perdemos como nunca, perderemos, se continuarmos nessa sequência de estágios sem controle ótimo, também em outros campos, o social e o econômico, se continuarmos com essa teimosia dos condutores da coisa pública. Excessos a parte, o governo deveria mudar o rumo, abandonar os projetos de briga com o mercado, seja lá o que isso signifique, e deveria adotar uma postura outra, menos intervenção no Bacen, menos maquiagem de contas públicas, menos bndes e, principalmente, mais liberdade econômica. Esse desenvolvimentismo de manual da década dos 1950 não serve para o mundo que vivemos. Ao certo mesmo, nem sabemos se já serviu um dia. Não é possível manter a economia girando em empregos pequenos e com baixa produtividade geral e apostando no direcionismo e no gasto público sem freios...blá, blá, blá.
essa ladainha já foi repetida inúmeras vezes e todos estamos cansados de repeti-la e de ouvi-la. O diagnóstico é cansativo, como é cansativo e desgastante, sem redundâncias, comprar briga com o partido no poder, eles tem muita culpa, são culpados, mas todos somos e, portanto, o diálogo é necessário, e se alguém vai fazer a transição para um país melhor, a equação vai ter que incluir os que estão no poder por 12 anos seguidos, essa é a novidade, eles estão cegos e errados, mas não é o ódio que vai faze-los enxergar que o país precisa de outra bossa de outra forma de atuação para superar o estágio um de inclusão social e prosperidade. Depois da estabilidade macroeconômica e do ajuste geral, deveria vir a virtude das políticas públicas e uma maciça dose de racionalidade econômica. Estamos fazendo exatamente o contrário, estamos jogando fora o pouco de racionalidade, credibilidade e previsibilidade que conquistamos com o Real por um projeto que não faz sentido em lugar algum, está na hora de conversarmos mais sobre ideias, boas ideias, e de abandonarmos as trincheiras, isso é necessário para que consigamos evitar outro vexame, outra goleada, essa, a do fracasso econômico, bem mais dolorosa e que tem como vítimas maiores os mais necessitados e pobres na nossa desigual e espúria distribuição de rendas....

