26 outubro 2009

inelutável


"Hoje decidi anotar meus pensamentos contra a morte de maneira como eles me vêm, aleatoriamente, sem nenhum contexto e sem submete-los a um plano tirânico. Eu não posso deixar que essa guerra passe sem forjar no meu coração a arma que dominará a morte. Esta arma terá que ser atormentadora e traiçoeira, coerente com ela. Eu queria, em tempos menos limitados, fazê-la vibrar sobre brincadeiras e ameaças ousadas; eu imaginava a derrota da morte como um baile de máscaras. (Elias Canetti, 1905-1994)"

Um comentário:

... Duilio de Avila Bêrni, disse...

cara! fazia dias que eu via que não escrevias. esta e as duas postagens anteriores deixam-me com enormes deveres de casa. pouco tempo atrás, ouvi alguém dizer que depressivos não devem ler Canetti. eu nunca o li e pensava em fazê-lo, decidi desistir e agora volto a considerar da máxima urgência. obrigado. .d.