01 outubro 2005

Ex-officio

  1. Em que pese os muitos afazeres, por que a escrita pública não manteve o seu ciclo?
Em dias instáveis e de valores duvidosos receio que a melhor forma de expressão seja a da tradição oral e pessoal, interpessoal, mesmo assim, continuei buscando as palavras no glossário, aquelas, que, pela sua malevolência no andar e ritmo e no falar, evocam sabores supremos e vidas possíveis, imemoráveis. Palavras precisam ser ditas sem o véu da ignorância (referência explicita ao jurisconduto) e na presença, óbvia ou não, do interlocutor.
  • 2. A eleição na câmara de um deputado de um partido sem representatividade preocupa pela precariedade que ela traduz?
Não estou convicto, mas certamente perturba o uso inescrupuloso da máquina pública para eleger um candidato chapa branca. Principalmente, no momento em que os representantes do povo, (ou seria do polvo?) estão sob suspeita de práticas nebulosas de desvio de recursos e auto-favorecimento no qual a principal fonte de recursos viria de fontes governamentais insuspeitas (diz-se de quem comanda a mesada sem sujar as mãos, apesar da falta de arrogância). Não é sensato tentar tapar o sol com a peneira (chargistas são seres supremos e conseguem traduzir o indizível) apenas para conter o processo de transparência e para, obviamente, estimular a sinecura e a sangria dos cofres da mãe Joana, não confundir com uma mãezona, zona, aliás, que não merece essa peneira.
  • 3. Certamente, esse processo já está saturado, na sua opinião para onde vamos?
Muitos adorariam ir para um paraíso fiscal cumprir as exéquias do sistema e comemorar a tríade alencariana, ar, mar e terra. Eu, indevidamente, prefiro, como o escavador, catar pregos enferrujados na rua sem saída, mas não ousaria pular o muro, visto pijamas e releio a memorialística dos modernistas, com óculos para perto de vistas fatigadas e levemente mareadas.
  • 4. Esse interlúdio atende a algum propósito?
Não pensei sobre isso ou nisso, apenas fiz uma pausa para respirar, mas, como quem antever a miserável diáspora, temia que seria o último suspiro. Agora, faço essa concessão para atender aos apelos de um amigo, aquele que vive na corte e sabe que o poder de impressão na moeda obedece a critérios rigorosos e que, ao não construir a independência, a casa pode ruir, mas não estou tão pessimista, afinal a poesia nos redime e o sonho ainda é real.
Uma última palavra.
Muito obrigado!

Um comentário:

jobs123 disse...

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