com a garra de sempre, mas, confesso, com feridas graves naquele tecido esgarçado que compõe a nossa imagem no espelho e define as nossas esperanças, vida longa ao livro e ao querido professor.

23 julho 2009

Livros, segunda edição

21 julho 2009

Brasil, 21 de Julho de 2009




o estado dos outros foi tomado pelos estudantes, agora sócios, cumplices e comparsas do bem público, afastam a lógica e apoiam as dúbias palavras do líder supremo, as afinidades da turba com o mal uso da mulher do gás, a filha prodiga que salvou o partido dos correios, digo, dos bancos de emprestimos em nome das dignas leviandades da revolucão cristalizada na luta de classes, meninos tolos vestidos de turbantes antiquados e tristes, mimetizam o slogan e retumbam o lugar-comum, nas ruas da capital sombrias desinteligencias fazem o jogo do crime organizado com o aval do mec, meninos nao estudam, apenas recebem sinecuras do partidão, e prebendas do estado das bolsas, mínimas castas empurram o país para intransigência, trasnfigurado o herário passa de mão em mão, em atos secretos, enquanto isso, a mídia, sorridente, procura uma brecha para receber o seu devido quinhão, nas sombrias nuvens a tempestade se forma e ameaças de temporais rondam a minha casa....

19 julho 2009

Tristes tópicos


raras, e, evidentemente, sujeitas a enganos solares, são nossas visões de marte, terra dos arados aleatórios de, também raros, extra-terrestres, diga-se, no que cabe, raros os extra-terrestres da ficção humana, não os que de fora são, porque assim serão, sempre, por pura lógica, senao, repare...mas outro veio traz-me a esse descampado, a motivação tolitária da oposição, o oportunismo do ministro e a galhofa cobertura da imprensa, tristes trópicos esse da zona temperada, vigia com olhos mocos o que atenta contra a liberdade e a condição civilizatória, acuados cederemos todos aos gritos da cega insanidade, viéses midiaticamente aceitos e incentivados pelos formadores da doxa, noutro mundo, no entanto, os montes do olimpo jorram amalgamas que quebram o protocolo e rechaçam a agressão e os dedos, em teclas, não estarão na praça aplaudindo os radicais, mas manterão a vigilia e o respeito à noção elementar de dignidade e respeito ao cidadão comum, por fim, torçem para que essas impropriedades nao realizem suas expectativas....

14 julho 2009

linha burra...

"Não tem coisa mais fácil do que cuidar de pobre, no Brasil. Com
dez reais, o pobre se contenta; rico não, por mais que você libere, quer sempre
mais, nunca se conforma." (Lula – 15/07/2009)
Uuma defesa parcial, mesmo que nao tenha ainda um fio condutor universal, seja lá o que isso significa, precisa de coragem e uma estratégia bem definida, no futebol, costuma-se chamar de burra a defesa em linha, sempre aparece um gaiato para desmonta-la colocando um adversário na cara do gol, no nosso caso, a defesa da crítica ao assistencialismo do bolsa família vai seguir um raciocinio parecido, nao temas, diria o técnico aos agentes da defesa, agentes no caso, são os beneficiários, principal é o governo que paga para ver, mas nao recebe o mesmo tratamento porque as informacoes são desequilibradas para o lado dos agentes, estranhos movimentos, subterrâneos, não conseguimos ajudar os que precisam, porque os incentivos estão errados, transferências de renda unilaterais não encontram agentes tolos e alinhados ao governo...nao ajudas a quem enganas, e, como no caso da linha, ao oferecer o "impedimento", acaba ensinando a nao fazer, a nao ser, a nao se libertar das privaçoes tuas, mas por que continuamos a jogar esperanças nessa farra? Nao me ocorre nem um novo incentivo e muito menos uma resposta sem óbvias dúvidas, mas sempre fica a sensação de que pegamos o atalho, fugimos ao embate, apenas tentando colocar o problema em impedimento, o caminho mais facil, porque nao temos uma consciencia clara das consequencias e porque o nivel de tolerancia a equivocos tamanhos é enorme, para ficar apenas no superlativo....

10 julho 2009

Malfeituras(sic)

mal feitas e desalinhadas, as linhas que escrevo compoem uma melancolica ilha na enseada, na grua de baixo do planalto central, respigam nas lenhadas costas da brasuca população da margem oposta, aquela que nas tardes quentes do sertão visitam a igreja pentecostal do reino de deus para ajustar a sua imagem com a do criador, enquanto os pastores leem aos gritos o mantra da nova ordem, já em pitombeiras do sul, meu cavalo manco nao pasta na grama rala do lugar, meninos descalços e desnutridos catam palitos de picolé na praça do adeus. Meus sonhos desfeitos nos atos secretos da petrobrás, minha esperança colocada em déficit que nao ajudei a criar ou a pensar, meninos do bolsa familia vendem mangas caidas a pouco na estrada sem acostamentos, mas com orçamentos no pac, diz que para o ano pavimentam, malfeitos os teus olhos que nao enxergam a vocação totalitária da nossa mérica, meninas sem bolsas vão a escolas sem livros, enquanto viajas na cia do gê oito, mitocondrias ancestrais tipificam a mudana malfeitura com dinheiro público, é estrutural, diz a ministra...

08 julho 2009

Verbo, a legenda dos gregos.




"Ainda bem que variamos, embora não muito." (Dawkins)


Ainda nao respondo plenamente ao meu comentador, afianço, porém, que talvez tenha um pouco da tradição oral dos gregos, versos lidos e relidos nunca são os mesmos na voz do ledor, algo como a criação da leitura, puramente transmito a imagem digital em forma e sentimento, mas nao me atenho, é verdade, aos detalhes do ao pé da letra, rigor formal e transcrição literal não são minhas formas mais usuais de transmissão de sensações, muito menos de poemas, na minha vocação literária sou um jogador de futebol da terceira divisão do campeonato estadual, qualquer um, mas ainda assim, as palavras remotas e guardadas em algum lugar provocam a releitura daquela página, mutável, é verdade, mas repleta de sincera emoção, ao tocar dos dias e divas, sirvo-me das impressões da linguagem escrita para, estoicamente, conviver com as impossibilidades da humana forma de viver, nao tomo acento no senado, nem compartilho com as idéias do partido no poder, percorro outra via sem peias e com alternâncias no poder, e, entre uma rodada e outra de chopp com os amigos, atribuo aos meus sonhos ou delírios uma forma escrita, não mais...

01 julho 2009

Leonildas

30 junho 2009

o homem americano

A Serra da Capivara em São Raimundo Nonato no Piauí, no sul do Piauí, guarda alguns segredos. Assim como a sétima cidade, não conheço suas façanhas, mas o que produz de belo e enigmático nas retinas tortas do bardo essa luz que ofusca e esses traços de registros temporais imprecisos, são absolutamente inequivócos e reais, como se um ancestral no lombo de um burrego nos morros do cerrado de dentro, percorresse uma memória irracional, que apenas sentimos quando fechamos os olhos de volta para o passado, por lá fui rei da fogueira, campeiro, era caçador coletador, pertencia a casta dos parias e perambulava livre e sem medos, apenas a luz daquela caverna ofuscava minha racionalidae prática e obrigava-me a desenhar na encosta daquele ermo o meu diário de caças, chorava a dor da ignorância, e da sensibillidade da luz nascia a beleza rude e a imaginação daquele chão ...

27 junho 2009

das dores

encanto nenhum ha nessa luz que queima quando ilumina, nessa rua sem acostamentos, nesse jornalismo financiado pelo dinheiro do contribuinte, nessa decisão sem novidades, nessa dor que agora assumo, nessa volta das dores do fevereiro...Engana-se, porém, meu amigo, não acabou ainda, e, suspeito, talvez resista, afinal essa brasilidade torta e mil vezes questionada, é uma marca, propriamente somos assim, gostamos do deixa prá lá e carregamos o pessimo hábito de contemporizar, antes com o poder econômico, agora com o poder político, mas, nas duas situações, colocamos para debaixo do tapete as mazelas, afinal, aquela gente que mobiliza tantos anseios nao pode ser questionada mesmo diante de tantas petrobras ou de tantos aloprados, melhor deixar passar, depois vemos como que fica, a coerência também nao nos agrada, afinal, porque questionar a politica macroeconomica na boca de quem tanto amaldiçoava o modelo neoliberal, e assim, dessa forma, acomodamos os estranhos atos do presidente, sem tocarmos na árida prática dos discursos seus, adoçamos, enfim, a nossa pátria e empurramos com a barriga, numa típica vertente dolorida, dor de dentes, dor de tiradentes, dor de muita gente, enfim...

25 junho 2009

A quadratura do círculo

Foto gentilmente retirada do facebook do PH.

23 junho 2009

O apedeuta

versado em mal uso do vernáculo e em mimetismos macunaimicos, o lenhador de dobras, repete-se na sua saga populista e lugar comum, sem esconder o poder que as pesquisas aglutinam sobre sua pose de líder mundial, nosso deus da glória, vangloria-se de um discurso apaziguador e progressista, num ultraje ao lugar comum, acoberta atos sigilosos, perdoa ou inocenta de inocêncios a reus confessos, lambe as botas da oligarquia da ilha do boi morto, sucumbe diante das evidencias de massacre de cidadaos iranianos, abona a retórica intransigente, fascista e antisemita de um ditador demiurgo, anda gabola a apoiar o desmatamento, ultrapassando o limite dos tres poderes, agora, temos um quarto, populista, sindicalista, de esquerda e pesquisado, pode tudo, açoita, sem vergonhas, a lingua materna, a lógica puritana e insolita, o bom senso, tudo porque soa deus nas suas traquinices e cretinices, a cada dia, uma frase uma vexatória falta de cerimonias com a sabedoria popular, impostos demais para distribuir aos pobres as migalhas, até o belo dia que a riqueza finda, misericordiosamente, aumenta a miséria daquele povo, nosso povo. Como ressoa bem o refrão daquela música nos ouvidos dos aflitos....

21 junho 2009

Jan Vermeer


filho de Delft, de significado pouco conhecido, nada sabes, se soubesses nao conseguirias traduzir em palavras sem nexo, mesmo assim, nessa cidade, naquele ancoradouro, naqueles vértices sobrepostos de sentido geométrico, na altura da mao que se dispoe sobre a mesa da oficina de costura ou da oficina de sabores, nessas tardes que se destinam a captar o rosto da mulher e sua peróla, nessa insurgente imagem nítida, reside um sentido e intensidade, cor e uma insuspeita quietitude tensa, mesmo sem saber reconhecer a técnica, o dia, e suas sinuosas angustias, revelam-se naquela gravura, naquele olhar fixo de mulher do povo, como nada mais sabemos, sentimos o que nao conseguimos por em palavras....

20 junho 2009

Noite sem graça



Resíduo (...)


"Um pouco fica oscilando

na embocadura dos rios

e os peixes não o evitam,

um pouco: não está nos livros.

De tudo fica um pouco.

Não muito: de uma torneira

pinga esta gota absurda,

meio sal e meio álcool,

salta esta perna de rã,

este vidro de relógio

partido em mil esperanças,

este pescoço de cisne,

este segredo infantil...


De tudo ficou um pouco:

de mim; de ti; de Abelardo.

Cabelo na minha manga,

de tudo ficou um pouco;

vento nas orelhas minhas,

simplório arroto, gemido

de víscera inconformada,

e minúsculos artefatos:

campânula, alvéolo, cápsula

de revólver... de aspirina.

De tudo ficou um pouco.

E de tudo fica um pouco.

Oh abre os vidros de loçãoe abafa

o insuportável mau cheiro da memória.




Mas de tudo, terrível, fica um pouco,

e sob as ondas ritmadas

e sob as nuvens e os ventos

e sob as pontes e sob os túneis

e sob as labaredas e sob o sarcasmo

e sob a gosma e sob o vômito

e sob o soluço, o cárcere, o esquecido

e sob os espetáculos e sob a morte escarlate

e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes

e sob tu mesmo e sob teus pés já duros

e sob os gonzos da família e da classe,

fica sempre um pouco de tudo.

Às vezes um botão. Às vezes um rato."


Carlos Drummond de Andrade.

19 junho 2009

Beatitudes...



"Inicio este livro de uma posição que acredito ser comum: a posição de quem não considera os problemas da ode de Píndaro senão como problemas peculiares, e que tem enorme dificuldade em entender como podem jamais deixar de ser problemas. Que sou um indivíduo que age, mas também uma planta; que muito do que não fiz, contribui para fazer com que eu seja tudo aquilo pelo qual eu deva ser louvdo ou culpado; que devo constantemente escolher entre bens concorrentes e aparentemente incomensuráveis e que as circunstâncias podem forçar-me a uma posição na qual não posso evitar ser falso com respeito a alguma coisa ou fazer algum mal; que um evento que simplesmente acontece a mim pode, sem meu consentimento, alterar minha vida; que é igulamente problemático confiar seu bem a amigos, amantes ou ao país e tentar ter uma boa vida sem eles - tudo isso considero não apenas como o material da tragédia, mas como fatos cotidianos da razão prática vivida." (Martha Nussbaum, 2009, p. 5)

18 junho 2009

Lautrecanas


A semana secreta do senado revelou a minha crise, assumo, que sou culpado, forjei, na minha insensata e turva nota, a crise que ora se agrava, minhas palavras nao alcançaram a sala da vizinha pátria minha e em virtude disso, como se virtude opusesse sala ao infeliz episódio, todos os nossos atos na noite obscura refletem o caráter reto, como a dizer que de reto tratasse, das nossas apostasias, mínimas palavras antepostas aos cifroes, dolares do pré sal na conta bancária dos correligionários que, em horas extras, souberam esculpir a desgraça dos parias da nação, minha, só minha, a culpa, se culpados nao querem a patente dessa engenhosa pilhagem, afinal o senhor das bestas, já liberou da mesma culpa o outro presidente da casa, mesmo porque, um cidadão comum nao sabe o que é um ser nao comum, afinal de esbulhar a turba nao vive esse perante aquele, só minha, nessa noite de bares da cidade das festas, ouso um dizimo absinto para expurgar a dor das cartas na mesa de bilhar, soletras ou pulha....

17 junho 2009

Cherubina, para