30 agosto 2010

Guaraná em pó

27 agosto 2010

lua e névoa

névoa e lua, censura prévia e quebra se sigilo, já não é possível ver a luz dos ministérios...já não dissimulam os que, supostamente eleitos, defendem a candidata oficial, tripudiam os pacóvios dos credulos eleitores, não há na santa paz da calma, razão para tamanho efeito, as vitórias tão aclamadas, não são da cartilha do partido oficial, e os resultados sociais positivos não são sustentáveis, mais uma vez, o país corre para o mesmo predicado, com os lenientes articulistas da folha e da gnt, para ficarmos nos pólos, mas toda a quadra graça na mesma linha reta, sem cobranças e críticas empurramos o Estado para uma incognita e para um ajuste de contas insustentável. Diante de tal desfecho torna-se inadiável uma reforma política para acabar com o voto obrigatório e introduzir fidelidade partidária e voto distrital e, por favor, nao esqueçamos do financiamento de campanhas. Em todo caso, que o líder desse processo venha da oposição...oxalá!!!

22 agosto 2010

Entrevista

Receio que temos que superar o assistencialismo das bolsas, ou o contrário...

16 agosto 2010

pedaladas

ainda não é uma volta, apenas um volteio, mas já se aproxima a hora das palavras que afirmam a contrariedade com o estado das coisas, com o lucro do bb e  com as bobagens ditas sobre o câmbio ou sobre a ex-classe média, em tempos de rapaduras a globo colocou teresina para fora do mapa e fez marketing político para o filho do homem, nas terras de cegos o comensal fez o seu pre sal, pedalando...

21 julho 2010

o social dos outros é burlesco

férias, afinal, poderia começar assim, mas é ledo o engano, como de resto a minha passagem por essa vida, no quarto úmido e sem persianas, relato ao museu das idéias o idéario de justiça, o pragmatismo libertário de resultados de sen versus o transcendentalismo institucionalista de rawls, entre um e outro a comparaçao dos quadros de justaposição, o que vale um critério universal do belo e justo se não consigo comparar quadros de pintores de escolas diferentes, ou se, existem muitos critérios igualmente justos e imparciais? Não há, como sempre, uma resposta fácil, apenas uma enxurrada de dúvidas e lamentos, o carro quebrado na oficiona o guarda-chuva que não funciona, a garganta fechada, o ônibus, como é bom sabe-lo e te-lo com campo de visão, que, mesmo assim, arrasta-se sem poesia concreta para ler ou ouvir, por uma cidade dos muros altos e prestes a confrontar mais uma de suas verdades, não somos assim tão educados ou civilizados, afinal. Tidas como elegantes e puras as verbas ´públicas que, supostamente tiraram o país da crise, foram transferidas na calada da noite para empresas privadas via bndes, social só no nome, como se pode ver pelos juros subsidiados de longo prazo incompatíveis com o outro, de dois digitos, real e que atinge no curto prazo o populacho, sem sombra de dúvidas, eis uma injustiça visível, seja qual for a teoria de justiçca que adotemos, impossível nao sentir o amargo na garganta depois de vômitos, involuntários, ou não...

11 julho 2010

pequenas rubricas e alguns pecados

nada de novo no apanágio local, os mesmos editoriais, alguma virtude privada ao descuidar com o que rubricas, a mesma boca torta quando fala em nome de uma mudança que não suportas ou da qual, nem mesmo sabes ao que veio, assim, a impostura e o palanque artificial da não candidata alega sinais dos tempos para uma patrulha que aos poucos começa toma a forma de uma ignóbil armadilha,  o discurso da velha esquerda com apelo populista e uma real mordaça na imprensa livre, eis o enredo velho da velha méricalatina, aquela das aventuras autoritárias e pseudorevolucionárias, a mesma que suplanta contratos, rasga leis, corrompe, prende e arrebenta, a continuar o que se desenha no ar e nos documentos de assinatura não lida, se omitir será um grande equivoco.

07 julho 2010

a tríade e a noite sem chuvas

o cabo de ligar nao funciona, a fonte de energia está plenamente adequada, mesmo assim, algo rompeu no cabo, internamente, isso é pressuposto, rompeu-se algo, há uma similaridade endógena nessa analogia morfológica, cabos e fios não conseguem transmitir a energia que faz a máquina funcionar. As palavras do inicio da semana são como esses cabos de alta tensão, ocas de consistência e, por isso mesmo, incapazes de fazer funcionar o que poderia impulsionar uma vida digna, por exemplo. O discurso está bonito, mas oco de significado e incapaz, novamente, de retransmitir os incentivos e a invectividade que cria riqueza, renda, emprego e prosperidade. Por um punhado de votos a mais ou para não perder um punhado de votos ameaçamos perpetuar o assistencialismo via transferência de rendas, melhor, ou pior, transferimos baixa auto-estima, armadilhas e incapacidade de mudar o status quo, enquanto isso os candidatos da situação apregoam, nas mãos atadas do populacho, o lugar comum da partilha injusta e circunstancialmente oportunista. O bolsa familia é um equivoco tremendo e não estamos nos apercebendo disso ao transformar em beco sem saída o debate sobre a tecnologia de combate a pobreza no Brasil, por comodismo e baixo nível de visão de futuro, amarramos nossos filhos e os pais de nossos filhos ao Estado de bem-estar social alicerçado em precários retornos sociais, baixa inclusão e muito discurso fácil. Não se trata do velho jargão do ensinar a pescar, ou de não assistir com renda os mais pobres,  ou do paterlismo que isso implica. Antes disso, perdemos a oportunidade de desenhar melhor nossos arranjos sociais para que o emprego e a renda se transformem numa realidade de vasto alcance social, negamos o direito de reformas amplas na previdência, no sistema político, na área tributária, no sistema público de educação, no sistema de saúde pública, etc por um conformismo de cunho populista, alicerçado em uma triade insustentável: endividamento público, juros altos e baixa produtividade geral da economia. Enquanto a burra guentar o tranco subiremos a lomba, mas quando a carga entortar veremos que perdemos tempo e que nossos indicadores sociais não são compatíveis com a dignidade e liberdades humanas reais. Desiludo-me da peça orçamentária e angustio-me com os ventos que levam a chuva para o mar....

27 junho 2010

o outro engano

além da pagar os elevados impostos, pagamos a outra conta, a conta dos não serviços, da péssima qualidade da saúde pública que chamam de sus, sigla usual para supera-te pois,  unicamente, sofrerás, sempre pensei em obedecer regras, adoro a palavra empenhada, os contratos seguidos a risca, sem maus tratos, sem o inesgotável desrespeito, na minha terra, contudo, de norte a sul, nada disso vale, sofremos nas filas, o descaso público e somos vitimas das grossas somas e glebas de recursos que, solenemente deixamos nas máquinas registradoras de todos os empórios, para tudo se traduzir em baixa qualidade de vida e de serviços, nossos postos de saúde não nos socorrem, nossas escolas não ensinam, morremos de viroses nas filas dos bancos públicos, sem dignidade e enfermos, vemos todos os recursos em edificios, em castelos de areia, mas o mínimo respeito aos recursos que tanto nos faz falta nao nos retornam em vida e dignidade, apenas morremos de doenças banais na fila dos descasos, assim, dessa forma, sem quebrar nossas espúrias relações com a coisa pública, que, alguns, descaradamente defendem como o lugar comum para preservar a dor, os mesmos que aprovaram o fim do fator previdenciário e que assinaram o cheque em branco empenhando recursos que nem sabemos se somos ou seremos capazes de amealhar, finda a fanfarra, ficarão as dividas e o assistencialismo e um orçamento de ficção, pena que o teatro da vida é real e os serviços que nos negam destroem nossas vidas em aparelhos ideológicos. A  vida melhor deveria ser uma lei, deveriamos criar a lei de responsabilidade da vida, aquela que manda para cadeia gestores negligentes e que obriga o estado que usa cartão corporativo, devolver, em dobro ou mais, a todo cidadão que paga icms, serviços de qualidade e respeito, sem discriminações ou exceções e a todo tempo, chega da mediocridade e da paz de ocasião que empurra para as margens a água suja e condena os indivíduos ao projeto estatizante dos que querem o poder para criar o partido único e a bomba antidemocrática.

16 junho 2010

ganhei o primeiro bolão da copa

 enquanto o brasil dos campos claudicava, o outro brasil, das contas públicas, nao consegue superar nem mesmo  o chilhe, ou o uruguai, para ficarmos apenas nos países que estão na copa, ontem, com a sensabedoria dos que nao estao nem um pouco preocupados com arranjos sustentaveis, o presidente sancionou o inaceitável e insustentável reajuste para os aposentados, em coro, os presidenciáveis, quase todos, é verdade, apoiaram a tal medida, como necessária e urgente, as nossas contas públicas estão no buraco, o próximo tropeço é a lona e, com medo de perder votos, jogamos o bom-senso para o espaço. Ao mesmo tempo, no outro brasil do futebol, percebemos, num misto de estranhamento, desonforto e constrangimento, que, além de não possuirmos elenco, não temos esquema tático ou visão de jogo, ao contrário do outro blogueiro, nao creio que teoria dos jogos resolveriam, afinal, a nossa estratégia ótima nao está em campo, melhor, nao foi nem mesmo convocada, renegamos o talento em nome dos resultados, da mesma forma que o presidente renegou o bom-senso e adotou uma estratégia de segurança eleitoral, os dois casos são emblemáticos da nossa mediocridade, um partido sem escrupulos que adota o pragmatismo de resultado para ganhar a qualquer custo, bem ao estilo dunga....

11 junho 2010

auto-referência

o primeiro veio duplo, tudo por obra e graça do rafael, amém.

08 junho 2010

Das impossibilidades

temo que já não há tempo pare ler e entender a prova de godel por ernest nagel ou as oito paginas sobre o sentido da vida do tomaz nagel, ainda assim, tentarei simular a distribuicao de renda dos agentes numa escala ampla com dez tipos de distribuicao, ou algo assim, mais para o final do ano, mas não há tempo, perdemos o bonde na esquina democrática, derrapamos na bento gonçalves, em todas as ocasiões, o tempo, escasso como ele só, descortinou a minha falta de jeito com as escolhas, o meu desalinhamento das prioridades, fiz um arremedo sem consistência, leituras foi o que mais refiz, leio, não sei o que é viver, desde então, não ouso entender, mil palavras por minuto ou a morte, soletro, em ritmo lento, muito lento, ouço a cantata número tres wve acordes, orgãos e agudos, sopranos, mas não tenho mais o tempo das urgências ou das querências, agora sou desnudo de tempo, vivo de sobras das horas, vivo porque leio...

03 junho 2010

anterioridade

antes, quando não existias, o que dizia, mesmo nao fazendo sentido, melhor, nunca mesmo, era lido e, por vezes, comentado, agora sou proprietário(exageros, a parte) único desse espaço, escrevo até mais, mas, como sabes, não propicio a imagem real dos que leem uma mínima e miséra palavra ou patacoada, essas ausências de, devo a esse espaço, minhas palavras sem sentido, agora jã não repercutem, podem sorrir da feiura exterior e interior da dublê de candidata, podem, as palavrasn, desembocar em achincalhe, em mil togos e ditongos, podem...não insistirei com essa lista, assim como jã não discuto mercado ou estado, impostos sim e não, pouco importa, quero outro uso para eles, mas não imaginamos um mundo sem eles, os impostos e seus arrecadadores e gastadores, transfiro sim essa pilha de recursos para que as mãos agéis, eu espero, de terceiros, consigam por fim a fila do SUS e lá nas suas espertezas, consigam outrossim, romper o vicioso circulo da educação de baixa qualidade que prende a todos nós, uns mais outros menos, numa armadilha de pobreza, diria, com o apoio das palavras, que chega da falsa polarização, melhor seria, outro estado e outro mercado um mais competitivo e outro mais eficiente e transparente, adoeço quando falo sobre essas idéias tão óbvias e puras em sua santidade casta, aqui as palavras retomariam o curso, morejas ser sem glórias, mas o mesmo não ouvirias, então falaria, das outras armadilhas das desigualdades de oportunidades, tema de minha eterna predileção...

aluamento sem sombras...

31 maio 2010

a solução

o jogo, somas o que não podes, afinal, as preferências agregadas nada dizem do que somas, nada significam do ponto de vista individual, coletivo ou de qualquer ponto de vista, serás sempre parcial ou ditador,abandonas as invectivas, melhor buscar outro critério de justiça distributiva, essa deusa tão pouco compreendida e tão, abusadamente, exposta ou defendida, todos querem, todos buscam, todos clamam, poucos tentaram enquadra-la numa solução objetiva e cristalina, os esquemas de barganha de nash, permitiram construir os quatro axiomas e uma solução única na fronteira de possibilidades, múltiplicas as utilidades e eis a justiça, diria o mote apressado, nada mais belo e pacificador, elegante e amplamente suscitado nas nossas vistas fatigadas e sobremaneira céticas, vistas de quem consegue perceber o poder de uma mente tão aguda e profunda, sem peias, enquadras o todo num cruzamento de linhas, poligonos e hiperboles, lá na quadratura do circulo a vestal resposta, não hã justiça sem o respeito ás diferenças estratégicas na barganha, então, melhor do que dividir rendas, melhor seria equilibrar o poder das barganhas, os ditos colaterais, na hora da negociação das partes na fazedura das políticas sociais...

23 maio 2010

das cores, o verbo fiat lux

a cor predominante nos mares do nordeste é o verde puro e sem adjetivações, as outras cores sao efêmeras como as pesquisas de opinião, minhas viagens já não possuem o mesmo ritmo, agora somos passageiros sem esporas, poesia sem rimas, luz sem vitrina, uma mera alusão de gente a confirmar a diaspóra da gente toda, mesmo assim, é inegável a felicidade de visitar amigos e conhecer novas praias e novos saberes, moido e retorcido por dentro, volto alegre para o meu ponto de partida, para minha estaca zero, sabidamente somos ignorantes das soluções mágicas e das possibilidades da cartilha ideológica, mas amamos a vida da forma mesma que ela sempre acontece, aleatória e sem tendência, misteriosa e, ao mesmo tempo, pacata e soturna, mas alegre em suas redescobertas, uma louca paisagem nos encanta na volta para casa, faróis dos carros, o gesto das pessoas e a ingênua vida dos idealistas, sem o rancor dos radicais e as falsas verdades dos ideológos, miseravelmente subimos a rampa, descemos a lomba e contemplamos o atlântico na paraiba...

17 maio 2010

O curso

Título do curso: Teorias da Justiça, Economia Moral e mobiliade social no Brasil
Local: Mestrado de Economia da UFPB
Período: 18/05 a 21/05/10
Programa
1. Pobreza Multidimensional e pobreza extrema em Porto Alegre
2. As abordagens dos Bens Primários e das Capacitações são alternativas ao utilitarismo?
3. Julgamentos de justiça distributiva em John Rawls e Robert Nozick: uma investigação experimental
4. Assimetria de informação e a formação de capital humano: uma análise teórica sobre o Programa Bolsa Família
5. Jogo da mediocridade – incentivos, esforço dos professores do ensino básico e a qualidade da escola pública no Brasil
6. Polarização da distribuição de renda no Brasil: uma analise empírica regional no período de 2001 – 2008.

15 maio 2010

eu nao sou feio...

se os economistas estão certos, consegui uma prova, por contradição, da minha beleza, ou algo assim, mesmo nao sendo um expert em economia antropométrica, isso é coisa do cláudio e do léo, (se não me falha a memória), fico feliz com o veredicto....mas eu já sabia.

10 maio 2010

elegia aos caprices

esperas na linha do trem, paraopebas fica logo ali, manaus saiu na frente, amanha na esfera federal os homens de branco vão discutir o reajuste do funcionalismo, no sul, faz frio, apesar da carta capital, a candidata oficial não decola, minas já tem crematório, surpresas na lista do dunga, só o bardo soletra as palavras do vacabulário razo, fino, extra-fino, na caixa-postal os predicados da tenente-coronel, nossos vizinhos sonham com o brilho da intifada em meio a crise, a gripe destoa, na minha idade não há vacinas, porém, suam os que sonham com viagens a bento, submundo vocal, periplo por mar de tintas vogais, noturnos não são caprices de paganini, minhas vertebras superaram o ciático, ainda alongo os dedos ao pensar nas listas de espera do meu calvário, milhares de passageiros na estação da luz, também eles a espera de um milagre, neymar ou ganso, eis o resumo do diário de noticias, enquanto isso, somos levados a crer no índice de popularidade do que não vemos e na honestidade do partido do presidente, inclementes os sujos não são tartáros...

08 maio 2010

torquatilhas para mamãe

07 maio 2010

poetono

“Como esses primitivos que carregam por toda parte o

maxilar inferior de seus mortos,

assim te levo comigo, tarde de maio,

quando, ao rubor dos incêndios que consumiam a terra,

outra chama, não perceptível, tão mais devastadora,

surdamente lavrava sob meus traços cômicos,

e uma a uma, disjecta membra, deixava ainda palpitantes

e condenadas, no solo ardente, porções de minh’alma

nunca antes nem nunca mais aferidas em sua nobreza

sem fruto.


Mas os primitivos imploram à relíquia saúde e chuva,

colheita, fim do inimigo, não sei que portentos.

Eu nada te peço a ti, tarde de maio,

senão que continues, no tempo e fora dele, irreversível,

sinal de derrota que se vai consumindo a ponto de

converter-se em sinal de beleza no rosto de alguém

que, precisamente, volve o rosto e passa...

Outono é a estação em que ocorrem tais crises,

e em maio, tantas vezes, morremos.

Para renascer, eu sei, numa fictícia primavera,

já então espectrais sob o aveludado da casca,

trazendo na sombra a aderência das resinas fúnebres

com que nos ungiram, e nas vestes a poeira do carro

fúnebre, tarde de maio, em que desaparecemos,

sem que ninguém, o amor inclusive, pusesse reparo.

E os que o vissem não saberiam dizer: se era um préstito

lutuoso, arrastado, poeirento, ou um desfile carnavalesco.

Nem houve testemunha.


Nunca há testemunhas. Há desatentos. Curiosos, muitos.

Quem reconhece o drama, quando se precipita, sem máscara?

Se morro de amor, todos o ignoram

e negam. O próprio amor se desconhece e maltrata.

O próprio amor se esconde, ao jeito dos bichos caçados;

não está certo de ser amor, há tanto lavou a memória

das impurezas de barro e folha em que repousava. E resta,

perdida no ar, por que melhor se conserve,

uma particular tristeza, a imprimir seu selo nas nuvens.”
Carlos Drummond de Andrade